segunda-feira, abril 27

​Liberdade não é licença para irresponsabilidade




Defendo uma tese simples: jornalismo — e qualquer forma de comunicação — exige responsabilidade e respeito. Respeito com quem produz a informação e, principalmente, com quem recebe.

O que estamos vendo em Carnaubais é preocupante. A informação virou algo banal, distorcido por perfis falsos que atacam, acusam e espalham versões sem qualquer compromisso com a verdade. Falam o que querem, da forma que querem, e nada acontece.

Se esse mesmo comportamento partisse de alguém identificado, com história e responsabilidade, certamente já haveria consequências. No passado, quando meu saudoso pai, Aluízio Lacerda, atuava, não era assim. Existia reação, existia limite, existia respeito — mesmo nas divergências.

Hoje, o que vemos é o contrário: o anonimato virou escudo para a irresponsabilidade. E isso não atinge apenas pessoas, atinge a credibilidade da informação e o próprio debate público.

Liberdade de expressão é um direito fundamental. Mas não pode ser confundida com liberdade para atacar, mentir ou destruir reputações.

O silêncio diante disso preocupa. Porque quando tudo é permitido, o que se perde é justamente o que mais importa: a verdade e o respeito.


Paralisação dos 130 médicos de média e alta complexidade começa hoje e atinge pacientes SUS regulados pelo Estado

Foto: Reprodução

Hoje (segunda-feira) começou a paralisação dos médicos de médicos de alta e média complexidade que prestam serviço para população do Rio Grande do Norte. Todos os procedimentos para pacientes regulados pelo Estado estão suspensos. O movimento não atinge pacientes de Natal.

A medida adota pelos profissionais ocorre devido ao atraso de seis meses sem receber a parcela que seria de responsabilidade do Governo do Estado. A última produtividade dessa parcela que receberam foi agosto.

Embora o contrato seja com a Secretaria Municipal de Saúde, há um termo de cooperação garantindo o pagamento suplementar do Estado. Inclusive, em reunião ocorrida na última sexta-feira, entre Ministério Público, Estado e Município, o Governo do Estado reconheceu a dívida. Nesse encontro, houve uma sinalização da Secretaria Estadual de Saúde de que no dia 5 de maio será feito o pagamento de setembro, outubro e novembro. No entanto, os profissionais, que não foram chamados para reunião, aguardam o posicionamento oficial para, só em seguida, analisarem possibilidade de negociação.

O entrave de pagamento ocorre apenas com a parcela que deveria ser repassada pelo Governo do Estado, já que a Prefeitura de Natal e o Ministério da Saúde estão com repasses regulares para os profissionais. No entanto, a parcela referente ao Orçamento Geral do Estado é que apresenta o atraso.

Pela paralisação começando hoje estão sendo afetados os serviços Hospital do Coração, Incor, Hospital Varela Santiago e Liga contra o Câncer referente aos pacientes alta e média complexidade de pacientes SUS que não são da capital.

Ex-marqueteiro de Lula e Dilma, João Santana vai comandar campanha de Allyson Bezerra ao Governo

Foto: Reprodução
O publicitário baiano João Santana será o responsável pelo comando da campanha de Allyson Bezerra (União Brasil) ao Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026.

Segundo a informação, o acordo foi concluído após dias de viagens discretas a Salvador, com participação do ex-senador José Agripino Maia, que atuou como articulador das conversas. O próprio Allyson Bezerra também participou das tratativas, mantidas de forma reservada. A assinatura do contrato, que ainda era aguardada, foi finalizada.

João Santana, de 73 anos, é jornalista, escritor, músico e publicitário, sendo um dos nomes mais conhecidos do marketing político brasileiro. Natural da Bahia, ele construiu carreira nacional e internacional no comando de campanhas eleitorais e é apontado como um dos profissionais mais vitoriosos do setor. Ele comandou diretamente o marketing de oito campanhas presidenciais vitoriosas, incluindo as eleições de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e de Dilma Rousseff, em 2010 e 2014. Também atuou nas campanhas de Hugo Chávez, na Venezuela; Mauricio Funes, em El Salvador; Danilo Medina, na República Dominicana; e José Eduardo dos Santos, em Angola.

Além das disputas presidenciais, João Santana também participou de campanhas para governos estaduais, prefeituras, Senado e Câmara dos Deputados, no Brasil e em outros países da América Latina. Em 2020, foi citado pela revista Campaigns and Elections entre os dez melhores consultores políticos do mundo.

No Brasil, ele ganhou projeção principalmente pela atuação nas campanhas do Partido dos Trabalhadores, sendo responsável pela estratégia de comunicação que marcou os governos Lula e Dilma. Também foi apontado como um dos principais conselheiros políticos da ex-presidente Dilma Rousseff e participou da construção de slogans, discursos e peças institucionais de governo.

