
Eu vi uma notícia dizendo que gente morta tinha doado dinheiro para Jair Bolsonaro.
Achei estranho, pensei que era fake news, fui investigar.
O que saiu na imprensa séria foi o isso.
Durante a análise das contas da campanha de 2022, técnicos do Tribunal Superior Eleitoral encontraram irregularidades que somam cerca de R$ 94 mil nas receitas declaradas.
Dentro desse total, apareceu um ponto específico: R$ 6.476,99 estavam registrados em CPFs já cancelados por óbito.
Desse valor, R$ 6.132,00 vieram de um único CPF, no nome de Damião de Araújo Silva, que consta como falecido desde 2018. Essas doações foram feitas em vários depósitos seguidos logo após o primeiro turno. Os outros R$ 344,99 vieram de mais 15 CPFs também marcados como de pessoas já mortas.
Resumindo os números: o total de valores com problemas na prestação de contas gira em torno de R$ 94 mil, e dentro disso cerca de R$ 6,4 mil aparecem ligados a CPFs de pessoas falecidas, sendo que praticamente tudo vem de um único CPF.
Os técnicos chegaram a ouvir familiares de um desses doadores, que disseram que o dinheiro teria saído do espólio. Mesmo assim, doação eleitoral não pode ser feita dessa forma. Precisa sair do CPF de uma pessoa viva, identificada como responsável pelo valor.
Isso ainda está em análise. Não é decisão final do TSE e não é condenação.
Mas também não é boato de rede social.
O que existe é um relatório técnico mostrando que pessoas vivas usaram CPF de gente já morta para registrar doações, e isso virou questionamento oficial nas contas da campanha.
Fonte: Kelly Maria Ferreira
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