segunda-feira, março 18

Nordeste é a segunda região com mais solicitações de empréstimo em 2023, aponta relatório

 

Um relatório anual divulgado pela Simplic, fintech brasileira de crédito pessoal, apontou que metade dos pedidos de empréstimos realizados na plataforma se destinaram a pagar dívidas (30%) e abrir um novo negócio (20%). Os números refletem a realidade do Mapa da Inadimplência, do Serasa, que calcula que 71 milhões de pessoas estão com o nome restrito no país.

Para Rogério Cardozo, diretor-executivo da Simplic no Brasil, a inadimplência impacta o planejamento financeiro da população e faz com que ela busque novas soluções para conter o endividamento, incluindo a criação de empresas para garantir receita. “A taxa média de desemprego no Brasil subiu a 7,8% no último trimestre do ano, segundo o IBGE. Isso fez com que as pessoas continuassem buscando soluções em outras fontes de renda. O empréstimo pessoal é visto como uma maneira de quitar dívidas e fomentar o empreendedorismo, incentivando a novos negócios como complemento ao emprego tradicional”, comenta.

O estudo ainda mostra que na região Nordeste foram realizadas 17% das solicitações do país, seguida pela e pela região Sul, responsável por 14% do total, o Sudeste é a primeira com 54%. Em 2022, o Sudeste também respondeu pela maior parte dos pedidos realizados (60%).

O acesso facilitado a empréstimos pessoais permite que diversos perfis de empreendedores, incluindo os negativados, tenham a possibilidade de adquirir crédito, com informações e orientações para evitar novos endividamentos. Outro fator de estímulo foi a redução da taxa Selic, que desde agosto vem sofrendo quedas, passando dos 13,75% para 11,75% ao ano no mês de dezembro. Os impactos desta medida foram sentidos já no mesmo período, atendendo às expectativas do governo, e apresentaram uma redução de 1,5% das taxas de empréstimos para pessoas físicas e 1,9% para pessoas jurídicas.

“Sem dúvidas é um bom indício da tendência, porque, se o cenário econômico brasileiro se mantiver saudável, veremos aos poucos uma queda ainda mais concreta dos custos de linhas de crédito pessoal ao longo deste ano. Logo, com o aumento da procura, injeta-se mais dinheiro na economia, incentivando o consumo e promovendo o crescimento econômico. Certamente, as expectativas para 2024 são bastante positivas”, conclui Rogério.

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