O vice-prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros (PSD), surge como uma das figuras centrais no organograma da suposta organização criminosa investigada pela Operação Mederi.
Segundo o documento judicial que autorizou a ofensiva policial, Medeiros é classificado no “Primeiro Nível: Agentes Políticos”, grupo que ocuparia o topo da estrutura hierárquica responsável por viabilizar o esquema de corrupção em troca de vantagens financeiras indevidas.
Antes de ser vice-prefeito ele foi secretário municipal de saúde substituto e secretário interino do Fundo Municipal de Saúde de Mossoró, além de ser tratado como homem de confiança do prefeito nos bastidores da Secretaria Municipal de Saúde.
A principal evidência contra o vice-prefeito advém de interceptações ambientais e análises de dados colhidos pela Polícia Federal. Em diálogos travados entre os empresários Oseas Monthalggan Fernandes Costa (da DISMED) e José Moabe Zacarias Soares, é detalhada a divisão de propinas sobre os contratos da prefeitura.
A investigação sugere que esses valores eram retirados de verbas federais destinadas ao SUS que deveriam custear medicamentos e insumos médicos para a população.
O que diz a investigação
Para a Polícia Federal, a participação do vice-prefeito era “fundamental para a manutenção da engrenagem criminosa”, funcionando como um dos pilares de sustentação política que permitia aos empresários operarem livremente dentro da estrutura da Secretaria de Saúde de Mossoró.
A decisão ressalta que as medidas são necessárias devido ao risco de reiteração criminosa e à necessidade de estancar o desvio de recursos públicos essenciais para a saúde básica da cidade.
Fonte: Blog Bruno Barreto

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