
No decorrer da minha vida, sempre procurei manter o bom diálogo. Conversar, ouvir, respeitar.
Nunca me coloquei acima de ninguém, porque sei exatamente quem eu sou e até onde posso caminhar. Reconhecer os próprios limites é sinal de maturidade, não de fraqueza.
Aprendi também a entrar e sair de qualquer situação com dignidade. O que nunca aprendi — e nem quero aprender — é viver de “disse me disse”. Não valorizo conversa atravessada, nem opinião construída na boca dos outros.
Se eu não tiver minha própria opinião, então de nada adianta estar vivo. Triste é aquele que não tem luz própria, que precisa da sombra alheia para existir.
Cresci vendo meu pai lutar para manter seus princípios. Não foi fácil. Muitas vezes o caminho mais correto é também o mais difícil.
Mas foi ali, observando sua postura, que entendi que caráter não se negocia. E é assim que escolho viver: mantendo meus princípios acima de qualquer conveniência.
Nunca serei covarde com ninguém. Posso até me adequar às circunstâncias, porque a vida exige sabedoria.
Mas mudar essência, mudar caráter, isso não. Ninguém muda seu verdadeiro jeito — pode até ajustar atitudes, mas comportamento e valores vêm de dentro.
Ter opinião é ter identidade. E quem tem identidade não se perde no barulho dos outros.
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