Foto: Jesus Vargas/Getty Images
Poucos dias após a queda de Nicolás Maduro, o novo governo da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez, começou a emitir sinais de aproximação com os Estados Unidos. As primeiras movimentações envolvem negociações sobre o petróleo venezuelano, mudanças na relação comercial entre os países e gestos no campo dos direitos humanos.
O primeiro anúncio feito pelo presidente norte-americano Donald Trump após a captura de Maduro teve como foco o petróleo — principal interesse estratégico dos EUA no país sul-americano, que detém as maiores reservas do mundo. Na última terça-feira (6), Trump afirmou que o governo interino venezuelano concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos. Segundo ele, os recursos obtidos com a venda seriam administrados diretamente por Washington, com a promessa de uso em benefício “do povo venezuelano e dos Estados Unidos”.
Apesar da declaração, autoridades em Caracas não se manifestaram de imediato. A resposta oficial veio no dia seguinte, por meio da estatal PDVSA, que confirmou estar em negociações com os EUA para a venda de petróleo, classificando o diálogo como “estritamente comercial”. A empresa citou como precedente a continuidade das operações da petroleira americana Chevron no país, mesmo sob sanções internacionais.
Além da pauta energética, Trump anunciou, de forma unilateral, um novo marco comercial. Segundo o presidente dos EUA, o governo liderado por Delcy Rodríguez teria concordado em adquirir exclusivamente produtos norte-americanos com recursos provenientes do petróleo, incluindo alimentos, medicamentos, equipamentos médicos e itens para recuperação da rede elétrica. Paralelamente, houve um gesto na área de direitos humanos: o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de presos políticos, embora persistam denúncias de censura, novas prisões e perseguição a jornalistas no país.
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