O senador Flávio Bolsonaro (PL) é investigado pela Polícia Federal em mais um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Desta vez, por suspeitas de envolvimento com lavagem de dinheiro no âmbito das apurações que envolvem também seu amigo Willer Tomaz.
A investigação foi noticiada pelo Estadão e confirmada pelo Metrópoles. Flávio Bolsonaro, que lidera as pesquisas a uma semana do segundo turno presidencial, já era investigado por ter negociado a remessa de mais de R$ 60 milhões ao exterior, a pedido dele, pelo banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso em Brasília.
Essa nova investigação nasceu de provas colhidas pela PF no Rio Grande do Sul, em um inquérito relativo a pagamento digital e setor de apostas. Ainda segundo o jornal, a PF diz ter identificado “elementos indicativos de vínculo de controle ou propriedade de fato de Willer Tomaz sobre a Rede Loto”.
A coluna tem documentos que comprovam esse vínculo. Willer informou à Receita Federal, em sua declaração de Imposto de Renda de 2024, ser detentor de 24% do capital social da Cathedral Holdings, uma offshore na Ilha da Madeira, em Portugal. Esta empresa é a única sócia da Rede Loto Ltda, primeira empresa a adquirir licença para operar no setor de apostas no Rio de Janeiro – e, consequentemente, no Brasil.
A Cathedral é uma espécie de empresa “irmã” da Alzacar Holdings, também registrada por Willer na Ilha da Madeira e também administrada por Mateo Scudeler. A Alzacar é a empresa cuja conta corrente no Santander tinha Flávio Bolsonaro como “usuário master”, conforme revelou O Globo – Fayla Zulmira Menezes, que pediu ao banco a desassociação, também tinha e-mail coorporativo na Cathedral.
As duas empresas pagaram despesas do senador Flávio Bolsonaro, conforme a PF identificou em documentos obtidos durante busca e apreensão contra Willer, no âmbito da Operação Sem Desconto – o advogado é investigado como “hub financeiro” do senador Weverton Rocha (PDT).
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🤳 Sam Pancher/Metrópoles
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