A definição do nome de João Santana ocorre no momento em que Allyson Bezerra intensifica a articulação política para a disputa estadual de 2026. Atualmente, Allyson é pré-candidato ao Governo do Estado pelo União Brasil.

96FM

Processo sobre royalties do petróleo está há 13 anos parado no STF sob relatoria de Cármen Lúcia

Foto: Divulgação/STF

Um processo que discute a distribuição dos royalties do petróleo segue há 13 anos sem julgamento definitivo no STF. A ação está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia desde 2013 e ainda não foi a julgamento no plenário da Corte, mantendo em vigor as regras anteriores à lei questionada.

O caso envolve a divisão das receitas provenientes da exploração de petróleo e gás natural entre estados produtores e não produtores. A discussão gira em torno de mudanças aprovadas pelo Congresso que alteravam os percentuais de distribuição dos recursos, conforme informações do Metrópoles.

Segundo o andamento processual, uma decisão liminar foi concedida em 2013 suspendendo trechos da lei que redefinia a partilha dos royalties, o que manteve o modelo anterior em vigor até o julgamento final da ação.

Ao longo dos anos, o processo chegou a ser incluído em pautas de julgamento no STF, mas não avançou para uma decisão definitiva, permanecendo em análise sem conclusão. A controvérsia envolve interesses de estados com produção de petróleo, como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, e unidades da federação que defendem maior participação na divisão das receitas.

Até o momento, não há julgamento final no plenário do STF sobre o tema, o que mantém o impasse federativo e a aplicação das regras anteriores à Lei nº 12.734/2012.

domingo, abril 26

O Eterno Retorno do Absurdo: uma crônica sobre a derrota da razão

Foto: Getty Images

Por Fernando Rocha*

Schopenhauer advertiu. Nietzsche gritou. E ninguém quis ouvir.

O projeto iluminista nasceu como uma aposta altiva na razão. Os filósofos do século XVIII acreditavam, com fervor quase religioso, que a luz da razão dissiparia as trevas da barbárie. Kant, em sua célebre resposta à pergunta “O que é o Esclarecimento?”, proclamou que o ser humano deveria ter a coragem de servir-se de seu próprio entendimento, sem a tutela de outrem. Era a maioridade da humanidade, anunciada solenemente, como se o simples ato de enunciá-la fosse suficiente para consagrá-la na história.

Mas Schopenhauer, o mais sombrio dos herdeiros de Kant, já havia percebido a fissura no edifício. Para ele, por baixo da razão e de suas construções conceituais tão elegantes, pulsava algo mais antigo, mais forte e absolutamente indomável: a Vontade. Não uma vontade humana, racional, deliberada, mas uma força cega, irracional, que se expressa em tudo o que existe, dos astros ao músculo do coração, da árvore ao tirano. A razão, dizia Schopenhauer, é apenas o servo da Vontade, um instrumento que ela usa quando lhe convém e descarta quando não precisa mais. O Iluminismo havia confundido o criado com o amo.

Nietzsche foi mais longe e mais brutal. Em sua crítica à modernidade, ele viu que a razão não era apenas serva, mas mentirosa. A moral racional do Ocidente, os chamados “valores civilizatórios” tão caros à tradição liberal, eram, para ele, expressões de ressentimento, máscaras com que os fracos domam os fortes, ficções úteis que ninguém, no fundo, realmente acredita. “Deus está morto”, e com ele toda a arquitetura racional que o substituiu. O que viria depois, avisou Nietzsche, seriam guerras como jamais houve sobre a terra. Não foi profecia: foi análise.

E a história, essa professora sem piedade, tratou de dar razão aos dois pessimistas.

Hitler não subiu ao poder pela força bruta. Subiu pela palavra, pelo voto, pela sedução das massas. Usou a razão instrumental, a ciência, a burocracia, a língua culta e os mapas precisos para organizar o extermínio sistemático de seis milhões de judeus. A racionalidade técnica estava inteiramente a serviço da Vontade mais obscura. Os campos de concentração tinham horários, planilhas, hierarquias. O genocídio era eficiente. Nunca a razão esteve tão a serviço do irracional.

Stalin, por sua vez, construiu o maior aparato racional que o socialismo já produziu, um Estado com cinco anos de metas, departamentos planejados, estatísticas de produção, e usou toda essa maquinaria para liquidar seus próprios companheiros de revolução. Os processos de Moscou tinham ata, advogados e réus que confessavam crimes que não cometeram. Era a razão processual formalmente perfeita ao serviço do puro arbítrio. A Vontade de um homem vestida com o uniforme da legalidade.

É nesse ponto que Albert Camus entra com sua lucidez implacável.

