sábado, agosto 2

Rogério Marinho defende que Poderes devolvam sobra de recursos ao Executivo

 Senador afirma que Executivo virou “primo pobre” do Estado e critica ausência de coragem dos governadores para enfrentar a partilha desigual do orçamento

Redação

Pré-candidato a governador do RN, o senador Rogério Marinho (PL) defendeu nessa sexta-feira 1º que o Governo do Estado busque revisar a distribuição dos recursos públicos entre os poderes, especialmente em momentos de crise fiscal. Para ele, o Judiciário, a Assembleia Legislativa e o Ministério Público devem devolver parte dos duodécimos ao Executivo, responsável direto por manter os serviços essenciais à população.

“Não é possível que, no final do ano, sobre dinheiro no Judiciário, MP, Assembleia e eles, ao invés de devolverem para o RN, repactuem com seus membros ou façam outras ações. O Executivo, que seria aquele que iria ter a responsabilidade de prover políticas públicas para o conjunto da sociedade, é o primo pobre dessa partilha de recursos”, afirmou, em entrevista à Jovem Pan News Natal.

Senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado - Foto: Carlos Moura / Agência Senado
Rogério Marinho ataca gestão Fátima (PT) e cobra ruptura com modelo atual. Foto: Carlos Moura

Ele criticou a falta de enfrentamento por parte dos governadores nas últimas duas décadas. Segundo ele, falta liderança para abrir diálogo com os chefes dos demais poderes sobre a situação financeira do RN. “Há 20 anos não tem um governador com a coragem e legitimidade de sentar-se numa mesa e – não é impor – conversar com os presidentes dos poderes e dizer: ‘cada um de vocês tem que dar a sua cota de responsabilidade’. Porque o RN depende de todos nós”, enfatizou.

Para ele, é preciso coragem para ser disruptivo, com medidas que, mesmo impopulares, garantam o funcionamento mínimo do Estado. E citou a precariedade da estrutura pública para justificar a urgência dessas mudanças. Entre outras medidas, ele citou a necessidade de não conceder aumentos reais a servidores públicos – o que representaria uma espécie de congelamento de salários.

Siga o canal “Agora RN” no WhatsApp

“Não dá para todos os anos um governador posar de bonzinho fazendo plano de carreiras para funcionários públicos e faltar esparadrapo em hospitais regionais. […] Não dá ter estruturas inservíveis, que custam dinheiro ao contribuinte, e ter estradas sucateadas. Ter escolas sem condição de proporcionar uma educação de qualidade”.

“RN está em coma”

Marinho traçou um quadro de colapso da gestão estadual, dizendo que o RN “não está em um estado ruim, mas catastrófico. Eu diria em coma”. Segundo ele, o RN ocupa o último lugar em cinco dos sete indicadores nacionais de proficiência estadual, sendo o 22º nos demais.

Ele fez críticas diretas à governadora Fátima Bezerra (PT), a quem reconheceu como uma figura respeitável do ponto de vista pessoal, mas reprovável do ponto de vista administrativo.

“Quem nos governa há quase seis anos é uma governadora que é professora, mas o Estado é o último colocado no Ideb (Índice de Desenvolvimento de Educação Básica). Do ponto de vista gerencial, ela é um desastre. É como se fosse um piloto de teco-teco no manche de um Boeing. Ela não sabe o que está fazendo. E quem está sofrendo são os passageiros. Somos nós”, disparou.

Siga o canal “Agora RN” no WhatsApp

O senador afirmou que está trabalhando com sua equipe na elaboração de um projeto alternativo para o Estado, que será construído ouvindo a população. “Só fazer a crítica é muito confortável. Só jogar pedra na vidraça é muito cômodo, é muito conveniente. Então, por isso é que nós estamos tendo a responsabilidade de fazer um projeto para o Estado, ouvindo a população, identificando os problemas e apresentando as alternativas de resolução.

Disputa eleitoral de 2026 e alianças: “Direita tem um pré-candidato”

Ao falar sobre as eleições de 2026, Rogério Marinho reforçou que a direita já tem um pré-candidato no RN, referindo-se a si próprio, e diferenciou sua posição da do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) e do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União). Segundo ele, Álvaro e Allyson são representantes do centro ou centro-direita.

