sábado, agosto 8

UM POETA ASSUENCE NAS TERRAS BAIANAS


       O conterrâneo Edvan Bezerra, meu contemporâneo do Colégio Estadual "JK", membro da Academia Assuence de Letras(AAL) , migrou ainda jovem e não esconde o deslumbramento que lhe causou Salvador/BA. Ficou encantado com a terra de Castro Alves, Gregório de Matos e tantos outros luminares da poesia baiana.

         Membro efetivo da Academia de Cultura da Bahia, deslumbrado com a imagem da mulher morena e sensual, negaciando nos movimentos dos coqueirais e na morna brancura das areias das praias, sintetizando a própria essência estética, cultural e identitária da Bahia.

       Entre a vastidão do Atlântico e a ancestrilidade marcada na pele banhada de sol, forma-se um cenário onde o corpo e paisagem   dialogam em profunda simbiose poética e social.

         Leiamos a inspiração do nosso poeta.

AQUÍFERO 

Assim são meus olhos a chorar por ti 

Duas nascentes a transbordar saudade

Lembrando sempre tudo que vivi 

Com muita dor o meu peito invade 

Em nenhuma rosa teu cheiro senti 

Teu perfume? Pétala é uma metade 

De verter as lágrimas quase enlouqueci 

Manicômio, tudo em tempestade 

Águas já não tenho para tanto 

Quietos, olhos vertem desencanto 

Miram o céu, buscam alegrias 

Nas nuvens veem transitar a paz 

Uma glória que não tive mais 

Só nos choros minhas alforrias 

Edivan Bezerra

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