Para Camus, o absurdo não é uma anomalia, não é um defeito de percurso da civilização, não é algo que a razão, aperfeiçoada, possa um dia superar. O absurdo é a condição humana. Nasce do confronto entre o desejo humano de sentido, de ordem, de justiça, e o silêncio indiferente do mundo. O mundo não responde às nossas perguntas. Não há razão suficiente para a morte de uma criança inocente, para a destruição de uma cidade, para o triunfo do mais cruel sobre o mais justo. O absurdo não é exceção: é a regra.

E o que o ser humano faz diante do absurdo? Camus identificou três respostas possíveis: o suicídio físico, que ele recusou como capitulação; o suicídio filosófico, que é abraçar uma fé, uma ideologia, qualquer coisa que apague a consciência do absurdo; e a revolta, que é olhar o absurdo nos olhos, recusá-lo moralmente, e ainda assim continuar vivendo e lutando. É preciso imaginar Sísifo feliz, escreveu ele, porque a lucidez é, em si mesma, uma forma de dignidade.

O que Camus não imaginou, ou talvez tenha imaginado e não ousado escrever, é que o absurdo poderia tornar-se política de Estado.

Olhemos para o presente sem condescendência.

Gaza: uma das regiões mais densamente habitadas do planeta. Mais de quarenta mil mortos. Hospitais bombardeados. Crianças retiradas dos escombros com os braços em pedaços. E os comunicados oficiais continuam invocando a “autodefesa”, o “direito à segurança”, os “alvos militares”. A razão jurídica, o Direito Internacional Humanitário, as resoluções do Conselho de Segurança, tudo isso existe, está escrito, está codificado. E simplesmente não acontece. A Vontade é mais forte do que a norma. O irracional do poder veste a farda da razão de Estado e segue em frente, indiferente às câmeras e aos relatórios.

Trump, por sua vez, é o emblema mais perfeito da vitória do absurdo sobre o projeto iluminista. Não porque seja ignorante, embora seja, mas porque representa a dissolução consciente e deliberada do princípio de que existem fatos compartilhados, de que a razão pública tem valor, de que as instituições valem mais do que os caprichos de um homem. Ele invoca o direito internacional como retórica quando lhe convém e o descarta como papel inútil quando não serve. É o caso do Irã: instalações bombardeadas em nome da não proliferação nuclear, como se a destruição de alvos civis e a morte de técnicos e trabalhadores iranianos fossem resposta proporcional e racional a uma ameaça ainda hipotética. A lógica é a da Vontade pura: aniquila-se o que se teme antes que ele possa reagir, e chama-se isso de legítima defesa preventiva. É a mesma lógica que Hitler usou ao justificar a invasão da Polônia como medida de segurança.

Com a Venezuela, o absurdo assume outra forma, igualmente reveladora. A pretexto de combater o tráfico de drogas e restaurar a democracia, tropas e navios de guerra norte-americanos operam nas águas do Caribe como se o princípio da soberania nacional fosse uma concessão revogável por decreto presidencial. A ameaça de invasão militar paira sobre Caracas com a naturalidade com que se anuncia uma operação policial. O bloqueio econômico que há anos estrangula o povo venezuelano, não o regime, o povo comum, as crianças sem remédio, os hospitais sem equipamento, é apresentado como instrumento legítimo de pressão democrática. Há nisso uma perversão da linguagem que Orwell descreveu com precisão: a guerra chama-se paz, a miséria imposta chama-se liberdade, a ameaça de invasão chama-se cooperação. Schopenhauer o entenderia imediatamente: ali está a Vontade nua, com o disfarce da razão cada vez mais fino e surrado.

O paralelo com Hitler e Stalin não é hipérbole, nem ofensa gratuita. É uma categoria analítica. O que Nietzsche e Schopenhauer descreveram é uma estrutura que se repete: a razão como verniz, a Vontade como motor, o sofrimento dos mais fracos como resultado. Muda a escala, muda o vocabulário, muda o uniforme. Mas a estrutura permanece.

O Iluminismo queria que os direitos humanos fossem racionais, isto é, dedutíveis da natureza do ser humano, universais, não negociáveis. Queria que a ética fosse mais forte do que a força. Queria que a lei valesse para o poderoso tanto quanto para o miserável. Era um projeto bonito. Talvez o mais bonito que a civilização ocidental produziu.

Mas Schopenhauer já sabia que a Vontade não lê Kant. E Nietzsche já sabia que a moral racional é sempre a moral dos que precisam dela para sobreviver. Os que têm força suficiente criam sua própria moral, ou dispensam a moral inteiramente e a substituem pelo espetáculo.

Camus diria que o que vivemos hoje não é um acidente, não é um desvio, não é uma crise temporária de que a democracia liberal se recuperará com algum bom senso institucional. O absurdo é inevitável. A questão não é extingui-lo, porque isso não é possível. A questão é como nos posicionamos diante dele.

