
Defendo uma tese simples: jornalismo — e qualquer forma de comunicação — exige responsabilidade e respeito. Respeito com quem produz a informação e, principalmente, com quem recebe.
O que estamos vendo em Carnaubais é preocupante. A informação virou algo banal, distorcido por perfis falsos que atacam, acusam e espalham versões sem qualquer compromisso com a verdade. Falam o que querem, da forma que querem, e nada acontece.
Se esse mesmo comportamento partisse de alguém identificado, com história e responsabilidade, certamente já haveria consequências. No passado, quando meu saudoso pai, Aluízio Lacerda, atuava, não era assim. Existia reação, existia limite, existia respeito — mesmo nas divergências.
Hoje, o que vemos é o contrário: o anonimato virou escudo para a irresponsabilidade. E isso não atinge apenas pessoas, atinge a credibilidade da informação e o próprio debate público.
Liberdade de expressão é um direito fundamental. Mas não pode ser confundida com liberdade para atacar, mentir ou destruir reputações.
O silêncio diante disso preocupa. Porque quando tudo é permitido, o que se perde é justamente o que mais importa: a verdade e o respeito.
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