“A direita tem um pré-candidato. A esquerda tem um pré-candidato, que é o Cadu Xavier (PT). E existem candidatos do centro e centro-direita, que são respeitáveis. O Allyson e o Álvaro estão nesse espectro da política”, afirmou.

Para ele, a união é bem-vinda, mas não pode ocorrer apenas em torno de nomes, e sim com base em projetos que rompam com a lógica atual. “Essa união é para chegarmos juntos. Nós queremos o apoio deles. Estamos dispostos a nos compor. Agora, não em torno de nomes. Em torno de um projeto”.
Marinho defendeu que os políticos assumam compromissos claros com mudanças estruturais e deixem de lado o “politicamente correto”.

“Só vou votar em alguém que esteja disposto a fazer a discussão comigo. Não dá mais para a gente fazer de conta que vamos votar em alguém que é muito bonito, que é muito simpático, que tem uma música interessante. Eu não vou ser aquele que vai dizer o que agrada ao politicamente correto”.

Siga o canal “Agora RN” no WhatsApp

Ao ser questionado se abriria mão de um projeto estadual para disputar uma vaga nacional, o senador respondeu que já comunicou ao partido sua disposição de disputar o Governo do Estado, mas que a definição será feita no fim do ano.

“Eu já disse ao meu partido que estou imbuído da convicção da necessidade de me colocar na disposição do Estado para o governo do Estado. Agora, é evidente que no final do ano nós vamos fazer essa avaliação junto com a cúpula nacional e também vamos escutar o povo do RN”.

Ruptura com elites

Marinho declarou que só será candidato ao governo se puder apresentar um projeto de transformação capaz de enfrentar “castelos” e “corporações”. Ele disse que o Estado chegou a um nível de deterioração sem precedentes e que é preciso romper com o que chamou de cultura da “má gestão continuada” dos últimos 20 anos. E que a decisão de disputar o governo em 2026 dependerá da capacidade de construir um plano corajoso, com reformas profundas, e de reunir forças políticas capazes de sustentar essa proposta.

“O RN é hoje o 27º Estado em solidez fiscal, sustentabilidade ambiental, investimento público e desempenho na educação básica. Está em penúltimo lugar em eficiência da máquina pública e potencial de mercado. A situação se agravou extraordinariamente nos últimos seis anos, e quem epaga a conta é o povo”, afirmou.

Para o senador, o atual governo acelerou a decadência do Estado e o transformou em um local hostil para quem quer empreender. “A governadora comemora o pagamento de salário em dia enquanto os hospitais regionais estão sucateados, falta esparadrapo no Walfredo Gurgel, e as estradas estão destruídas”.

Siga o canal “Agora RN” no WhatsApp

Marinho garantiu que não abrirá mão da responsabilidade de debater o futuro do RN. Ele disse estar disposto a construir uma alternativa com coragem para enfrentar privilégios e romper com práticas que considera anacrônicas. “É preciso ter coragem para quebrar castelos, mexer com corporações e fazer o que tem que ser feito. Nós temos cerca de dois mil imóveis públicos no Estado, e isso enquanto falta infraestrutura básica nas escolas, nas estradas, nos hospitais”, afirmou. Ele também criticou o modelo de gestão centrado apenas no funcionamento da folha de pagamento: “É gerir folha e deixar o Estado afundar”.

Marinho afirmou que, caso decida ser candidato, levará adiante reformas como a administrativa, já defendida por ele no Congresso. “Sou o mesmo que fez a reforma trabalhista, conduziu a previdenciária e defendeu o fim dos supersalários. Sempre defendi o equilíbrio das contas públicas e o respeito ao contribuinte”. Segundo ele, o próximo governador precisa ser alguém disposto a enfrentar pressões políticas e resistências corporativas, com respaldo popular. “É uma missão. Não é algo para alguém que só quer administrar o cotidiano”.

Apesar de aparecer nas primeiras posições em pesquisas recentes, o senador evitou confirmar a candidatura. Disse que ainda há tempo e que o foco do seu grupo é construir um projeto viável, com apoio de partidos e da sociedade. “Nós temos até as convenções de 2026 para definir, mas já estamos trabalhando. Realizamos 35 oficinas e cinco seminários no interior. Estamos ouvindo a população. O sexto seminário será em Natal, no dia 16 de agosto”.