A revolta camusiana não é a revolução, que troca um absurdo por outro. É algo mais modesto e mais exigente ao mesmo tempo: é recusar-se a chamar de razão o que é pura Vontade de poder. É recusar a linguagem da normalidade quando se fala de crianças mortas. É insistir, sem ingenuidade, que os princípios iluministas ainda valem como critério de julgamento, mesmo que a história os viole sistematicamente.

Sísifo sobe a pedra sabendo que ela vai rolar. E sobe de novo.

É a única dignidade que nos resta quando o irracional ocupa o trono e a razão pede licença para entrar.

*É procurador da República com atuação no RN.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

 Fonte: Blog Bruno Barreto 

Em Carnaubais, o jogo está sendo jogado — e não é de forma limpa.



O deputado Nelter Queiroz precisa abrir os olhos com urgência. Estão tentando lhe fazer de peça em um teatro político onde o discurso é um, mas a prática é outra.

Quem diz que está ao seu lado, na verdade já sentou à mesa e dividiu espaço com o pré-candidato Gustavo Soares. 

E como se não bastasse, ainda colocou Nicolau Cavalcante para garantir apoio nos bastidores. Isso não é coincidência — é estratégia ensaiada.

Aqui não tem ingenuidade: é jogo duplo, é articulação escondida e é falta de respeito com quem acredita em lealdade política.

Fica o recado: quem pisa em dois lados acaba não sendo confiável em nenhum. E em Carnaubais, o povo sabe muito bem separar quem é de verdade e quem vive de encenação.


Acidente!

Um motociclista morreu na manhã deste domingo (26) após se envolver em uma colisão com um veículo oficial na BR-304, na saída de Mossoró para Natal. O acidente aconteceu nas proximidades de um retorno que dá acesso à região do Bairro Sumaré, após a passarela e o viaduto.


De acordo com as primeiras informações, o veículo envolvido pertence à Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) e era conduzido por um delegado da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, que seguia pela rodovia no momento da colisão. O motociclista, ainda não identificado, teria acessado a pista a partir de uma entrada lateral.


Com o impacto, o motociclista morreu no local. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas pelo delegado, mas ao chegarem constataram a ausência de sinais vitais.


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou o isolamento da área e iniciou os procedimentos para apuração das circunstâncias do acidente. A frente do veículo e a motocicleta ficaram danificadas.


O condutor do carro permaneceu no local após a colisão e acionou os serviços de emergência. Uma passageira grávida que estava no veículo foi encaminhada ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) para atendimento médico.


A identidade da vítima não havia sido confirmada até a última atualização.


Fonte: TCM Notícia

PRÊMIO ACUMULA A R$ 115 MILHÕES; VEJA NÚMEROS SORTEADOS

A Caixa Econômica Federal realizou neste sábado (25) o concurso 3000 da Mega-Sena, com valor estimado em R$ 100 milhões.

Os números sorteados foram: 22 – 23 – 36 – 40 – 52 – 60

Sem acertadores das seis dezenas, o prêmio máximo do concurso acumula e pode pagar R$ 115 milhões na terça-feira (28).

Enquanto isso, mais de 5,3 mil apostas garantiram premiações parciais aos seus jogadores. A distribuição foi:5 acertos (quina): 65 apostas ganhadoras, faturando R$ 64.627,76
4 acertos (quadra): 5.255 apostas ganhadoras, R$ 1.317,67.
 
Como apostar

Para concorrer, os apostadores podem registrar seus jogos até uma hora antes do sorteio, às 20h, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa, pelo site ou aplicativo do banco. O bilhete simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

Para os jogos feitos pelo site da Caixa, o valor mínimo para apostar na Mega-Sena é de R$ 30, seja para uma única aposta ou mais.

Para fazer uma aposta maior, com sete números, o preço sobe para R$ 35.
Bolão

Uma forma de apostar na Mega-Sena, além dos jogos individuais, é formar um grupo para escolher os números, o chamado bolão.

Ao ser registrada no sistema, a aposta gera um recibo de cota para cada participante, que pode resgatar a sua parte do prêmio individualmente.

Os bolões têm valor mínimo de R$ 15 e cada cota deve ser de pelo menos R$ 6, sendo possível realizar um bolão de no mínimo duas e no máximo 100 cotas.

O apostador também pode adquirir cotas de bolões organizados pelas lotéricas. Basta solicitar ao atendente a quantidade de cotas que deseja e guardar o recibo para conferir a aposta no dia do sorteio.

Nesse caso, poderá ser cobrada uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota, a critério da lotérica.
 
Premiação

O prêmio bruto corresponde a 43,35% da arrecadação. Dessa porcentagem:45% são distribuídos entre os acertadores dos 6 números sorteados (Sena);
13% entre os acertadores de 5 números (Quina);
15% entre os acertadores de 4 números (Quadra);
17% ficam acumulados e são distribuídos aos acertadores dos 6 números nos concursos de final 0 ou 5;
10% ficam acumulados para a primeira faixa — sena — do último concurso do ano de final 0 ou 5 (Mega da Virada).

