É PRECISO DISCORDAR QUANDO NECESSÁRIO FOR!
A vida tem um enigma que cada um deve procurar desvendar o seu mistério.
Tenho mesclado meu universo de conhecimento entre a boa leitura que me habituei desde que aprendi a ler.
A principio fui adepto da sapiência dos repentistas cantadores, improvisadores natos e como fonte de leitura os literatos de cordéis.
Evoluindo este processo, bons mestres, educadores catedráticos, num longo percurso feito desde a primeira escola isolada de caráter particular por minha inesquecível Iracilda Rodrigues na localidade de Timbaúba dos 5 aos 7 anos de idade.
Avancei um pouco mais me matriculando no grupo rural da cidade antiga de nossa histórica Carnaubais.
Daí iniciei uma peregrinação que durou quase duas décadas.
Assim mesmo nas minhas idas e voltas, meu espirito e presença nunca se ausentaram de Carnaubais.
Vivi as custas do meu pai até meu primeiro emprego aos 23 anos de idade.
Estagiei na politica dando seus recados, desde os 12 anos de idade.
Por onde andei, deixei muitas amizades, um patrimônio que não se compra.
Conhecido temos muito em todo lugar - os amigos de verdade, contamos nos dedos!
Neste legado de experiência, vou aqui discordar da sapiência politica do ex- governador José Agripino Maia quando cunhou a frase - no caminho da volta, ninguém se perde.
Digo diferente: no caminho da ida aprendemos, o da volta.
Outras frases de efeito de potiguares de vasto lastro de sabedoria.
Sem ódio e sem medo ( Aluisio Alves)
Respondendo a um repórter no Copacabana Palace Hotel no RJ - quando era senador biônico Dinarte Mariz.
Qual a sua diplomação superior: sou alfabetizado aprovado no exame de admissão.
Se tivesse estudado mais poderia ter alcançado um diploma de juiz da minha pequena cidade de Serra Negra do Norte/RN.
Como entrei na politica, fui governador e atualmente sou 2º secretário da mesa do senado.
E na verdade o velho tinha razão!
Ao Rei tudo menos a honra - repetindo o pensador Calderon de Lá Barca, quando na presidência da comissão de justiça da câmara federal votou a favor do deputado Márcio Moreira Alves contrariando o que desejava o sistema de poder da revolução de 1964. (Djalma Marinho)
A multidão silencia diante de um discurso clássico, mas, aplaude quando tribuno chama seu adversário de ladrão: as palmas ecoaram de imediato, pronunciamento feito na praça do Rosário em Assu em 1975, quando governador do RN.
Todo politico calça 40 e o meu sapato é 39 - Geraldo Melo na campanha que se elegeu governador em 1986.
Conheço mais de 30 prefeitos ladrões no RN, desabafo de Agenor Maria na tribuna da câmara federal e "Manchete do Diário de Natal e Tribuna do Norte"
Baseado numa carta denúncia do nosso mandato de vereador e encaminhado para o conselho politico do governo federal com o senador Marcos Maciel sendo o chefe da casa civil do governo Sarney.
Quem duvidar pergunte ao ex-vereador e presidente do poder legislativo de Carnaubais - Dioclécio Soares, que deve ter guardado este expediente.
O meu foi extraviado num rompante de raiva, mandei queimar um certo dia, tudo que se relacionava a politica, hoje muita falta me faz!
O texto tá longo e para não cansar o leitor que tem outras obrigações, foi encerrar com uma de papai:
Quando em1988, disputei a campanha de prefeito em Carnaubais. Iniciei bem e assombrei por pouco algum tempo, o poderio da máquina pública azeitada por Giovane a favor do seu candidato Nelson Gregório e pela força econômica do agropecuarista Berg Barreto.
Como o afunilamento da reta final e o rolo compressor do investimento, feito na compra de votos, que todos sabem que acontece, o quadro mudou e perdemos a eleição.
Todavia, o eleitor que a principio era comprometido com nossa candidatura começava a se distanciar do nosso contato.
Papai ao seu jeito e modo no seu caminhar no trabalho ou na rua perguntava. Como estamos para o dia d eleição?
O eleitor fugazmente dizia, voto no seu filho por debaixo do pano... Papai num rompante raiva e razão respondia: Por debaixo do pano só dou valor a tabaco!
A quem eu devia babar ou puxar saco, faz 23 anos que morreu!!!
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