A neutralidade de Álvaro Dias e do PL no segundo turno para o Governo do RN atrapalha os planos do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (UB).
Álvaro conta com a vinda dos mais de 500 mil votos de Álvaro para formar uma maioria sobre o candidato Cadu de Lula (PT).
Mas os movimentos de bastidores mostram Cadu atraindo apoios que estavam com Álvaro no interior e o bolsonarismo raiz sinalizando que vai cruzar os braços.
Com o primeiro turno terminando praticamente empatado, o segundo começa do zero. Para quebrar a neutralidade, Allyson precisa declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial como fez o seu partido, o União Brasil.
Se fizer isso, corre risco de perder a base lulista para Cadu.
O plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abre caminho para uma ampla revisão de decretos, portarias e outras normas que hoje regulamentam direitos trabalhistas e previdenciários, mas não informa quais regras pretende alterar ou revogar caso ele seja eleito presidente.
A proposta aparece na página 69 do programa, em um capítulo dedicado à redução da estrutura do Estado. Flávio promete fazer uma “ampla revisão normativa infralegal” na gestão pública e nas áreas tributária, previdenciária e trabalhista para eliminar o que classifica como “excesso de regras que trava a economia e encarece a máquina”.
O alcance potencial da medida vai além da reorganização administrativa. Normas infralegais são atos como decretos, portarias, instruções normativas e regulamentos editados para detalhar e executar aquilo que está previsto em lei.
Isso significa que parte dessas regras pode ser modificada pelo próprio Poder Executivo, dentro dos limites estabelecidos pela legislação, sem a necessidade de aprovar uma nova lei no Congresso.
É nesse conjunto de normas que estão regulamentadas atualmente medidas relacionadas à saúde mental no ambiente de trabalho, proteção de jovens aprendizes e procedimentos para concessão de benefícios previdenciários, entre outras.
O plano de Flávio, no entanto, não apresenta uma relação dos atos considerados excessivos nem estabelece quais critérios seriam utilizados para decidir o que seria mantido, alterado ou revogado.
Saúde mental entrou nas regras em maio
Um dos exemplos está na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece regras gerais de saúde e segurança no trabalho.
Desde 26 de maio deste ano, o gerenciamento de riscos ocupacionais passou a incluir expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. A mudança foi estabelecida pela Portaria 1.419, publicada pelo Ministério do Trabalho em 2024.
Entre os fatores que devem ser considerados estão sobrecarga de trabalho, assédio e falta de suporte aos trabalhadores.
A obrigação está inserida justamente em uma norma infralegal. A NR-1 já passou por sucessivas alterações por portarias do Ministério do Trabalho ao longo dos anos e sua redação atual regulamenta dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O plano de Flávio não informa se as mudanças recentes da NR-1 serão preservadas durante a revisão prometida.
Gestantes de alto risco tiveram proteção ampliada neste ano
Na Previdência, uma mudança ainda mais recente mostra o alcance que atos administrativos podem ter sobre o acesso aos benefícios.
Em julho deste ano, uma portaria conjunta dos ministérios da Previdência e da Saúde incluiu a gestação de alto risco entre as situações que dispensam a carência mínima de 12 contribuições para a concessão de benefícios por incapacidade.
Com a mudança, uma trabalhadora que mantenha a qualidade de segurada do INSS e tenha a incapacidade reconhecida não precisa completar as 12 contribuições normalmente exigidas para ter acesso ao benefício nos casos de gestação de alto risco.
A alteração foi feita pela Portaria Interministerial MPS/MS nº 15, sem necessidade de aprovação de uma nova lei pelo Congresso.
A lista atualmente inclui outras condições graves, como câncer, Parkinson, esclerose múltipla, cardiopatia grave e acidente vascular encefálico agudo. O programa de Flávio também não esclarece se essa regulamentação está entre as normas que pretende revisar.
Trabalhadores em ponto de ônibus no Largo da Carioca Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Bolsonaro fez revisão ampla de normas trabalhistas
A proposta de Flávio tem um precedente no governo de seu pai. Em novembro de 2021, Jair Bolsonaro editou o Decreto 10.854, que instituiu o Programa Permanente de Consolidação, Simplificação e Desburocratização de Normas Trabalhistas Infralegais.