Não havendo acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior).

*Com informações de CNN

RN LIDERA PRODUÇÃO DE SAL E IMPULSIONA ECONOMIA COM R$ 1,5 BILHÃO AO ANO

Com papel estratégico na economia do Rio Grande do Norte, a fabricação de sal marinho se desenvolveu e se modernizou ao longo de séculos de história, em um processo de fortalecimento da atividade que colocou o estado na dianteira da produção nacional. De acordo com o Sindicato das Indústrias de Extração de Sal do RN (Siesal-RN), por ano são produzidas cerca de seis milhões de toneladas do produto, o que garante uma movimentação de R$ 1,5 bilhão na economia potiguar. A mecanização das salinas, concentradas em sete cidades da região da Costa Branca, está entre os principais fatores de expansão do setor no estado.

Segundo Airton Torres, presidente do Siesal RN, o Rio Grande do Norte conta com 35 salinas mecanizadas, que juntas somam uma área de 36 mil hectares, localizadas nos municípios de Areia Branca, Galinhos, Grossos, Guamaré, Macau, Mossoró e Porto do Mangue. Além disso, no distrito de Córrego, em Grossos, uma área com cerca de 70 salinas artesanais integra o ciclo de produção de sal marinho no RN. A exploração gera pelo menos 5 mil empregos diretos no estado e uma arrecadação de aproximadamente R$ 175 milhões em ICMS anualmente, incluindo também atividades como o frete para o transporte do produto.

“É importante lembrar que existe uma operação de logística muito grande, com um contingente de trabalhadores envolvidos que nós não temos quantificado”, explica Torres. O presidente do Siesal projeta, portanto, cerca de outros cinco mil postos de trabalho permanentes em áreas de distribuição, como portos e transporte rodoviário.

Uma das maiores empresas do setor, a Salinor, conta com 630 funcionários em duas das principais unidades: Macau, localizada na cidade homônima, e Francisco Menescal, em Mossoró. Juntamente com a unidade Guanabara, a capacidade de produção da Salinor totaliza 2,5 milhões de toneladas por ano, quase metade de tudo o que é produzido no estado.

“Para a produção em Macau nós contamos com as águas estuarinas do Rio Piranhas-Açu, enquanto que em Mossoró nosso recurso vem do sistema Apodi-Mossoró”, descreve Gilton Cavalcanti, superintendente da Salinor. Aos 81 anos, Cavalcanti está na empresa há 58. Com mais de meio século de experiência, o superintendente é uma espécie de conselheiro, uma vez que ele conhece como ninguém o processo de fabricação do sal e as boas condições para a exploração.

“A principal condição que nós temos aqui é o material para fabricação – o rio Mossoró está ligado ao mar, então, predomina a água salgada. Outra condição é que a região conta com um período de nove meses, em média, sem chuvas (por ano, o índice de chuvas fica em torno de 500 milímetros), ideal para o bombeamento da matéria-prima por causa da evaporação da água. A terceira condição que nos favorece é o solo, bastante argiloso, que não impermeabiliza”, explica Gilton Cavalcanti.

Processo de fabricação


O processo de fabricação do sal, de acordo com Cavalcanti, começa com a captação de água, responsável pelo abastecimento de todo o ciclo produtivo. Esta fase é considerada o coração da salina. Nela, a água do rio é captada para as salinas por meio de bombas. A etapa seguinte é a evaporação da água, que tem como fontes principais o sol e o vento. Em seguida, vem a cristalização, fase em que começa a precipitação dos cristais de sal. Neste ponto, a chamada salmoura é recebida dos evaporadores, com densidade entre 24,5º e 25,5º para abastecer os cristalizadores (tanques utilizados na última etapa de produção).

O passo seguinte é a colheita, subprocesso responsável por separar o sal grosso do sal comum. “A colheita é feita com os transportadores, que são caminhões capazes de carregar 50 toneladas por vez”, afirma Gilton Cavalcanti. Depois, vem a lavagem, para reduzir a concentração de impurezas como sulfato de cálcio e magnésio, dos cristais de sal. No estágio seguinte, o sal grosso a granel vai para a área de estocagem por meio de esteiras. Na estocagem, o item é empilhado ao ar livre por cerca de 90 dias, onde passa por um período de “cura” para reduzir umidade e sais indesejáveis.

A última fase é o embarque, subprocesso em que o produto é transportado, por via terrestre ou marítima, para distribuição ao cliente. Nesta fase, o produto pode ir a refinamento ou ser transportado em big bags (grandes sacos de mil quilos), no caso do sal grosso. “Em se tratando de embarque por via marítima, são enviadas [pela Salinor] 400 toneladas por hora, por meio de barcaças. Temos quatro embarcações que alimentam o porto com cerca de 4,5 mil toneladas por dia”, aponta Gilton Cavalcanti. O escoamento por mar no RN é feito através do Porto-Ilha, no município de Areia Branca.

