quinta-feira, fevereiro 26

​A sessão da CPMI do INSS hoje não foi tranquila.



No dia 26 de fevereiro de 2026, a comissão que investiga fraudes no INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A medida faz parte dos pedidos de acesso a dados dentro da investigação sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

No mesmo pacote entraram outros requerimentos de convocação e quebra de sigilo de pessoas e empresas citadas nas apurações, incluindo nomes ligados ao Banco Master, ex-executivos e investigados no mercado de crédito consignado.

A votação foi simbólica e em bloco: 87 requerimentos aprovados de uma vez. O placar ficou em 14 votos a favor e 7 contra. Parte da base governista tentou retirar alguns itens ou votar separadamente, mas não conseguiu.

Depois do anúncio do resultado, o clima azedou. Parlamentares se aproximaram da mesa, houve empurra-empurra e troca de agressões. O deputado Luiz Lima, do Novo do Rio de Janeiro, disse que levou um soco no rosto durante a confusão envolvendo o deputado Rogério Correia, do PT de Minas Gerais. Rogério afirmou que perdeu o equilíbrio após ser empurrado e levantou o braço nesse momento. A sessão foi suspensa por alguns minutos e depois retomada, com a decisão mantida.

A inclusão do nome de Lulinha ocorre dentro da investigação sobre um esquema de descontos associativos não autorizados que atingiu milhões de beneficiários do INSS. Mensagens analisadas pela Polícia Federal mencionariam “o filho do rapaz”, referência que, segundo parlamentares da oposição, justificaria a quebra de sigilo para verificar possíveis ligações.

A defesa de Lulinha nega qualquer participação em fraudes, diz que ele não recebeu dinheiro de origem ilegal e que quer acesso integral aos autos para se manifestar formalmente.

O que era para ser apenas votação virou confronto político ao vivo.

Fonte: Kelly Maria Ferreira 

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