quarta-feira, janeiro 21

Só não é minha!


Esse caso envolvendo o jogador Richarlison e o senador Flávio Bolsonaro é real, está na Justiça e não é boato de rede social. O que ele não é, até agora, é crime comprovado.


Richarlison comprou a posse de uma mansão localizada em uma ilha em Angra dos Reis. Não se tratava de escritura definitiva, mas de posse, algo comum em áreas litorâneas antigas, muitas vezes ligadas a terrenos de marinha e registros históricos confusos.

Após a compra, surgiu uma disputa judicial. Um advogado entrou com ação alegando ter direitos de posse anteriores, com base em documentos antigos e no pagamento de pendências fiscais ligadas a empresas que, no passado, teriam relação com o imóvel. 


Esse advogado é próximo do senador Flávio Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro não aparece como comprador do imóvel. Ele foi citado no processo como testemunha, por ter visitado o local e demonstrado interesse antes da aquisição feita por Richarlison. Esse é o vínculo formal dele com o caso até onde os autos indicam.

Em determinado momento, a Justiça concedeu uma liminar de reintegração de posse favorável ao advogado, que passou a ocupar o imóvel. A decisão foi contestada, houve recursos e revisões, e o processo seguiu sem conclusão definitiva tornada pública.


Há ainda a alegação de uma mulher que se apresenta como herdeira de um antigo possuidor da área, de décadas atrás. Ela afirma que documentos usados em transferências anteriores teriam assinatura falsificada. Essa alegação está sob análise judicial e não envolve herança de Clara Nunes, como chegou a circular nas redes.

Até a última atualização pública, não havia decisão final sobre a posse definitiva do imóvel. Não há prova de que Flávio Bolsonaro tenha comprado a mansão, nem de pagamento oculto ou esquema comprovado. Também não há condenação das partes.

Ao mesmo tempo, o conjunto dos fatos chama atenção. Disputas de posse envolvendo imóveis de luxo, liminares rápidas e a atuação de pessoas ligadas a figuras políticas não são situações triviais. Isso não prova ilegalidade, mas levanta questionamentos legítimos.

O caso segue aberto. Não há prova para acusar, mas há elementos demais para tratar a situação como algo comum.

Fonte: Kelly Maria

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