quinta-feira, maio 19

APRENDI CEDO ANTES DE IR À ESCOLA

Nascido na zona rural e tendo permanecido em comunidade  quase trinta anos.

É bem verdade que com menos de 9 anos , papai mandou me dar um banho de levando minha maleta completas roupa nova e uma mochila com sandálias e sapatos.

Fui  de Timbaúba num bom cavalo de sela que papai comprou a seu Luiz Tomaz lá  do Estreito

Josias filho de Zuca, irmão de Davino, Miguel e Antônio de Lúcia. 

O privilegio da sela foi pra mim, na garupa ele  conduzia  meus apetrechos. 

Sua missão seria retornar de Pendências no cavalo de sela de papai.

Fiquei na casa do meu  estimado tio Mizael Barbosa que: foi um segundo pai para mim.

Essa história é longa, só retornei para ficar aos 27 anos depois de ter servido exercito, feito uma peregrinação pelo estado jogando futebol e estudando em grandes cidades, inclusive na capital.

Encurtando o assunto, ao sair da  Timbaúba, ouvindo todo dia a conversa dos trabalhadores braçais do corte palha, aprendi meus primeiros provérbios.

O primeiro dizia que formiga sabe a folha que corta.

O segundo ditado era mais pesado: doido pega em fezes, se lambuza de cocô - mais não pega em fogo.

Verdade irrefutável.

O diplomata homem acostumado a lorotear o que sabe,  feito galo cantador virou pinto pelado.

Não foi insistir numa coisa que o cabra arregou, fugiu, achou melhor ignorar do que vir apanhar de letras e sinônimos, antônimos, outras figuras de linguagem.

Será que assiste a novela pantanal e tá me considerando como o velho do rio - se ele pensou assim eu ia preparado porque enfrentar Maria Marruar tem que ter coragem.

Como ditado bom já nasce velho.

Tchau e não falo nisto!

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