No caso do beneficiamento do produto, uma refinaria instalada na unidade de Macau é quem realiza o processo pela Salinor. Nele, um caminhão transporta o sal empilhado para uma moega (estrutura utilizada para armazenar temporariamente e descarregar materiais a granel), onde começa o trabalho de refino, composto por etapas como moagem, secagem e peneira para granulometria.

Em uma sala específica acontece a separação da linha de alimentos (ou seja, do sal que vai para as gôndolas do supermercado). O local conta com rigoroso controle de isolamento em cumprimento à legislação de segurança alimentar. A separação é feita em máquinas empacotadeiras.

A unidade de Macau conta, ainda, com um laboratório que monitora a qualidade do produto. Uma das análises busca identificar se a quantidade de iodo presente no sal atende às normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é de 14 a 45 miligramas/quilo.

atividade secular

A atividade salineira do Rio Grande do Norte é conhecida desde o século 17, embora os registros de exploração regular remontem, especialmente, ao século 18, quando criadores de gado do estado desenvolveram o processo de industrialização da carne, na tentativa de se libertar da dependência dos senhores.

Com a disponibilidade abundante de salinas naturais no RN, os criadores daqui e do Ceará fundaram as chamadas “oficinas”, que produziam a carne de charque, um item curado com bastante sal.

Com a chegada da Família Real ao Brasil, o acesso ao sal potiguar foi ampliado para outras regiões do País, mas o desconforto apontado por autoridades da província barrou a expansão da indústria salineira do RN à época. Foi somente depois do advento da República, em 1889, que a extração de sal marinho no Rio Grande do Norte registrou um período prolongado de expansão. Ao longo dos séculos, a atividade passou por diversas transformações, sendo a mais notável a mecanização das salinas, após 1965.

Um dos símbolos principais das mudanças é o uso de unidades de medida como o quilo e a tonelada, no lugar do alqueire, este último utilizado até por volta dos anos 1950 nas transações comerciais do setor. O superintendente da Salinor, Gilton Cavcalcanti, e o proprietário da Vita Sal, em Grossos, Francisco Vital, conhecido como Caxico, acompanharam de perto essa mudança.

“Para chegar a um alqueire, eram necessários 180 litros de sal, distribuídos em 36 cuias [as cuias eram recipientes em formato de caixa usados na medição; cada cuia levava cinco litros de sal], ou o equivalente a 160 quilos”, comenta Caxico.

Airton Torres, presidente do Siesal, afirma que em 1862 houve uma determinação legal para que grãos em geral fossem medidos em quilogramas, mas a mudança não foi adotada pelo interior do País, que continuou utilizando a medida volumétrica de alqueire. “Portanto, temos o uso do alqueire no setor até meados do século passado”, apontou.
 
Tribuna do Norte 

Carnaubais realiza o maior espetáculo da Paixão de Cristo e entra para a história




A gestão do prefeito Doutor Gleudinho reafirmou seu compromisso com a cultura e com a valorização das tradições do município ao promover o maior espetáculo da Paixão de Cristo já realizado em Carnaubais.

Com uma grande estrutura, organização e recorde de público, o evento emocionou moradores e visitantes, transformando a noite em um momento de fé, reflexão e celebração.

A apresentação também destacou e valorizou os artistas da terra, que deram um verdadeiro show de talento e dedicação no palco, mostrando a força cultural do município.

O espetáculo entrou para a história como um dos maiores eventos culturais já promovidos na cidade, fortalecendo a identidade local e demonstrando que investir em cultura é investir no povo.

Paixão de Cristo foi um espetáculo em Carnaubais!


Carnaubais viveu uma noite marcada pela fé, emoção e grande participação popular. O espetáculo *A Paixão de Cristo* reuniu um público recorde e encantou a todos com uma grande estrutura, organização e belas apresentações. ✨🙏

Valorizando os artistas da terra e fortalecendo a cultura local, a Prefeitura Municipal de Carnaubais, através da Secretaria de Cultura, realizou um grande evento que ficará na memória da nossa gente.

Foi mais que uma apresentação, foi um momento de união, reflexão e celebração da fé. 

#PaixãoDeCristo #Carnaubais #Cultura #Fé #PrefeituraDeCarnaubais NossaGenteNossaForça

Aniversariante do dia!

Hoje é dia de celebrar a vida do nosso primo Arnóbio Júnior! 🎉

Que Deus continue abençoando seus caminhos com muita saúde, paz e conquistas. Que nunca falte alegria, fé e determinação para seguir sempre em frente.

