Foto: Pedro Kirilos/Estadão
De olho na correlação de forças no Congresso a partir de 2027, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou conversas com ministros e aliados para montar palanques competitivos nos estados e, sobretudo, fortalecer o PT na disputa pelo Senado. Nas últimas semanas, o foco das articulações recaiu sobre nomes de peso do governo, como Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann, além de outras lideranças históricas da sigla.
No Paraná, Lula atuou diretamente para que Gleisi mudasse o rumo de seus planos eleitorais. A ministra, que pretendia disputar a reeleição à Câmara, aceitou o convite para concorrer ao Senado, avaliação vista no partido como estratégica diante da necessidade de um nome mais robusto nas urnas. Ela deve integrar a chapa de Requião Filho (PDT) ao governo estadual, embora ainda não haja definição sobre a composição completa da aliança.
Em São Paulo, o presidente ainda tenta convencer Haddad a voltar às urnas. Inicialmente pensado para o Senado, o ministro da Fazenda passou a ser cogitado também para a disputa ao governo paulista, diante da escassez de alternativas competitivas no campo governista. Paralelamente, Lula também dialoga com Simone Tebet e Marina Silva, ambas avaliadas como possíveis candidatas ao Senado, em cenários que envolvem mudanças partidárias e rearranjos de alianças.
Nos bastidores do PT, a prioridade é clara: garantir cadeiras no Senado para conter o avanço do PL, que trabalha para ampliar sua bancada com vistas a confrontos institucionais, inclusive contra o STF. Esse diagnóstico levou o partido a apostar majoritariamente em nomes experientes e conhecidos do eleitorado, como Fátima Bezerra no Rio Grande do Norte, Rui Costa na Bahia e Benedita da Silva no Rio de Janeiro, reforçando a leitura de que 2026 tende a ser mais uma eleição marcada pelo protagonismo da velha guarda petista.
Com informações do Estadão
Nenhum comentário:
Postar um comentário