Falar de Jorge Amado é mergulhar em um mar onde a literatura é a música em forma de leitura. A pura substância. Foi a imagem não só da Bahia, mas de todo o Brasil que o mundo conheceu. Arquitetou o cotidiano simples do povo baiano em mitos dos céus, mistérios, submundos e também dignidade.
No ritmo do mar, no balanço das ondas, fez a conexão perfeita de seus personagens. Muitas vezes escrevia o que nosso coração esperava acontecer.
Em " Mar Morto", de 1936, escreveu o trágico destino dos marinheiros, pescadores pelo cais de Salvador. Ilustrou a dramaturgia de vidas e naufrágios, dissipando vidas ainda na mocidade. Relatou o mar como sustento, o abismo social, amores impossíveis e sensualidade. Mas também alertou ao mundo a morte e o sofrimento.
O poder sempre viu ali a falta, pobreza, ele viu a nobreza poética construída na sedução do mar por Yemanjá, onde sua beleza e sedução se misturavam para fortes e destemidos, amando-os tragicamente.
Ultrapassou o tempo, atribuiu fé, riqueza, ornamentou o povo como seu maior talismã.
Gabriela parou o Brasil com a sensualidade espontânea, deu alma de mulher a uma menina.
Infelizmente, faleceu em 2001.
Sua literatura popular colaborou e colabora até hoje com os fascínios da Bahia e seu povo. Sua obra elevou os encantos do regionalismo baiano as entranhas cultura do mundo, mantém-se fiel ao mar e certamente se encontraram em algum lugar por aí.
CHICO TORQUATO
Nenhum comentário:
Postar um comentário