
Quem tentou reverter votos favoráveis a Jorge Messias para o Supremo ouviu como resposta que isso só ocorreria com autorização de Davi Alcolumbre (União-AP).
O presidente do Senado conta com apoio majoritário na Casa que lidera e articulou a derrota inédita do governo Lula, que não conseguiu emplacar mais um assessor na Corte. No atual mandato, Lula já emplacou seu advogado na Lava Jato Cristiano Zanin.
Até ontem pela manhã, Messias ainda tinha chance de aprovação, mesmo que apertada. O cenário mudou após o noticiário revelar que a Polícia Federal investiga a entrada no Brasil de cinco malas transportadas em um voo que levava o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Num jantar que reuniu autoridades que tem o mando de campo da política ontem à noite, com a participação de Alcolumbre, o prato principal foi a articulação da derrota.
A PF também deixou vazar que flagrou um suplente de Alcolumbre sacando R$ 350 mil durante apuração sobre desvios no Dnit. Além disso, a corporação mira o próprio Alcolumbre ao investigar sua relação com a Amapá Previdência, que investiu recursos no Banco Master, de Daniel Vorcaro.
As pesquisas eleitorais que colocam Flávio Bolsonaro (PL) na frente de Lula dentro da margem de erro também pesaram na votação. Bolsonaro articulou a derrota de Messias, assim como a bancada evangélica.
Um ministro do Supremo aponta o caminho para o governo ao citar uma frase atribuída ao Marquês de Pombal: “Enterrar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos”. #colunaandrezamatais
➡️ A reportagem completa está na coluna de @mataisandreza. Basta acessar metropoles.com.
🤳 BRENO ESAKI/METRÓPOLES
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