terça-feira, dezembro 13

UMA UNIÃO FIRME E DURADOURA

 

Neste 13 de dezembro data memorável consagrada a nossa padroeira Santa Luzia, insere em seu histórico de milagres feitos aos seus fiéis, uma significativa importância na vida deste casal.

Faz hoje exatamente 42 anos de uma consensual cumplicidade afetiva e amorosa. 

Desde que resolvemos de comum acordo, juntar debaixo do mesmo teto, unindo nossas  cabeças aos pés e dormirmos numa mesma cama ou numa redinha punho duplo, para aguentar o peso do nosso corpo.

Eu e Consuelo, depois da noitada anterior na barraca da festa de Santa Luzia nos divertimos o suficiente para no domingo em que se procedia a missa e procissão de encerramento, cometermos uma fuga. 

Perdemos a parte religiosa e fomos para um banho de tanque na comunidade de Arraial, que pertencia ao agropecuarista e empresário cearense, radicado na compra de cera de carnaúba com escritório comercial sediado em Assu, cuja razão social era registrada como Carvalho & CIA.

Fomos atender um convite dos conterrâneos Rivadavia e Osman Alves Cabral, que estavam naquele sitio aconchegante, fazendo um tradicional Pic-Nic.

Foi neste intervalo diurno , tomando umas copadas de cervejas e umas goladas de boa pinga com saborosos tira-gostos, que resolvemos nos entregar aos encantos do amor e do prazer.

Ao cair da tarde, quando todos decidiram voltar para a cidade, não fizemos o caminho de volta, junto com os amigos que estavam lá.

Subimos o tabuleiro e fomos nos arranchar na casa grande de tio Adelfo.

Como cheguei ainda tonto da bebedeira, "mãe Chica", esposa do meu tio, passou uma rede na alpendrada. 

Ocasião em que ferrei no sono, vindo acordar tarde da noite com Consuelo me chamando pra vir embora, pois nunca tinha passado uma noite fora de casa.

Minha reação foi instantânea: para tudo tem a primeira vez.

Moral da história, resolvemos nos amasiar, nesta rede até o sol nascer.

Voltamos para casa no outro dia, pegando uma carona com Dinarte meu primo, numa máquina de "Cortar Palha" que ele era o motorista e dormia na casa de compadre Zé Rosendo.

Era segunda feira, passamos primeiro em casa de Papai e Mamãe. 

Fui informado que Pedro Victor estava cuspindo no cabo do facão pela ausência da filha e já sabedor que ela estava comigo.

Tomamos um café reforçado, peguei Consuelo pela mão e fomos em direção a casa dela.

No caminho fomos bloqueado pela saudosa Maria de João Bonito, casada com um tio de Consuelo: minha filha fique aqui, seu pai tá uma fera, não vai dá certo chegar em casa agora!

Consuelo ficou albergada na casa da tia e fui para o mercado onde ocorria a feira dominical.

No caminho encontrei com Pedro Victor, este foi logo me dando uma intimação de casamento.

Respondi, calma seu Pedro sua filha fugiu com um homem, não vai ficar falada no mundo não.

Ele me perguntou, precisa de quanto para fazer logo este sacramento.

Aí disse tudo que pensava no momento: sou maior e ela também, vou combinar com ela como nós vamos viver.

Na mesma ocasião ainda com uns trocados no bolso, aluguei e paguei adiantado 2 meses de uma casa de Batista Piató, situada ali na rua de Tico de Luís de Lucas.

A noite fui buscar a mulher, que seria minha amada e estimada esposa. 

O casamento veio acontecer 4 anos depois com Adilio tendo 3 anos de idade. 

Deste enlace temos dois maravilhosos de filhos, (Adilio e Cibele) e somos avós  de dois netos, (Maria Izabel e Pedro Victor).

Começamos nossa vida apenas com a cara e  coragem, tendo a Graça de Deus e a responsabilidade que assumimos, como laço permanente de  uma boa união.

Por isto esta data tem muita importância em nossas vidas e que Santa Luzia permaneça nos abençoando!

Nenhum comentário:

Postar um comentário