O decreto reuniu em um único marco regras que alcançavam fiscalização trabalhista, saúde e segurança no trabalho, elaboração e revisão das Normas Regulamentadoras, equipamentos de proteção individual, registro eletrônico de jornada e outros temas.
Naquele processo, o governo trabalhou sobre um universo de mais de mil decretos, portarias e instruções normativas trabalhistas. O decreto estabeleceu entre as diretrizes para revisão das normas de saúde e segurança a “simplificação e desburocratização” e a intervenção “subsidiária e excepcional” do Estado sobre atividades econômicas.
O governo Bolsonaro também promoveu uma revisão das próprias Normas Regulamentadoras. A NR-1, por exemplo, passou por uma revisão iniciada em 2019. Outras normas foram alteradas ao longo do mandato. Em 2022, a NR-37, que disciplina segurança e saúde em plataformas de petróleo, teve exigências documentais retiradas e regras de treinamento flexibilizadas dentro do processo de simplificação.
A aprendizagem profissional foi outra área modificada por ato do Executivo. Em maio de 2022, Bolsonaro publicou o Decreto 11.061, que alterou a regulamentação da contratação de aprendizes.
Entre as mudanças, o decreto permitiu que determinados aprendizes fossem contabilizados em dobro para o cumprimento da cota e que jovens contratados por prazo indeterminado depois da aprendizagem continuassem sendo contabilizados por até 12 meses. Também excluiu trabalhadores intermitentes e empregados afastados por benefício previdenciário da base de cálculo da cota.
No ano seguinte, o governo Lula publicou o Decreto 11.479 e revogou esses dispositivos.
O episódio mostra o alcance de mudanças infralegais: embora a obrigação de contratação de aprendizes esteja prevista na CLT, regras que interferem na forma de calcular e cumprir essa cota foram modificadas pelo governo Bolsonaro e, posteriormente, novamente alteradas pelo governo seguinte, sem mudança da lei pelo Congresso.
Revisão não permite apagar direitos previstos em lei
A promessa feita no programa não significa que um eventual governo Flávio poderia eliminar, por decreto ou portaria, direitos assegurados diretamente pela Constituição ou por leis aprovadas pelo Congresso.
Atos infralegais precisam respeitar a legislação que regulamentam. Um presidente não poderia, por exemplo, extinguir por decreto um direito criado expressamente por lei.
A margem do Executivo está na regulamentação: critérios, procedimentos, fiscalização, enquadramentos e formas de execução de políticas podem estar estabelecidos em decretos, portarias, instruções normativas e Normas Regulamentadoras. É justamente esse conjunto que o programa coloca sob uma “ampla revisão”.
A dimensão da mudança dependeria, portanto, de quais normas seriam selecionadas e de quais dispositivos seriam modificados. Essa lista não aparece no plano de governo.
Campanha é questionada sobre alcance da revisão
O ICL Notícias procurou a campanha de Flávio Bolsonaro para saber quais normas, decretos e portarias pretende revisar ou revogar.
Também questionou se a revisão poderá atingir regras sobre saúde e segurança do trabalhador, riscos psicossociais, aprendizagem profissional e benefícios previdenciários, como a dispensa de carência para gestantes de alto risco.
A campanha foi perguntada ainda se assume o compromisso de preservar as atuais proteções e direitos trabalhistas e previdenciários.
Os fãs da Banda Grafith terão um encontro especial nesta sexta-feira (9), em Natal. A partir das 15h, os integrantes do grupo estarão na Praça de Alimentação do Partage Norte Shopping para uma tarde de fotos, em mais uma ação que marca a contagem regressiva para os 38 anos de história da banda.
Conhecida pela forte relação com o público potiguar e pela trajetória construída ao longo de quase quatro décadas, a Banda Grafith realiza uma programação especial para celebrar seu aniversário. O momento no shopping será uma oportunidade para os fãs se aproximarem dos músicos, registrarem o encontro e levarem uma lembrança dessa trajetória.
A comemoração oficial dos 38 anos da Banda Grafith acontece no dia 7 de novembro, na Shock Casa Show, em São Gonçalo do Amarante/RN. A festa reunirá a banda e seu público para celebrar uma história marcada pela presença nos palcos e pela conexão com diferentes gerações Já o Encontro com Fãs desta sexta-feira é aberto ao público e a organização orienta as pessoas a chegarem cedo para aproveitarem melhor o evento com os integrantes da banda.
