Vivemos tempos em que a verdade incomoda mais do que a mentira bem contada. Quem fala o que pensa é rotulado de problemático; quem finge concordar com tudo é chamado de inteligente. A hipocrisia virou estratégia, e o silêncio conveniente passou a valer mais do que a coragem de se posicionar.
Na política e na vida, muitos defendem valores apenas enquanto lhes convém. Mudam de lado com a mesma facilidade que trocam de discurso, e ainda exigem respeito sem nunca terem respeitado ninguém. O problema não é errar — é fingir virtude enquanto se pratica o oposto.
Ser coerente hoje é um ato de rebeldia. E talvez por isso incomode tanto.
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