quarta-feira, fevereiro 4

Decreto sobre o Sistema Hórus citado por Allyson como prova de transparência só foi assinado após início das investigações


Foto: reprodução

Um dos principais argumentos do prefeito Allyson Bezerra (UB) em sua defesa sobre as suspeitas de corrupção é o de que a Prefeitura de Mossoró integra o Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica – HÓRUS.

No discurso essa é uma prova de transparência da gestão.

O primeiro problema desta narrativa é que o sistema existe desde 2009 e todas as prefeituras e governos estaduais precisam fazer parte dele.

O segundo aspecto do discurso é que o prefeito diz ter assinado um decreto para ser “ainda mais transparente” na gestão do estoque dos medicamentos através do sistema Hórus.

Aí também surge o segundo problema: o decreto só foi publicado em 28 de dezembro de 2023, quando a Controladoria Geral da União (CGU) já estava analisando os pagamentos da Prefeitura de Mossoró a Dismed e a Drograria Mais Saúde, dos empresários Oseas Montalggan e Moab Soares, que travaram o diálogo da “Matemática de Mossoró” que tratou do pagamento de propina de 15% para o prefeito.

Àquela altura a Polícia Federal já havia aberto o inquérito para investigar o caso e a Prefeitura de Mossoró já tinha feito pagamentos as duas empresas.

Mas o que diz o Decreto nº 6.994, de 28 de dezembro de 2023? Basicamente ratifica o que já estava em vigor e dava poderes a Controladoria Geral do Município a fiscalizar sua aplicação.

Portanto, resta perguntar: como era o controle do recebimento e da distribuição de medicamentos pela Prefeitura de Mossoró nos anos abrangidos pelas investigações (2021, 2022 e 2023)?

Fonte: Blog Bruno Barreto 

Nenhum comentário:

Postar um comentário