ENCONTRO DE FÃS COM A BANDA GRAFITH
QUANDO: sexta-feira, 9 de outubro
HORÁRIO: a partir das 15h
ONDE: Praça de Alimentação do Partage Norte Shopping – Natal/RN
RT • Portal R7 O governo calcula ter votos suficientes no Senado para aprovar a PEC do fim da escala 6x1. A contagem feita por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aponta 57 senadores favoráveis ao texto, segundo o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), autor da proposta.
O número supera em oito votos o mínimo necessário. Por se tratar de uma mudança na Constituição, a PEC precisa do apoio de pelo menos três quintos dos senadores (49 dos 81) em dois turnos de votação. “Se colocar para votar, passa”, afirmou Lopes.
Mais uma pesquisa, desta vez é sobre a quarta idade no poder. De acordo com os dados de levantamentos internacionais(Como a União Interparlamentar IPU) e registros recentes, alguns dos parlamentares em atividade mais velhos do mundo incluem:
. Guilherme Garcia Frias (96 anos) um veterano da revolução cubana, atua na Assembleia Nacional do poder popular, é um dos últimos comandantes da Revolução Cubana vivos, além de ostentar os títulos de Herói de La República de Cuba e Herói Del Trabajo de La República de Cuba.
. Augusto Gomez Villanueva(95 anos) é Senador da República do México LXVI - Legislatura (com mandato de 29 de agosto de 2024 a 31 de agosto de 2027, representando o Partido Revolucionário Internacional.
. Salah Goudjil (93 anos), atua no Conselho da Nação, a Câmara Alta do Parlamento da Argélia, é um proeminente político e estadista Argelino. Veterano de guerra da Independência da Argélia e membro de longa data do Partido de Libertação Nacional (PLN).
. No cenário brasileiro, destaca-se a figura de Luiza Erundina (91 anos), foi eleita a deputada estadual mais velha do país nas eleições de 2026 pelo PSOL.
Nascida em Uirauna (PB), e formada em Serviços Sociais, fez história em 1989 ao se tornar a primeira mulher de esquerda a governar a cidade de São Paulo. Sua trajetória no Congresso Nacional,onde cumpriu sete mandatos como deputado federal.
Especialistas apontam que a eleição de Erundina combate o etarismo e valoriza a experiência na vida pública.
O ato de campanha de Lula (PT) em Natal mudou de local e horário. A programação deste sábado (10), antes anunciada para a Área de Lazer do Panatis, na Zona Norte, agora será uma passeata no Alecrim, às 10h, com concentração a partir das 8h no centro comercial do bairro.
A mudança foi anunciada pelo próprio presidente em um vídeo publicado nas redes sociais da deputada federal Natália Bonavides (PT).
Lula estará acompanhado de Cadu Xavier (PT), que disputa o segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte contra Allyson Bezerra (União Brasil). A visita integra a mobilização pelas candidaturas petistas ao governo estadual e à Presidência da República.
O candidato a governador do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula, liderou no fim da tarde desta terça-feira (6) o primeiro ato político do segundo turno das eleições, reunindo apoiadores e lideranças na Praça da Árvore de Mirassol, na zona sul de Natal. A plenária marcou a largada oficial da nova etapa da campanha e serviu para agradecer publicamente ao povo potiguar pela expressiva votação recebida no primeiro turno.
Ao lado da governadora Fátima Bezerra e de diversas lideranças partidárias e parlamentares, inclusive a senadora eleita Samanda Alves, a mobilização demonstrou a unidade do Time de Lula no Estado. Durante a atividade, destacou-se que a prioridade máxima das forças aliadas é expandir a votação do presidente Lula no Rio Grande do Norte, combinando forte engajamento nas ruas com presença ativa nas redes sociais.
“A campanha aqui no Rio Grande do Norte vai ser de quem tem lado contra quem fica em cima do muro, de quem tem trabalho contra quem vive de ilusão e de honestidade contra suspeitas de corrupção. No que depender de mim, a energia que eu botei no primeiro turno eu vou dobrar agora, porque a gente vai continuar trabalhando pelo e para o povo”, declarou Cadu de Lula durante a plenária.
