Para tudo existe a primeira oportunidade, nestes 68 anos de vida que completarei no próximo dia 17 de outubro, fazendo exatamente 50 anos como eleitor exercente do democrático direito de escolha dos meus representantes partidários a nível local, estadual e geral: me encontro agora num beco sem saída.

Até o presente momento não me moveu o desejo de votar em uma das opções eleitas no 1º turno para presidente da república.
Por questões óbvias desacredito do mérito do Brasil ser governado por Bolsonaro ou Haddad. Acho indigestivo ter que engolir uma candidatura disciplinada pelo regime autoritário do militarismo que suprimiu as liberdades individuais por mais de 20 anos com atos de truculência humana, fazendo torturas, discriminando com preconceitos sociais várias camadas de sobreviventes desta desigual pirâmide social.
Como também não me curvo ao demagógico discurso dos que roubaram a nação, dizendo que fez bem a pobreza - por terem em seu tempo de domínio, usufruído das grandes benesses do poder para em situação paralela distribuir migalhas com os menos favorecidos.
Abomino a prática dos que aproveitaram da ignorância coletiva de muitos que se acharam beneficiados com o produto do roubo e que agora se apresentam como salvadores da pátria.
Não vejo outra alternativa: me recuso seguir com a bandeira defendida por uma esquerda corrupta chefiada pelo PT ou me iludir com a s bravatas direitistas do sonhadores de mudança com Bolsonaro.
Para mim nada disso é justificável.
O jeito é pela primeira vez, abdicar do meu direito de escolha e fazer como Pilatos fez na execução de Cristo: não vou sujar minhas mãos com o sangue deste justo.
Que me perdoe o socialista, pacifista liberal Bertrand Russel, desta vez prefiro ser um analfabeto político.
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