domingo, outubro 22

No arquivo de propina da Odebrecht, Procuradoria encontra ordens de pagamento para Henrique Alves

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O jornal Folha de São Paulo, edição de hoje, traz nova reportagem sobre a operação Lava Jato e mostra informações encontradas no sistema de propina da Odebrecht, com ordens de pagamento para o ex-deputado federal Henrique Alves.

Veja a matéria:
Em busca de provas para corroborar os depoimentos dos delatores da Odebrecht, a Procuradoria-Geral da República encontrou, no sistema eletrônico da empresa, arquivos originais com os nomes do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e do ex-ministro Geddel Vieira Lima. A PGR localizou ordens de pagamentos e descartou fraudes na criação dos arquivos.
Os relatórios da SPEA (Secretaria de Pesquisa e Análise), órgão técnico da PGR, foram produzidos por um perito criminal entre 27 de julho e 8 setembro deste ano.
Os nomes dos dois peemedebistas estavam em uma planilha no sistema da Odebrecht que os associa aos codinomes “Fodão” e “Babel”, respectivamente.
A análise da PGR também encontrou arquivos originais com programações de pagamentos para o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral) e os ex-deputados Eduardo Cunha (RJ) e Henrique Alves (RN), todos do PMDB.

Segundo os relatórios, eles estavam identificados por codinomes que, para serem vinculados às pessoas, dependem dos depoimentos.
Para investigadores, a importância dos arquivos reside no fato de mostrar que foram criados e modificados na época dos repasses delatados, e não forjados recentemente.
Diz ainda a matéria:
Dois dos relatórios afirmam ter encontrado arquivos de pagamentos programados a Henrique Alves, sob os codinomes “Fanho” (R$ 2 milhões em 2014) e “Rio Grande” (R$ 112 mil mais US$ 67,2 mil no ano de 2010).
O advogado do ex-deputado Henrique Alves, Marcelo Leal, afirmou em nota que “não é verdade que Henrique tenha recebido vantagem indevida paga pela Odebrecht”.
Por 

Nenhum comentário:

Postar um comentário