
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu, nesta terça-feira (21), que o Brasil use urnas eletrônicas fabricadas por uma empresa venezuelana, conforme afirmado pelo senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi dada durante encontro com embaixadores, em Brasília.
Flávio citou um relatório da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) que levantava suspeitas sobre uma empresa venezuelana, a "Smartmatic". De acordo com o documento, a companhia estaria envolvida em um plano de fraude do governo do ex-presidente do país, Nicolás Maduro, nas eleições de 2012.
O TSE desmentiu a informação. Em nota publicada em 2020, após falas semelhantes do ex-presidente Jair Bolsonaro, e atualizada neste mês, a Corte esclareceu que todo o projeto da urna e do sistema de voto foi criado e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral Brasileira.
Mais tarde, em nota, Flávio Bolsonaro negou ter colocado em dúvida o processo eleitoral brasileiro. Neste sábado (25), o PL realiza a convenção para oficializar as candidaturas do partido.
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