Um tribunal chamado Supremo tem o mesmo problema de uma mulher chamada Vitória. A qualquer momento, seu comportamento pode desmentir o seu nome.
A supremacia do Supremo convive com a ameaça constante de uma notícia inusitada —como o despacho do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, que anulou as condenações impostas a Lula, reabilitando eleitoralmente o personagem.
Depois dessa decisão, a supremacia do Supremo, já tão diminuta, passou a caber numa caixa de fósforos.
O brasileiro não gosta do que não entende.
E a decisão de Fachin é 100% feita de contradição.
O resgate de Lula grudou no Supremo a aparência de uma Corte autossuficiente.
Ela mesma deu mão forte a Curitiba para julgar Lula, ela mesma autorizou a prisão de Lula, ela mesma revogou a regra que mantivera Lula em cana por um ano e sete meses...
Agora, a mesma Suprema Corte retira o aval que concedera a Curitiba para virar Lula do avesso.
E anula as sentenças.
Entre elas a do tríplex do Guarujá, reafirmada em três instâncias do Judiciário.

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