Questionado se sua atuação nacional o afastaria da base potiguar, o senador respondeu que presença não é apenas física. “Não adianta estar em Pau dos Ferros e não resolver o problema do hospital regional. As pessoas precisam de água, emprego, escola funcionando, e isso só se faz com projeto, competência e capacidade de atrair investimento”. Ele defendeu um ambiente com previsibilidade, segurança jurídica e regras claras para atrair capital privado.

Marinho também criticou o uso político do Estado e o que chamou de “populismo administrativo”. Para ele, o desafio é devolver ao RN sua capacidade de investir e planejar o futuro. “A gente precisa reconciliar o Estado com a população. Isso se faz com um projeto firme, reformas profundas e enfrentamento. Se não for para isso, não contem comigo”.

Lei Magnitsky aplicada por Trump contra Moraes atinge bancos fora dos EUA e raramente é revertida


Foto: Wilton Junior/Estadão

A Lei Global Magnitsky, usada pelo governo Donald Trump contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, é raramente revertida e provoca efeitos que vão além dos Estados Unidos, atingindo também bancos e empresas de outros países. Levantamento da Universidade Nacional da Austrália, que acompanhou os 20 primeiros sancionados pela lei entre 2017 e 2020, mostra que apenas dois foram removidos da lista – e que, mesmo nesses casos, as restrições continuaram válidas por até sete anos.

A pesquisa monitorou os impactos práticos da sanção ao longo do tempo e apontou que a proibição de realizar operações que envolvam o sistema bancário dos Estados Unidos costuma ser seguida por bancos e empresas de outros países. A norma também prevê o bloqueio de bens e ativos em território americano, incluindo contas bancárias, investimentos e imóveis. A inclusão na lista é uma decisão do Executivo, via Departamento do Tesouro, sem aval do Judiciário ou do Congresso.

Para especialistas ouvidos pelo Estadão, a medida aplicada a Moraes é injustificada e foge ao padrão da Lei Magnitsky, tanto pelo perfil do ministro, diferente dos alvos tradicionais, quanto por envolver um integrante da Suprema Corte de um país democrático. Ainda assim, eles avaliam que ele deve enfrentar obstáculos semelhantes aos identificados nos demais casos.

O nome de Moraes foi incluído nesta quarta-feira, 30, na lista de sancionados com base na Magnitsky, usada pelos Estados Unidos para punir casos de corrupção e violações de direitos humanos em outros países. Desde que entrou em vigor, a legislação tem sido aplicada sobretudo contra integrantes de regimes autoritários, organizações criminosas e terroristas, além de governos acusados de repressão, com alvos em países como Rússia, China, Irã, Afeganistão e Venezuela.

Para o pesquisador da Universidade Nacional da Austrália e autor do estudo, Anton Moiseienko, embora a sanção seja injustificada e o perfil de Moraes não guarde semelhança com os alvos tradicionais da Lei Magnitsky, uma eventual reversão tende a ser lenta: “O que constatamos é que raramente uma punição desse tipo é revertida e, quando ocorre, leva anos, com efeitos que podem continuar mesmo após a exclusão formal da lista”, afirma.

O professor de Direito Internacional da USP José Augusto Fontoura reforça a avaliação e ressalta que a revogação da medida dependerá de mudanças políticas nos Estados Unidos.

“Mesmo neste caso, com forte contestação diplomática, o processo de exclusão da lista pode demorar, talvez só ocorra em um próximo governo, e isso se o Brasil voltar a se aproximar dos Estados Unidos. Como se trata de uma aplicação excepcional, haveria margem para uma retirada também fora do padrão, mas não é esse o cenário mais provável”, afirma.

Moiseienko também chama atenção para outro entrave: a ausência de critérios claros e públicos para a retirada de nomes da lista. “A pesquisa aponta que não há transparência nos processos de revisão, que tendem a depender mais da conjuntura política nos EUA do que de parâmetros legais estabelecidos”, diz.