O candidato enfatizou a relevância de dialogar com os eleitores que não estiveram com o projeto na primeira etapa da eleição, apresentando compromisso com a gestão pública, a honestidade e a melhoria dos serviços essenciais. Cadu pontuou que sua trajetória política é guiada pelo contato direto, olho no olho com a população, e pela missão de transformar a vida do povo potiguar.
Allyson e Bolsonaro em encontro no ano de 2020 (foto: redes sociais)
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu Xavier (PT) reagiu ao anúncio de apoio do União Brasil, partido de Allyson Bezerra, à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cadu relacionou a decisão nacional da legenda à disputa estadual e voltou a se apresentar como o candidato apoiado pelo presidente Lula no RN.
“Enquanto aqui no Rio Grande do Norte a gente vê imagens como essa aqui, lá em Brasília, o União Brasil, o partido de Allyson, declara apoio a Flávio Bolsonaro”, afirmou Cadu mostrando card que associa Allyson Bezerra, Marianna Almeida, que é prefeita de Pau dos Ferros, e o presidente Lula.
O petista aproveitou o anúncio para reforçar as críticas que vem fazendo ao posicionamento de Allyson na eleição presidencial.
“É isso que eu tenho dito. Eu não vou deixar ninguém enganar o povo do nosso Estado. O candidato de Lula sou eu”, declarou.
Na gravação, Cadu também anunciou a participação de Lula em agenda no Rio Grande do Norte no próximo sábado e convidou os apoiadores para recepcionar o presidente, às 8h, no bairro do Alecrim, em Natal.
“O presidente Lula tá vindo ao Rio Grande do Norte. Eu convido você para, às oito horas da manhã do próximo sábado, estar lá no Alecrim para receber o maior presidente da história do Brasil”, disse.
Em pronunciamento na sessão desta quarta-feira (7), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o deputado estadual Ubaldo Fernandes (PV) comentou o resultado das eleições do último domingo (4), quando recebeu quase 45 mil votos, mas não conquistou a reeleição.
Ubaldo destacou a importância da democracia e agradeceu aos potiguares que reconheceram seu trabalho nas urnas. “Quero dizer que a democracia é muito importante. Eu tive uma votação muito expressiva, quase 45 mil votos. Isso significa muita gente do Estado do Rio Grande do Norte que votou em mim, que entendeu a minha mensagem e, ao mesmo tempo, aprovou o nosso trabalho”, afirmou.
O deputado também comentou o sistema proporcional que define a composição da Assembleia Legislativa, destacando que a votação individual não é o único critério para a distribuição das cadeiras. “A política é um pouco complexa no que se refere à questão da proporcionalidade. Eu acho que seria mais justo que os mais votados fossem os eleitos, mas existe essa proporcionalidade, essa questão do coeficiente eleitoral, e isso deixa, às vezes, a gente no caminho”, declarou.
Ubaldo ressaltou ainda que continuará cumprindo seu mandato até o encerramento do ano legislativo, dando sequência aos projetos e às pautas que estão em andamento. “Agora é dar sequência a alguns projetos que estão terminando, para concluir o ano legislativo e para novas lutas constantemente. Mesmo fora do mandato, a luta continua”, disse.
Ao falar sobre os próximos passos, o deputado deixou claro que o resultado eleitoral não representa o fim de sua trajetória política. Segundo ele, continuará trabalhando junto ao seu grupo e se preparando para os próximos desafios eleitorais. “Na classe política, termina uma eleição, já vem a próxima. E aí nós vamos trabalhar com o nosso grupo e nos projetar para as próximas eleições”, afirmou.
Ao encerrar, Ubaldo reforçou que continuará colocando sua experiência e sua atuação a serviço do Rio Grande do Norte, independentemente de estar ocupando um mandato eletivo. “Minha vocação segue para servir ao povo do meu Estado”, concluiu.
O Partido Liberal do Rio Grande do Norte não deve apoiar nenhuma das duas candidaturas que estão postas no 2° turno das eleições para o Executivo estadual. O Blog do BGconversou com cerca de 15 pessoas ligadas à direita do Estado nas últimas 24h e confirmou que a legenda vai liberar candidatos e lideranças políticas e assumir neutralidade no pleito.
