Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
Além da saída já encaminhada de Gleisi Hoffmann, que aceitou o convite de Lula para disputar o Senado pelo Paraná, o governo federal deve enfrentar uma debandada no primeiro escalão até abril. Ao todo, outros 21 ministros precisam deixar os cargos para concorrer nas eleições de outubro, o que promete provocar um esvaziamento significativo na Esplanada.
No caso de Gleisi, a avaliação interna do PT é estratégica: o nome da ministra fortaleceria a chapa no Paraná, ao lado do deputado estadual Requião Filho (PDT), e aumentaria a competitividade contra o senador Sergio Moro (União Brasil) e o grupo do governador Ratinho Júnior (PSD). Embora a ministra tivesse planos de disputar a Câmara, aliados afirmam que ela se mostrou “animada” com a candidatura ao Senado.
A articulação também marca a reaproximação entre o PT e o grupo de Requião, após atritos recentes e a saída do deputado do partido. A leitura é que a aliança amplia o campo da esquerda no estado e mantém Ratinho Júnior pressionado no cenário local, enquanto o Planalto tenta montar palanques fortes em estados estratégicos.
Do outro lado, a oposição segue fragmentada. Moro enfrenta dificuldades partidárias para viabilizar uma candidatura ao governo estadual, enquanto Ratinho Júnior ainda avalia quem lançará como sucessor. O resultado é um tabuleiro em ebulição, que deve se intensificar à medida que ministros deixam o governo e o clima eleitoral toma conta de vez de Brasília.
Com informações do O Globo
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