
Por mais que a classe política esteja desacreditada - e não é só no nosso país - assim como as instituições de maneira geral é importante que entendamos que elas são fundamentais para que se mantenha possível o convívio entre os brasileiros.
Nós reclamamos delas, e com toda a razão, mas " esquecemos " que nós somos também responsáveis por esse cenário, que as vezes nos parece desolador.
Sim, gente, o processo eleitoral( e não só ele, claro) é uma grande oportunidade de mudarmos o que está ruim, jogamos fora o que não presta - se assim consideramos.
Eis o busilis: sempre que votamos, prestamos atenção aos cargos majoritários, principalmente no executivo, que escolhemos após uma análise quase sempre mais apurada: presidente,.governador, prefeito.
Deixamos ao sabor do vento, no entanto, o legislativo, poder que tanto pode fazer bem quanto fazer mal,.infelizmente, por esses tempos, a segunda possibilidade tem prevalecido.
Escolher bem um deputado - estadual ou federal - e o senador( serão dois, em 2026) é tão importante quanto definir quem queremos para os palácios de despachos de Lagoa Nova e Planalto.
Não vou opinar se os parlamentares devem ser gover ou oposicionistas, mas o fundamental é que eles tenham um passado recomendável - e hoje é até mais fácil saber quem é quem.
Demagogos e oportunistas, com discursos moralistas e milagres devem em minha opinião, ser rejeitados.
O alpinismo social e econômico encontra na atividade política o caminho mais fácil para subir - sempre na falsa defesa de algo que é sagrado para o eleitor: religião, famílias e valores patrióticos.
A hipocrisia dizem os France
ses, e a homenagem que o vício presta à virtude.
RICARDO MOTA
CHICO TORQUATO
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