quinta-feira, julho 12

O TEMPO DO TAMBORETE E DOS VENTOS FORTES É COISA DO PASSADO

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Lembro que em 1986 o candidato a senador na chapa de Robinson Faria o ex- governador Geraldo Melo com um discurso eloquente, tendo com instrumento inovador um moinho como prenúncio de ventos fortes para o Rio Grande do Norte saiu vencedor da corrida sucessória contra João Faustino candidato do governador Zé Agripino. 
Geraldo Melo como governador atendeu duas categorias com prioridade, estes foram bem aquinhoados na sua gestão: policiais e pessoal do Fisco estadual.
Estes tinham bons salários. 
Neste tempo surgiu um grupo clandestino chamado mão branca que fazia o papel de justiceiro, executando a bandidagem que recuou diante das constantes mortes sem identificação do criminoso. 
A segurança pública teve melhores condições de trabalho e a sociedade viveu um período mas tranquilo. 
Os agentes fiscais sendo protegidos do governo arrecadavam mais dinheiro para os cofres do estado. 
Porém, nós, que fazíamos parte do magistério, professores, servidores da educação comeu o pão que o diabo amassou no governo do tamborete. 
O tamborete era uma peça de marketing (sátira) que o que Geraldo Melo exibia como instrumento publicitário da sua campanha, devido sua pequena estatura e os adversários o apelidaram por este rudimentar utensilio doméstico do sertanejo. Enfim, Geraldo Melo ficou 4 anos sem mandato depois que findou e o exercício governamental e conseguiu se eleger senador da república.
No senado chegou a a ser seu vice presidente, foi classificado entre os 10 cabeças pensantes do congresso. 
Usava uma retórica apreciável pela grandeza das argumentações, sempre foi um bom tribuno. Todavia, Geraldo Melo Melo acostou-se ao lado do Alves no (P) MDB. Quando tentou retornar ao senado enfrentou, os titãs, Garibaldi e Agripino, ficando de fora depois de uma excelente votação.
Sem mandato acomodou-se com a patente de presidente de honra do partido e quando quis retornar a cena politica seus aliados, não lhe deram vez. 
Atualmente, afastado do grupo Alves, tenta ser senador outra vez: bandeou-se para o lado de Robinson Faria, governo que vinha criticando até bem pouco tempo.
Fulcrado nestas evidências acredito eu, que o tamborete e o moinho são coisas do passado.
Mas, não desejo aqui sacrilejar o tamborete, achando que ele não será eleito. 
Se conquistar o mandato terá qualidades para ser um grande senador.

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