Além disso, os impactos da sanção se estendem muito além da inclusão formal na lista. Um dos efeitos mais temidos da lei é justamente o seu alcance no sistema financeiro global, o que levou especialistas a apelidá-la de “pena de morte financeira”. A medida exclui os atingidos não apenas do sistema bancário dos Estados Unidos, mas também compromete sua capacidade de realizar transações com instituições internacionais.

Essa ampliação do impacto também foi identificada pela pesquisa, pontua Moiseienko. “Mesmo sem exigência legal fora do território americano, bancos e empresas de outros países costumam adotar as mesmas restrições por precaução, com receio de sofrer sanções dos Estados Unidos”, ressalta.

O professor da FGV Guilherme Casarões explica que esse efeito cascata é recorrente, já que instituições estrangeiras buscam evitar qualquer risco de penalidades impostas pelos Estados Unidos, como multas.

Ele avalia que Moraes pode enfrentar barreiras semelhantes, mesmo diante do caráter excepcional da medida e de sua posição de ministro da Suprema Corte. “As entidades financeiras podem ficar com receio das sanções”, diz.

O caso do então senador dominicano Félix Bautista, que foi monitorado pelos pesquisadores, ajuda a dimensionar esse tipo de impacto. Embora tenha sido sancionado por corrupção em 2017 na República Dominicana, bancos e parceiros comerciais de países da América Central, do Caribe, da Europa e da Ásia passaram a encerrar contratos não apenas com ele, mas também com sua família, incluindo contas em nome da esposa e empresas controladas por seus filhos.

Aliados de Jair Bolsonaro têm tentado emular, no Brasil, o movimento visto no caso dominicano. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde março e intensificou articulações com autoridades americanas nesse período, vem sugerindo publicamente que a Magnitsky poderia ser estendida a familiares de Moraes.

O parlamentar é investigado pelo Supremo por atuar de forma coordenada com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para pressionar a Corte por meio da imposição de sanções internacionais, com o objetivo de interferir no andamento da ação penal do suposto golpe de Estado, no qual Bolsonaro é réu.

Casarões pondera, no entanto, que ainda não está claro se a sanção será ampliada. A eventual inclusão de familiares de Moraes dependerá de novas deliberações do governo americano, que poderá decidir estender a medida caso entenda que eles se beneficiam de ativos ou estruturas vinculadas ao ministro.

“Vamos ver como será tudo daqui em diante na prática. É uma situação excepcional, inédita para o Brasil e rara até mesmo no contexto internacional”, completa.

Estadão

Banco do Brasil perde R$ 7,7 bi em valor de mercado em 1 dia


Foto: REUTERS

O BB (Banco do Brasil) registrou nesta sexta-feira (1º) uma perda de R$ 7,7 bilhões em valor de mercado. As ações ordinárias (BBAS3) recuaram 6,85% no fechamento –estão cotadas a R$ 18,35 cada.

A instituição encerrou a semana com valor de R$ 104,75 bilhões. É o menor patamar desde 16 de janeiro de 2023, quando o banco era avaliado em R$ 101,62 bilhões. Os dados são de Einar Rivero, da consultoria Elos Ayta.

Trata-se da maior desvalorização diária em 2 anos. O pico do valor de mercado do BB se deu em 6 de fevereiro de 2024, quando o banco era avaliado em R$ 170,09 bilhões. De lá para cá, houve uma queda acumulada de R$ 65,34 bilhões.

“O recuo das ações do Banco do Brasil nesta semana acende um sinal de alerta sobre a confiança do mercado em relação à instituição, e, em sentido mais amplo, ao setor bancário tradicional. O retorno ao nível de valor de mercado observado no início de 2023 mostra que o banco está, aos olhos do mercado, praticamente no ponto de partida após quase dois anos de volatilidade”, afirma Einar.

Analistas do mercado financeiro projetam ganhos mais modestos para o Banco do Brasil no 2º trimestre de 2025. O BTG Pactual publicou um relatório nesta 6ª feira (1º.ago) em que revisou para baixo em 23% o lucro líquido que o BB terá –agora, estima R$ 5 bilhões.

