Nunca fui católico professante tendo participação ativa do cotidiano religiosa da cidade de Carnaubais em suas diferentes fases de mutação e transformação da sua realidade.
Nascido em 17 de outubro de 1950, tenho um pouco de memórias que preservo com cristalina lembranças dos fatos.
O precursor da construção deste templo religioso que se debita na conta do empreendedor Abel Alberto da Fonseca a expansão da manutenção da sua história conheço, revelo alguns detalhes e coloco a disposição de quem interessar contestar o que afirmamos. Sou católico raiz, sem precisar ir me confessar nem comungar como é habitual no catolicismo.
Aqui sobre as bênçãos de Padre Júlio, fiz minha primeira comunhão no ano de 1957 - devo a dona Creuza Marcelino as instruções preparatórias para a crisma e catequese da primeira hóstia.
Este setor religioso tem muitos figurantes e variados capítulos, do antes e do depois!
Neste período quem passou voluntariamente a patrocinar a limpeza anual para a festa da padroeira desde que Monsenhor Honório.
Começou como capelão do Assu e Macau vir celebrar missas ainda quando aqui se chamava Poço da Lavagem, era minha avó Maria Januária Pessoa que tendo uma bodega na Timbaúba, em tempo que não existia a peste da inflação.
Ela começava em Janeiro a juntar economia para no mês de novembro mandar fazer a pintura e a conservação de outros necessidades do altar de Santa Luzia.
Com seis ou sete anos de idade comecei a perceber sua responsabilidade nesta tarefa.
Lembro que de cada 10 mil reis que ela juntava de suas vendas, tirava duas moedas e guardava numas latas de manteiga uma espécie de cofre.
As vezes pedia ajuda das próprias irmãs ou irmãos (os rapaduras e dos Purezas que eram primos).
Fez isto até saída de Padre Américo no atendimento da freguesia católica.
Nascida em 1889 e faleceu em 1976.
Deixou uma herança de religiosidade que até hoje, carrego comigo e que irá para a sepultura.
Quando mudamos a sede do município do Carnaubais antigo para a nova Carnaubais, esta imponente obra, que não tenho a clareza de afirmar se é colonial ou barroca. Ficou literalmente a deriva sem zelo ou cuidado algum.
Foi quando surgiu a presença de um morador o senhor José Moura - popularizado pela alcunha de "O Mouco da cidade velha" até que surgisse a nomenclatura cidade histórica.
Seu José Moura tomou para sí a responsabilidade de zelar e neste diapasão de cuidados foi o inovador das missas de São José em Homenagem ao padroeiro do Agricultor.
Eu que fui um militante político dos tempos do MDB autêntico, recebi dele e sua esposa e filhos que eram eleitores em 1982, ele bacurau do bico roxo , chamou a mim e papai e disse conte com meu apoio, chamou a esposa e me apresentou: fiquei fiquei feliz quando ela disse José Everilda minha filha já pediu pra que eu votasse nele. Na verdade meus alunos é quem eram meus cabos eleitorais!
Estava em Natal, morando na casa do estudante, um certo dia vesti a melhor roupa e sem apadrinhamento de ninguém, fui falar com o governador Cortez Pereira que havia sobrevoado a região de Helicóptero viu a catástrofe das águas inundando tudo.
Finalmente através do meu mestre padre Zé Luiz consegui falar facilmente pois tinha uma equipe de jornalistas para falar com Dr. Cortez e entre eles minha senha de chegada, foi o dinâmico ex-padre que fiz amizade desde menino em Pendências.
Depois desta breve conversa com o professor Cortez contando a fúria das águas, fui para Brisa Del Mare - aliviar os traumas dos que estavam sofrendo o impacto dos 31 dias de chuva do mês de maio de 1974 - responsável pelo transcurso desta nova realidade.
Antes da barragem Armando Ribeiro Gonçalves chegar.
Mas, através da presença de meu pai que desde a enchente de 1960 - era proprietário de uma "Bateira", socorreu muita gente da Timbaúba, Tabatinga e da comunidade do Brejinho.
Quantas e quantas vezes eu fui de bicicleta depois de passar o rio Açu - a casa de seu Pedro Carritel residente no Estreito Alto do Rodrigues.
Levar recado de papai para que o pai de Zé da Bodega - um calafate de extraordinária capacidade profissional, viesse fazer a restauração das avarias que a embarcação precisava recuperar.
Uma vez por outras vou dá prosseguimentos à estes retalhos da nossa história porque a gente morre e a história se parar de ser alimentada, renovada, caduca e até o passado será esquecida no futuro!
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