A aprovação da Medida Provisória do Gás do Povo expôs muito do que a direita pensa sobre os pobres, em especial a extrema direita do Rio Grande do Norte.
O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) votou contra alegando que o povo já tem programas sociais demais, que isso é “socialismo” e quem paga a conta é o trabalhador que acorda cedo para pegar um ônibus e trabalhar (sendo que é justamente esse perfil social que vai ter acesso ao programa).
O que deixa claro, que no fundo é só desprezo pelos pobres, é o fato de que Gonçalves ter votado contra taxação de bets, bancos e bilionários.
Corta para o Senado.
O senador Styvenson Valentim (PSDB) disse ser a favor da proposta, mas reclamou dos “vícios do povo” e para fundamentar a reclamação dele expôs uma pessoa em vulnerabilidade social que lhe pediu dinheiro para comprar um botijão de gás.
A diferença de Styvenson, para Gonçalves, é que o senador não teve a audácia (no pior sentido do substantivo) de votar contra a proposta, mas deixou nas entrelinhas o que ele pensa sobre os pobres.
É uma visão elitista de que os pobres sempre são pessoas acomodadas a espreita de tirar algum proveito de quem tem dinheiro.
São camadas diferentes de uma direita sem uma visão de nação que governou a maior parte do tempo para preservar os próprios privilégios.
O desprezo aos pobres apareceu em diferentes níveis no Rio Grande do Norte.
Fonte: Blog Bruno Barreto

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