
Expectativa de vida do brasileiro cresce, mas tempo de vida doente também — Foto: Freepik
Os brasileiros estão vivendo mais, mas também passam mais tempo convivendo com doenças, limitações ou incapacidades. É o que aponta um estudo publicado na revista The Lancet Public Health, com dados de 204 países e territórios entre 1990 e 2023.
No Brasil, o tempo médio vivido com problemas de saúde aumentou de 10,4 anos, em 1990, para 12,5 anos, em 2023 — alta de 2,1 anos (20%). O país ocupa a 16ª posição no ranking mundial de anos vividos em más condições de saúde.
Atualmente, a expectativa de vida do brasileiro é de cerca de 76 anos, mas o estudo mostra que o ganho de longevidade não foi acompanhado pelo mesmo avanço na qualidade de vida.
Doenças que mais contribuem para os anos vividos com problemas de saúde
Segundo o estudo, as principais causas são:
- Distúrbios musculoesqueléticos, principalmente dor lombar;
- Transtornos mentais, como depressão e ansiedade;
- Doenças dos órgãos dos sentidos, como perda auditiva relacionada à idade;
- Lesões não intencionais, principalmente quedas;
- Outras doenças crônicas não transmissíveis.
Os principais fatores de risco incluem glicemia elevada, diabetes, excesso de peso, obesidade, desnutrição materno-infantil e tabagismo.
Países onde as pessoas vivem mais tempo com doenças
- Estados Unidos – 14 anos
- Austrália – 13,9 anos
- Canadá – 13,7 anos
- Nova Zelândia – 13,1 anos
- Holanda – 12,9 anos
- San Marino – 12,9 anos
- Suíça – 12,8 anos
- Líbano – 12,8 anos
- Reino Unido – 12,7 anos
- Porto Rico – 12,7 anos
Países onde as pessoas vivem menos tempo com doenças
- Nauru – 6,9 anos
- Ilhas Salomão – 7,3 anos
- Laos – 7,4 anos
- Tuvalu – 7,6 anos
- Madagascar – 7,7 anos
- Chade – 7,8 anos
- Níger – 7,8 anos
- Sudão do Sul – 7,9 anos
- Ilhas Marshall – 7,9 anos
- Mianmar – 8 anos
O estudo também mostra que as mulheres vivem mais do que os homens, mas passam mais tempo com doenças. Para os pesquisadores, os dados reforçam a necessidade de ampliar investimentos em prevenção, diagnóstico precoce, reabilitação e cuidados de longo prazo, para que o aumento da expectativa de vida seja acompanhado de mais anos com saúde.
Com informações de g1
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