Parabéns, Arnóbio Júnior! Muitas felicidades e sucesso sempre! 👏🎂


RELATÓRIO APONTA SUSPEITA DE ‘MAQUIAGEM’ CONTÁBIL EM GASTOS COM TERCEIRIZADOS NA GESTÃO DE ALLYSON BEZERRA

Análise técnica da Integrativa Assessorias e Formações revela que a rubrica de gastos com terceirização em Mossoró foi zerada abruptamente em 2023, o que pode indicar uma tentativa de subestimar o cálculo da Despesa Total com Pessoal (DTP) para burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O relatório analítico acendeu um alerta sobre a transparência e a legalidade das contas públicas da Prefeitura de Mossoró durante a gestão de Allyson Bezerra. O documento aponta uma anomalia estatística e contábil nos registros de “Outras Despesas de Pessoal Decorrentes de Terceirização”.

A “Zeragem” Repentina

De acordo com o levantamento, os gastos com mão de obra terceirizada vinham em uma crescente acentuada:
 
2021: R$ 15,37 milhões
2022: R$ 24,30 milhões


No entanto, a partir do 1º quadrimestre de 2023, o valor registrado nessa rubrica passou a ser de R$ 0,00 em todos os demonstrativos subsequentes. O que chama a atenção dos técnicos é que essa mudança ocorreu sem que houvesse uma redução comprovada nos contratos de prestação de serviço do Município, e sem qualquer nota explicativa que justificasse a alteração.

Indícios de Irregularidade


O relatório sugere que está ocorrendo uma reclassificação contábil inadequada. Na prática, a gestão estaria alocando os gastos com terceirizados em outras contas que não entram no cálculo da Despesa Total com Pessoal (DTP).

Essa manobra, se confirmada, configura uma subavaliação da DTP, permitindo que a prefeitura apresente índices de gastos com funcionalismo artificialmente baixos perante os órgãos de controle, como o Tribunal de Contas.

Violações Legais

A consultoria lista uma série de fundamentos jurídicos que teriam sido violados por essa prática:
 
Dispositivo Legal O que determina Art. 18, § 1º da LRF Determina que valores pagos por cessão de mão de obra devem integrar a Despesa Total com Pessoal.
 
Art. 50, I da LRF Exige que a escrituração das contas evidencie o real impacto e custo das políticas públicas.
 
Arts. 85 e 89 da Lei 4.320/64 Impõem que a contabilidade pública reflita a realidade da gestão, vedando registros que distorçam os dados financeiros e patrimoniais.


A ‘zeragem’ dos dados sem a devida transparência coloca sob suspeita a fidedignidade dos balanços apresentados pela gestão municipal, sugerindo uma estratégia para evitar as sanções previstas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em casos de extrapolação do limite de gastos com pessoal.
 
A informação e do Blog do Barreto 

BULLYING ATINGE 4 EM CADA 10 ALUNOS E MOBILIZA ESCOLAS NO RN

Com o aumento de casos de bullying entre estudantes, educadores passaram a montar uma série de estratégias de prevenção e gestão dos casos no ambiente escolar. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada em março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que quatro em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos já sofreram bullying. Além disso, o levantamento apontou que 27,2% dos alunos nessa faixa etária já passaram por alguma forma de humilhação duas ou mais vezes. Os depoimentos que embasaram a pesquisa foram coletados em 2024 em escolas de todo o Brasil.

De acordo com a pedagoga e coordenadora do Colégio Marista de Natal, Olga Mourad, no entanto, os dados não se refletem de forma explícita na sala de aula. Ela explica que é preciso um olhar atento dos educadores, pois muitas vezes o bullying se manifesta de forma velada.

“O fato de os índices serem baixos no colégio é resultado direto do trabalho preventivo, mas a vigilância é constante para que nenhum aluno se sinta desamparado”, disse Olga.

Segundo a coordenadora, a instituição instalou um Comitê Antibullying para lidar com os casos. Ela explica que existe uma equipe especializada para iniciar o atendimento individualizado e escutar as partes envolvidas. A profissional destaca que o acompanhamento é feito de maneira acolhedora e sem expor os alunos.

“O foco é o trabalho restaurativo: atendemos quem sofreu a agressão para restabelecer sua segurança e, simultaneamente, trabalhamos com quem praticou para promover a conscientização e a mudança de atitude”, afirma Olga.

A educadora detalha que muitas vezes essa violência se manifesta por meio de agressões verbais e sociais, como apelidos pejorativos, exclusão deliberada de grupos e comentários disfarçados de “brincadeira”. “O bullying hoje é menos físico e muito mais psicológico, o que exige do professor uma sensibilidade redobrada para captar o que não é dito em voz alta.”

Já o coordenador de Educação do Sesc RN, Zênio Alves, destaca a importância da formação contínua dos profissionais para lidar com os casos de violência entre os jovens. De acordo com ele, a instituição promove momentos formativos com a equipe pedagógica para tratar do tema.

