quarta-feira, julho 22

Brasileiro vive mais, mas passa 12,5 anos da vida com alguma doença ou limitação, aponta estudo mundial

Expectativa de vida do brasileiro cresce, mas tempo de vida doente também — Foto: Freepik

Os brasileiros estão vivendo mais, mas também passam mais tempo convivendo com doenças, limitações ou incapacidades. É o que aponta um estudo publicado na revista The Lancet Public Health, com dados de 204 países e territórios entre 1990 e 2023.

No Brasil, o tempo médio vivido com problemas de saúde aumentou de 10,4 anos, em 1990, para 12,5 anos, em 2023 — alta de 2,1 anos (20%). O país ocupa a 16ª posição no ranking mundial de anos vividos em más condições de saúde.

Atualmente, a expectativa de vida do brasileiro é de cerca de 76 anos, mas o estudo mostra que o ganho de longevidade não foi acompanhado pelo mesmo avanço na qualidade de vida.

Doenças que mais contribuem para os anos vividos com problemas de saúde

Segundo o estudo, as principais causas são:

  • Distúrbios musculoesqueléticos, principalmente dor lombar;
  • Transtornos mentais, como depressão e ansiedade;
  • Doenças dos órgãos dos sentidos, como perda auditiva relacionada à idade;
  • Lesões não intencionais, principalmente quedas;
  • Outras doenças crônicas não transmissíveis.

Os principais fatores de risco incluem glicemia elevada, diabetes, excesso de peso, obesidade, desnutrição materno-infantil e tabagismo.

Países onde as pessoas vivem mais tempo com doenças

  1. Estados Unidos – 14 anos
  2. Austrália – 13,9 anos
  3. Canadá – 13,7 anos
  4. Nova Zelândia – 13,1 anos
  5. Holanda – 12,9 anos
  6. San Marino – 12,9 anos
  7. Suíça – 12,8 anos
  8. Líbano – 12,8 anos
  9. Reino Unido – 12,7 anos
  10. Porto Rico – 12,7 anos

Países onde as pessoas vivem menos tempo com doenças

  1. Nauru – 6,9 anos
  2. Ilhas Salomão – 7,3 anos
  3. Laos – 7,4 anos
  4. Tuvalu – 7,6 anos
  5. Madagascar – 7,7 anos
  6. Chade – 7,8 anos
  7. Níger – 7,8 anos
  8. Sudão do Sul – 7,9 anos
  9. Ilhas Marshall – 7,9 anos
  10. Mianmar – 8 anos

O estudo também mostra que as mulheres vivem mais do que os homens, mas passam mais tempo com doenças. Para os pesquisadores, os dados reforçam a necessidade de ampliar investimentos em prevenção, diagnóstico precoce, reabilitação e cuidados de longo prazo, para que o aumento da expectativa de vida seja acompanhado de mais anos com saúde.

Com informações de g1

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