A sul-americana Navi Pillay, defensora de Nelson Mandela e juíza especializada em crimes internacionais, ganhou o nesta sexta-feira (9) o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços a favor do direito internacional em um momento em que segundo o júri, esse sistema está " sob ataque".
Pillay, de 85 anos, dedicou sua carreira a combater o genocídio de Ruanda e os conflitos do Oriente Médio. A jurista presidiu, entre outros cargos, uma comissão independente de investigação da ONU que, no ano passado, acusou Israel de começar o genocídio em sua recente campanha militar em Gaza.
O prêmio era cobiçado por Donald Trump. Horas após o anúncio do Cometê norueguês. Washington adotou sanções contra o Tribunal Penal Internacional (TPI) e prometeu paralisar as atividades da Corte.
O Secretário de Estado Marco Rubio, disse que proibiria as transações com o TPI, que classificou como "desonesto". O Tribunal rejeitou as sanções e afirmou que " a história julgará este momento."
A carreira de Navi Pillay a levou dos tribunais sul-africanos, onde defendeu ativistas contra o Apartheid como Nelson Mandela e garantiu direitos fundamentais para presos políticos, até o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (2008-2014).
O prêmio de hoje é uma homenagem a todas as pessoas que trabalham para fazer respeitar e defender o direito internacional", afirmou o Secretário geral da ONU, Antônio Guterres.
Em uma audiência no histórico Tribunal de Nuremberg, onde nazistas foram julgados após a segunda guerra mundial, a jurista dedicou o prêmio " a todos os sobreviventes de crimes internacionais.
CHICO TORQUATO

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