Paulina Chiziane nasceu em 04 de junho de 1955, em Manjacase, vila rural moçambicana, mas, com seis anos de idade mudou-se para Maputo. Seus pais eram protestantes, portanto o cristianismo esteve fortemente presente em sua formação.
Chiziane aprendeu a língua Ronga, em Maputo, onde iniciou seus estudos em uma escola católica, e acabou aprendendo também o idioma português. Sua juventude foi marcada pela atuação na Frelimo, a frente de libertação de Moçambique, responsável pela luta em prol da independência do País.
Após a independência, teve início uma guerra civil. Paulina então, tornou-se voluntária na Cruz Vermelha, durante o conflito, sua atuação política não cessou.
Nessa época já tinha publicado seu primeiro romance - Balaio de amor ao vento, mas seu sucesso como escritora chegou em 2022, com a publicação do livro Niketche: uma história de poligamia por essa obra ganhou o prêmio José Craveirinha da Associação dos Escritores Moçambicanos.
Paulina Chiziane, vinda " de lugar nenhum" e que aprendeu escrever na areia do chão" e usou " o primeiro par de sapatos com dez ano, mostrou-se muito feliz" por receber o prêmio Camões" um prêmio tão importante, exatamente no Dia Mundial da Língua Portuguesa.
Durante o discurso, depois de ter recebido o prêmio Camões 2021. " Para quem vem do chão, estar aqui diante do Governo Português, do Governo brasileiro, do corpo diplomático e de várias personalidades é algo que me comove profundamente. Caminhar sem saber onde ia, mas cheguei a algum lugar, que é esse prêmio" disse.
Dos vários agradecimentos que fez, o maior foi para seus leitores em Moçambique e em todos os países que falam português.
CHICO TORQUATO
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