
Em 6 de agosto de 1945, os Estados Unidos lançaram uma bomba atômica chamada Little Boy sobre Hiroshima. Em poucos segundos, mais de 70 mil pessoas perderam a vida. Muitas outras morreriam depois, vítimas de queimaduras e doenças causadas pela radiação.
Apenas três dias depois, em 9 de agosto, uma segunda bomba, chamada Fat Man, foi lançada sobre Nagasaki, matando cerca de 40 mil pessoas quase instantaneamente.
No centro das explosões, as temperaturas chegaram a quase 4.000 graus Celsius. Corpos humanos foram vaporizados. Algumas vítimas deixaram apenas silhuetas escuras gravadas em paredes e ruas, sombras silenciosas marcando onde havia vida momentos antes.
Os sobreviventes ficaram conhecidos como hibakusha. Muitos passaram a conviver com doenças relacionadas à radiação por toda a vida. Outros enfrentaram preconceito e discriminação apenas por terem sobrevivido.
Mesmo assim, as cidades resistiram. Hiroshima foi reconstruída e, onde antes era o marco zero, hoje existe o Parque Memorial da Paz, cheio de árvores, escolas e visitantes do mundo inteiro. Um sino no local carrega uma mensagem que segue dolorosamente atual: conheça o sofrimento, jamais repita o erro.
Hiroshima e Nagasaki não são apenas eventos históricos. São alertas gravados em vidas perdidas, sombras deixadas para trás e na esperança frágil de que a humanidade nunca mais use seu poder mais destrutivo contra si mesma.
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