Das fontes ouvidas pelo Blog do BG, foi quase que unanimidade o desejo de que o partido adote neutralidade. A justificativa dos correligionários é de que as duas candidaturas que estão no 2° turno representam a esquerda.
Apesar de Allyson Bezerra não assumir publicamente apoio ao presidente Lula, há um consenso no PL de que além de ser de esquerda, o candidato teria votado no petista no 1° turno das eleições.
Diante da situação exposta, cada político filiado ao PL poderá seguir a linha partidária mantendo a neutralidade ou definir apoio a uma das candidaturas no 2° turno do pleito estadual.
Quando se afastou do PT e colou no projeto político de Allyson Bezerra (UB), um dos trunfos da senadora Zenaide Maia (PSD) era ter uma grande votação em Mossoró.
A promessa de entrega de votos com base na popularidade do então prefeito não se confirmou nas urnas.
Zenaide recebeu 41.437 votos (16,12%), ficando em quarto lugar.
Bem diferente da entrega que Allyson deu a Rogério Marinho (PL) em 2022. Naquela eleição ele foi o mais votado no município com 47089 votos (41,20%).
O desempenho abaixo do esperado no segundo colégio eleitoral foi decisivo para ela perder a vaga para Samanda Alves (PT) por 4.389 votos.
Com o fortalecimento da bancada de direita e extrema direita no Senado cresce a possibilidade de o senador Rogério Marinho (PL) ser o próximo presidente do Senado.
O PL elegeu 19 senadores no domingo e agora passa a ter 19 senadores. Somando-se aos bolsonaristas espalhados em outros partidos, como o potiguar Styvenson Valentim (PODE), a direita e extrema direita soma 38 parlamentares alinhados ao bolsonarismo.
Caso Rogério seja eleito presidente do Senado será a segunda vez que um potiguar preside a casa no atual período democrático.
A outra vez foi com Garibaldi Alves Filho (MDB) entre 2007 e 2009.
Styvenson servindo de mesa para Flávio Bolsonaro (Foto: redes sociais)
O senador Styvenson Valentim (Podemos) alcançou nas eleições de 2026 a maior votação nominal já registrada por um candidato ao Senado na história do Rio Grande do Norte. Reeleito para mais oito anos de mandato, Styvenson recebeu 1.055.000 votos, equivalentes a 29,25% dos votos válidos, e superou uma marca que permanecia desde 2010.
Até então, o recorde pertencia a Garibaldi Alves Filho, que havia conquistado 1.042.272 votos na eleição de 2010. Naquele pleito, Garibaldi foi o candidato ao Senado mais votado do estado, com 35,03% dos votos válidos, sendo eleito ao lado de José Agripino Maia.
Dezesseis anos depois, Styvenson ultrapassou a marca de Garibaldi por 12.728 votos e se tornou o primeiro candidato ao Senado no Rio Grande do Norte a superar oficialmente a casa de 1,05 milhão de votos.
O recorde ocorre justamente na primeira tentativa de reeleição de Styvenson para o Senado. Ele chegou à Casa em 2018, quando disputou pela primeira vez um cargo eletivo e terminou aquela eleição na primeira colocação, com 745.827 votos, ou 25,63% dos válidos. Na ocasião, a segunda vaga ficou com Zenaide Maia, que obteve 660.315 votos.
Entre uma eleição e outra, Styvenson ampliou sua votação nominal em 309.173 votos, crescimento de aproximadamente 41,5% em relação ao resultado alcançado oito anos antes.
Em 2022, durante o mandato de senador, Styvenson disputou o Governo do Rio Grande do Norte, mas não foi eleito. Quatro anos depois, retornou às urnas para tentar permanecer no Senado e terminou novamente como o candidato mais votado para o cargo no estado.
Garibaldi mantinha recorde desde 2010
A marca superada por Styvenson havia sido estabelecida por Garibaldi Alves Filho há 16 anos. Em 2010, o então senador do PMDB recebeu 1.042.272 votos, seguido por José Agripino Maia (DEM), eleito com 958.891 votos. Wilma de Faria, com 651.358, terminou em terceiro lugar.
