
O bom posicionamento de Allyson Bezerra nas pesquisas para o Governo do Rio Grande do Norte ajuda a explicar, por si só, o volume de ataques que o pré-candidato já começa a enfrentar. Na política, existe uma regra não escrita, mas amplamente conhecida: quem lidera vira alvo. E, hoje, Allyson ocupa exatamente esse lugar.
A trajetória do prefeito de Mossoró incomoda porque foge ao roteiro tradicional do poder no RN. Allyson veio do sítio, sem herança política, construiu seu caminho “na raça”, e em pouco tempo saiu de deputado estadual para prefeito da segunda maior cidade do estado, com gestão bem avaliada e forte conexão popular. Esse enredo, de origem simples e ascensão rápida, cria identificação com uma parcela grande do eleitorado — e isso é um ativo eleitoral poderoso.
O fator geracional também pesa. Allyson representa uma política mais jovem, com discurso de eficiência administrativa, presença constante nas ruas e forte uso da comunicação direta com a população. Para grupos tradicionais, acostumados a disputar eleições entre si, a ascensão de um nome fora do eixo histórico de poder provoca reação quase automática: descredenciar, rotular e tentar desconstruir a imagem antes que ela se consolide ainda mais.
Os ataques tendem a se intensificar justamente porque ele aparece como alguém capaz de romper a polarização clássica do estado. Ao se apresentar como gestor, e não apenas como político profissional, Allyson desloca o debate do campo ideológico para o campo da comparação de resultados — e isso expõe fragilidades de adversários que carregam longas trajetórias, mas poucos legados concretos.
É importante observar que o “fogo amigo” e o “fogo inimigo” ainda estão em fase inicial. O pré-candidato sequer oficializou campanha, e já é tratado como ameaça real. Isso revela não só seu bom desempenho nas pesquisas, mas o medo de que sua narrativa — de alguém que governa Mossoró com pulso, proximidade e decisão — seja transferida para a disputa estadual.
Se, por um lado, os ataques podem desgastar, por outro eles também funcionam como selo de relevância política.
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