quarta-feira, fevereiro 25

PF fecha empresa clandestina após agressão a jovem com deficiência auditiva no Carnaval de Apodi


Foto: Reprodução

A Polícia Federal realizou uma fiscalização no município de Apodi para apurar a atuação da empresa responsável pela segurança privada durante um evento de carnaval promovido pela prefeitura. A diligência ocorreu após denúncias e a ampla divulgação de imagens que mostram a agressão a um jovem com deficiência auditiva por integrantes da equipe de segurança contratada.

Durante a inspeção, os policiais federais constataram que a empresa operava de forma clandestina, sem autorização da PF para prestar serviços de segurança privada — atividade que, por lei, exige credenciamento e fiscalização do órgão federal.

Diante das irregularidades, foi lavrado auto de encerramento das atividades e determinada a suspensão imediata da prestação do serviço. A Prefeitura de Apodi também foi formalmente notificada sobre a contratação, com o objetivo de evitar novas ocorrências semelhantes. A empresa poderá responder administrativamente e criminalmente pela prestação ilegal de serviço de segurança privada.

ENTENDA  O CASO

A agressão ocorreu na terça-feira de Carnaval e ganhou repercussão após vídeos circularem nas redes sociais e na imprensa. As imagens mostram o momento em que um jovem com deficiência auditiva é agredido por homens que atuavam como seguranças no evento.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu, na quinta-feira (19), um homem de 25 anos suspeito de envolvimento direto na agressão. A prisão aconteceu no centro de Mossoró.

Além da suspeita de participação no caso, o homem foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e por receptação. Segundo a Polícia Civil, durante diligências os agentes identificaram que ele utilizava um celular com registro de roubo. No veículo conduzido pelo suspeito, foi localizada uma arma de fogo calibre .40, devidamente municiada.

Após os procedimentos na delegacia, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

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