Apesar de Styvenson ter ultrapassado Garibaldi em quantidade absoluta de votos, o ex-senador permanece com percentual superior: 35,03% em 2010 contra 29,25% de Styvenson em 2026.
O crescimento do eleitorado potiguar ao longo dos últimos 16 anos ajuda a explicar por que o novo recorde absoluto não representa também um recorde percentual.
Styvenson e Samanda ficam com as vagas
Na eleição deste domingo (4), duas cadeiras do Rio Grande do Norte estavam em disputa. Styvenson terminou na liderança com 1.055.000 votos (29,25%). A segunda vaga ficou com Samanda de Lula (PT), que recebeu 635.924 votos (17,63%).
Zenaide Maia (PSD), que buscava a reeleição, terminou em terceiro, com 630.159 votos (17,47%), seguida pelo Coronel Hélio (PL), com 620.354 votos (17,20%), e Rafael Motta (PDT), com 510.674 votos (14,16%).
Com o resultado, Styvenson iniciará em 1º de fevereiro de 2027 seu segundo mandato consecutivo no Senado, agora carregando a marca de maior votação nominal já alcançada por um candidato ao cargo na história eleitoral do Rio Grande do Norte.
A votação obtida por Allyson Bezerra (União Brasil) no primeiro turno das eleições para o Governo do Rio Grande do Norte representou, proporcionalmente, quase três vezes mais recursos do Fundo Eleitoral por voto do que a registrada por Cadu Xavier, o Cadu de Lula (PT).
O cálculo considera exclusivamente os valores provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) declarados pelas duas candidaturas e divide o montante pelo número de votos conquistados no primeiro turno.
Allyson recebeu R$ 4.055.595,00 do Fundo Eleitoral. Dados declarados à Justiça Eleitoral apontam que a campanha do candidato do União Brasil chegou ao primeiro turno com cerca de R$ 4,7 milhões em receitas totais, sendo aproximadamente R$ 4,1 milhões provenientes do FEFC.
Já Cadu Xavier recebeu R$ 1.376.262,00 em recursos do FEFC. A candidatura petista declarou R$ 1,742 milhão em receitas totais, considerando também Fundo Partidário e outras fontes de financiamento. Os dados têm como origem o DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral.
Isso significa que, em valores absolutos, Allyson recebeu aproximadamente 2,95 vezes o volume de Fundo Eleitoral destinado a Cadu.
Allyson: R$ 5,53 de Fundo Eleitoral por voto
Com 100% das urnas apuradas, Allyson terminou o primeiro turno com 733.809 votos, equivalentes a 36,94% dos votos válidos no Rio Grande do Norte. Cadu recebeu 718.300 votos, ou 36,16%, segundo o resultado oficial divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Ao dividir o Fundo Eleitoral recebido por Allyson pela quantidade de votos conquistados, o resultado é: R$ 4.055.595 ÷ 733.809 votos = R$ 5,53 por voto.
Já no caso de Cadu:
R$ 1.376.262 ÷ 718.300 votos = R$ 1,92 por voto.
A comparação entre os dois resultados mostra que a relação entre Fundo Eleitoral e votos de Allyson foi 2,88 vezes maior que a registrada pela candidatura de Cadu.
Em outras palavras, enquanto para cada voto conquistado por Cadu havia aproximadamente R$ 1,92 em recursos do Fundo Eleitoral, na campanha de Allyson essa relação chegou a R$ 5,53.
A diferença chama atenção porque, apesar da distância expressiva nos recursos públicos recebidos, as duas candidaturas terminaram o primeiro turno separadas por apenas 15.509 votos. Allyson obteve 733.809 votos, contra 718.300 de Cadu.
Allyson Bezerra e Cadu Xavier disputarão o segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte em 25 de outubro.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) explicou nesta terça-feira (6) a interrupção de cerca de 50 minutos na divulgação do resultado nacional do primeiro turno e negou qualquer impacto na votação.
Segundo a Corte, houve uma contenção no processamento de dados após um aumento no fluxo de informações. A atualização parou às 19h14, quando 64,81% dos dados haviam sido divulgados, e foi retomada às 20h04.
O TSE afirmou que a falha ficou restrita à visualização nacional na internet. Os boletins de urna continuaram sendo transmitidos e os dados por Estado seguiram normalmente.
