O prefeito de Macau Kerginaldo Pinto talvez não conhecesse o pensamento de Pedro Calderón de la Barca, quando fez esta afirmação: ao rei tudo, menos a honra.
Também desconhece a força dos raios solares na transposição da luz para a chegada da noite sombreando a lua.
Todos sabem que ele é cria politica do ex-prefeito Flávio Veras, foi no encosto da sua potencial estrutura comercial, gerenciando suas lojas que ganhou melhor sobrevivência, status pessoal e imagem politica para ser com o seu apoio prefeito de Macau.
Aí é onde está o X da questão, o prefeito eleito não soube diferenciar o público do privado, se deixou levar pelas manobras que seu antecessor fez na prefeitura, usando de procedimentos escusos a ponto de ter sacramentado uma avalanche de ilicitudes descobertas pela promotoria pública.
Kerginaldo Pinto se sentia refém de Flávio Veras, não tomou distanciamento responsável para salvar sua pele, quando assumiu o poder publico, ficou comendo no mesmo prato, dando ao ex-prefeito cartas na manga para mexer com as peças do tabuleiro da sua administração.
Quando quis se livrar era tarde demais, o ensaio do rompimento foi mal feito, a justiça descobriu a farsa da falsificação documental.
Agora o gestor ingenuamente paga o preço da sua lealdade em permanecer fazendo a gestão de Macau pelo espelho deixado por quem diz ser o mentor intelectual e logístico da sua ascensão na prefeitura.
Moral da história, que o exemplo do afastamento de Kerginaldo, possa servir de alerta aos gestores que tem cordão umbilical preso aos que ficam por trás como sombra, distilando veneno, mordendo e assoprando como se permanecesse senhores do destino do povo.
Quem vacilar poderá ter o pomo de Adão cortado por falta de coragem de se libertar ou faz a escolha de morrer abraçado mostrando que é leal ao criador.
Que Einstein Barbosa ao assumir a prefeitura neste conturbado processo administrativo, não venha cometer, a repetição do erro de Kerginaldo.
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