O município, que há anos é dominado pelo clã dos Veras — e não apenas por uma simples família na política — encerrou 2025 com um resultado que pode ser classificado como um desastre fiscal.
Dados oficiais do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), extraídos do sistema do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte, apontam um déficit de R$ 3.043.094,08 ao final do último bimestre do ano na gestão da prefeita Flávia Veras.
Durante o exercício de 2025, a gestão liquidou R$ 160.156.203,80 em despesas. Contudo, o valor efetivamente pago foi de R$ 157.113.109,72, gerando acúmulo de restos a pagar e pressionando o orçamento seguinte.

O orçamento autorizado para o ano era de R$ 175.718.261,00. Mesmo com arrecadação considerada recorde, na casa dos R$ 166 milhões ao longo do período, a administração não conseguiu fechar as contas no azul.
Especialistas em finanças públicas alertam que o desequilíbrio ocorre quando o volume de obrigações assumidas supera a capacidade real de pagamento dentro do exercício, comprometendo a saúde fiscal e reduzindo a margem para investimentos e manutenção de serviços essenciais.
O dado chama atenção por se tratar do primeiro ano dessa nova etapa do grupo político à frente da Prefeitura. Um início que já acende sinal amarelo — ou vermelho — quanto ao planejamento orçamentário, controle de despesas e sustentabilidade fiscal para 2026.
Quando a arrecadação cresce e, ainda assim, o resultado é déficit, a pergunta inevitável é: faltou receita ou faltou gestão? É somente uma pergunta.
A Informação e de Robson Pires

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