segunda-feira, maio 18

TRF-5 mantém Operação Mederi após PF apontar suposto esquema de propinas em prefeituras


Foto: Reprodução

O desembargador federal Rogério Fialho Moreira, do TRF-5, decidiu manter sob supervisão do tribunal o inquérito da Operação Mederi, que apura suspeitas de fraudes e desvios em contratos de medicamentos envolvendo prefeituras do RN.

A decisão rejeitou manifestação do MPF, que defendia o envio do caso para a primeira instância. Segundo o magistrado, já existem elementos concretos que justificam a continuidade da investigação no âmbito da Corte.

De acordo com os autos, as investigações tiveram origem em relatório do Coaf, que identificou movimentações consideradas atípicas envolvendo a DISMED Distribuidora de Medicamentos Ltda. e a Drogaria Mais Saúde Sociedade Empresária Ltda.

A apuração aponta que apenas uma das contas analisadas teria movimentado mais de R$ 65 milhões entre 2018 e 2023. O inquérito também cita possíveis ligações de gestores municipais de cidades como Tibau e Serra do Mel.

Segundo relatório da PF, a DISMED recebeu R$ 8,15 milhões de recursos públicos entre maio e outubro de 2024. Desse total, R$ 2,21 milhões teriam sido sacados em espécie.

A PF afirma que parte das retiradas ocorreu em valores de R$ 49 mil, abaixo do limite obrigatório de comunicação automática ao Coaf. A investigação também aponta uso de familiares dos investigados para armazenar dinheiro em espécie.

Citação a Allyson e “Fátima”

Em trecho citado no relatório da PF, uma gravação ambiental atribuída ao sócio Oseas Monthalggan menciona divisão de percentuais envolvendo o então prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), e uma pessoa identificada como “Fátima”.

A defesa de Allyson afirmou que ele não possui relação com o empresário investigado e declarou que estava em Brasília nas datas mencionadas no inquérito. A investigação segue em andamento e não há conclusão definitiva sobre responsabilidade criminal dos citados.

Fonte : Blog Do BG

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