Após vídeos nas redes sociais associarem a pausa a uma suposta fraude, o tribunal classificou a alegação como falsa e informou que abriu uma apuração técnica para evitar que o problema se repita no segundo turno.
E onde quer que eu esteja eu rezo por você(Cantor e compositor Paulo Sergio).
Parabéns Ariano! O tão esperado dia chegou. Os seus 50 anos são a prova de que o número é só apenas um detalhe. O que vale é a energia de vida, a gratidão pelo que tem e a vontade de conquistar mais.
Parabenizo você pela curiosidade e a busca do Saber, a disposição em desbravar novos caminhos e plantar novas perspectivas, a própria sede de viver, tão humano, tão simples, tão singelo, tão ameno, extraída todo seu vigor e toda sua inspiração dos hábitos, costumes, tradições e valores herdados do seu velho pai.
Relembro aquele menino ouvindo minhas lições, hoje transformado esse homem, realmente notável, que conjuga e carrega consigo qualidades que o tornam credor da admiração, do amor, do reconhecimento e da gratidão de todos os seus amigos, pai, filhos e irmã.
Parabéns Ariano! que Deus abençoe você e sua família, não apenas hoje, mas todos os dias de sua vida.
Reeleito para o terceiro mandato com 105.403 votos, a maior votação já registrada para deputado estadual no Rio Grande do Norte, o deputado Coronel Azevedo (PL) retornou ao plenário da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (6) para agradecer a confiança recebida nas urnas.
Em seu primeiro pronunciamento após a eleição, Azevedo dedicou a vitória a Deus e ao povo potiguar e agradeceu aos diferentes segmentos que, segundo ele, fizeram parte de sua caminhada, entre policiais, bombeiros, guardas municipais, profissionais da educação, esportistas, empreendedores, trabalhadores, produtores, motociclistas, CACs e cidadãos que defendem a família, a liberdade e a segurança.
“Esta cadeira na Assembleia não é apenas minha. Esta cadeira é da direita potiguar, é dos cristãos, é dos policiais, é dos conservadores, é do esporte e de todos aqueles que querem ordem, liberdade, segurança e respeito”, afirmou.
O deputado também reafirmou que, no novo mandato, pretende manter a atuação voltada à segurança pública, valorização dos profissionais da área, defesa da família e dos princípios e valores cristãos, liberdade e fiscalização do Governo do Estado.
Ao final do pronunciamento, Coronel Azevedo também fez questão de registrar sua gratidão aos amigos e aliados que estiveram ao seu lado durante a caminhada, destacando Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar e Rogério Marinho.
“Meu muito obrigado a todos que confiaram em nosso trabalho e caminharam conosco. Que Deus abençoe o nosso Estado e a todos que fizeram parte dessa história”, concluiu.
Álvaro Dias (PL) defendeu que o partido não apoie Allyson Bezerra (União Brasil) nem Cadu Xavier (PT) no segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte. Em conversa com o Blog Saulo Vale nesta terça-feira (6), o ex-candidato afirmou que levará a proposta à direção estadual da legenda, que ainda não definiu sua posição.
“Defendo uma posição de neutralidade por não concordar com a candidatura de Allyson. Na minha avaliação, foi um péssimo gestor”, declarou.
Álvaro quer que o PL concentre a mobilização na disputa presidencial. “O que defendo é que o partido no RN concentre todas as forças na eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência do Brasil”, afirmou.
Os números mostram uma vantagem importante para o grupo liderado pelo prefeito Gleidson Benevides (Gleudinho), ao lado de Júnior Benevides na votação para deputado federal.
Grupo de Gleidson e Júnior
Sargento Gonçalves: 1.560 votos
General Girão: 563 votos
Total: 2.123 votos
Grupo de Thiago Meira, Luizinho Cavalcante, Nicolau e Dinarte
Benes Leocádio: 471 votos
Dr. Bernardo Amorim: 776 votos
Robinson Faria: 501 votos
Total: 1.748 votos
Diferença: 375 votos a favor do grupo de Gleidson e Júnior.
Os números revelam que, nesse recorte eleitoral, Gleidson e Júnior saem na frente, mostrando força política e capacidade de transferência de votos em Carnaubais.