“Quando necessário, também contamos com a orientação do setor jurídico, especialmente para esclarecimentos sobre aspectos legais, garantindo que a atuação da escola esteja alinhada à legislação vigente e às boas práticas educacionais”, destaca Zênio.

Ainda de acordo com a pesquisa, os estudantes agredidos disseram que a aparência do rosto ou do cabelo foi o principal alvo do bullying, o que ocorreu em 30,2% dos casos. Em seguida, vêm a aparência do corpo, com 24,7%, e a violência por causa da cor ou raça, vivida por 10,6% deles. Uma parte dos alunos (26,3%) declarou que não sabe por que sofreu o ataque.

Olga relatou que a aparência física, como peso, altura, textura do cabelo e até o uso de óculos, estão entre os principais alvos desse tipo de violência. “Na adolescência, o corpo é um foco de muita insegurança e os agressores utilizam justamente esses pontos de vulnerabilidade para desestabilizar o colega. Trabalhamos isso em sala, focando na valorização da diversidade e na desconstrução de padrões estéticos.”

A pesquisa identificou ainda que as meninas são as mais atacadas — 43,3% delas já sofreram bullying, contra 37,3% dos meninos. Os dados mostram ainda que 30,1% das estudantes adolescentes se sentiram humilhadas por provocações de colegas duas vezes ou mais. Essa proporção é quase 6 pontos percentuais maior que a dos alunos do sexo masculino. Além disso, 13,7% assumiram ter praticado bullying, e 16,6% dos estudantes já foram fisicamente agredidos por colegas.

“Geralmente, entre os meninos, o bullying tende a ser mais direto, envolvendo força física ou provocações sobre virilidade e habilidades esportivas. Entre as meninas, costuma ser mais sutil e relacional: fofocas, isolamento social, olhares de desprezo e exclusão de círculos de amizade”, explica Olga.

O coordenador de Educação do Sesc, Zênio Alves, destaca que a prevenção é o principal eixo do trabalho adotado pela escola. Ele aponta que, na instituição, são adotadas medidas educativas contínuas que promovem o diálogo e o respeito às diferenças. “Esse trabalho acontece por meio de projetos pedagógicos, rodas de conversa, atividades formativas, acompanhamento próximo dos estudantes e parceria constante com as famílias.”
 
Ambiente escolar e cyberbullying

De acordo com Belisa Sabina, orientadora educacional e psicóloga do Colégio Marista de Natal, esse tipo de violência acontece no ambiente escolar por meio de atitudes repetidas de desrespeito, como provocações, exclusão ou agressões, passando a afetar emocionalmente quem sofre. Segundo a profissional, alguns fatores, como a dificuldade de lidar com emoções, a influência do meio em que vive, a necessidade de se afirmar e a falta de empatia, podem levar estudantes a praticar esse tipo de comportamento.

Jovens que sofrem bullying tendem a apresentar tristeza, insegurança, baixa autoestima e dificuldades na escola e nas relações sociais, o que, segundo a psicóloga, pode gerar impactos emocionais a longo prazo, como insegurança, ansiedade e dificuldades nos relacionamentos.

“Mudanças de comportamento, isolamento, queda no desempenho escolar e resistência em ir à escola são alguns sinais. A família deve acompanhar, orientar, oferecer apoio emocional e buscar diálogo com a escola quando necessário”, pontua Belisa.

Além das salas de aula, os ataques muitas vezes migram para as redes sociais, o chamado cyberbullying. Conforme a psicóloga, esse tipo de prática é mais difícil de controlar pela rapidez com que os conteúdos são disseminados no ambiente virtual e tende a intensificar o sofrimento da vítima.

“O bullying presencial acontece em um espaço e tempo mais delimitados, enquanto o bullying nas redes sociais pode ser contínuo, atingir um público maior e invadir o espaço pessoal da vítima, como sua casa. Isso pode intensificar o sofrimento, já que a vítima sente que não há saída. Além disso, o conteúdo pode ser compartilhado rapidamente, ampliando a exposição e o constrangimento”, explica a psicóloga.

De acordo com a coordenadora pedagógica do Marista, Olga Mourad, a instituição entende que, quando o conflito externo impacta o bem-estar do aluno ou a convivência em sala de aula, ele passa a ser responsabilidade da escola.

“Nesses casos, o comitê atua com o mesmo cuidado documental e mediador, trazendo a temática para o ambiente escolar e utilizando o ocorrido como uma oportunidade pedagógica para trabalhar a cidadania e o respeito nas redes sociais”.

Segundo Zênio Alves, do Sesc, a escola também passa a atuar quando o bullying impacta o ambiente escolar. Ele diz que, nesses casos, a escola realiza a escuta individual dos envolvidos, comunica às famílias e promove o diálogo com o objetivo de compreender o ocorrido e interromper a continuidade das agressões.