Poder 360

Após sinal de Trump, Lula fala em abertura ao diálogo, mas diz trabalhar em resposta a tarifas dos EUA


Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escreveu nas redes sociais nesta sexta-feira (1º) que o Brasil sempre esteve aberto ao diálogo com os Estados Unidos. A mensagem foi publicada horas após Donald Trump ter afirmado que o petista poderia falar com ele “quando quiser” sobre as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.

“Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano.”

“Ele pode falar comigo quando ele quiser”, afirmou Trump a jornalistas no gramado da Casa Branca, ao ser questionado sobre a possibilidade de negociar sobretaxas. As declarações foram dadas dois dias após o decreto que impôs tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras e no dia seguinte ao tarifaço global que voltou a impor taxas mais altas sobre dezenas de países.

O presidente americano também disse que ama o povo brasileiro e que “as pessoas que lideram o Brasil fizeram coisa errada”, em provável referência ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, alvo de sanções do governo americano.

Ainda que Lula tenha adotado a postura de defesa da soberania nacional, o governo brasileiro vinha insistindo em reabrir os canais de negociação com os EUA, mas sem muito sucesso até esta semana, quando o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reuniu-se em Washington com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.

Lula e Trump, contudo, ainda não discutiram diretamente as tarifas nem se encontraram desde que o americano assumiu o novo mandato, em janeiro.

Nas últimas semanas, depois que o Trump ameaçou o país com as taxas maiores, Lula disse que seu homólogo não pode ser um “imperador do mundo”, que vai dobrar a aposta e que ele mente ao justificar as medidas econômicas.

Em 11 de julho, dois dias após anunciar a nova taxa para o Brasil, Trump disse que não pretendia conversar com Lula, mas disse que o faria talvez em outro momento.

Com os anúncios de Trump, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, tem sido o representante do Brasil na negociação com o país por meio de autoridades, citando especificamente o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnik, como o principal contato.

Por também estar à frente do Mdic, Alckmin está se reunindo com empresários e representantes de setores da indústria, do agronegócio, da tecnologia e outros segmentos para tratar dos impactos da medida americana na economia brasileira.

A retaliação de Trump ao Brasil foi anunciada por meio de carta em uma rede social, na qual o americano também criticou a justiça brasileira pelo tratamento dado a Jair Bolsonaro (PL), acusando o judiciário brasileiro de perseguir o ex-presidente.

Folha de S.Paulo

🩺 Saúde do Trabalhador – Prevenir é Viver!


📅 04 de Agosto| 🕔 17h às 20h

📍 UBS do Entroncamento

Cuidar da saúde também é prioridade!

Participe desta ação especial voltada aos trabalhadores da nossa comunidade.

✅ Atendimento com médico

✅ Enfermagem

✅ Odontologia

Não perca essa oportunidade de cuidar de você!

Bruno Henrique é denunciado pelo STJD por manipulação e pode ser suspenso por até dois anos

 

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi denunciado nesta sexta-feira, 2, pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por suposto envolvimento em manipulação de resultados esportivos. A informação foi divulgada pelo Uol e confirmada pelo Estadão. A defesa do jogador e o Flamengo foram procurados e não se manifestaram.

O atleta ainda será julgado, o que significa que ele está liberado, ao menos por enquanto, para cumprir sua rotina no Flamengo. Deve, inclusive, viajar com a delegação à Fortaleza para o duelo com o Ceará, domingo, no Castelão.

Segundo investigação da Polícia Federal, o jogador teria forçado um cartão amarelo de forma deliberada durante a partida entre Flamengo e Santos, disputada em novembro de 2023, no Mané Garrincha, válida pelo Campeonato Brasileiro. A conduta teve como objetivo beneficiar apostadores, entre eles seu irmão, Wander Pinto Junior, e sua cunhada, Ludymilla Araújo Lima.

A apuração foi baseada na análise de mensagens trocadas entre Bruno Henrique e Wander, nas quais combinam previamente a infração para obter lucro em plataformas de apostas.

A procuradoria enquadrou o atleta em diversos artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O artigo 243, parágrafo 1º, trata de “atuar deliberadamente de forma prejudicial à equipe que defende”, com agravante em caso de vantagem financeira. Já o artigo 243-A, parágrafo único, prevê punição para quem “atua de forma contrária à ética desportiva com o fim de influenciar o resultado de partida”.

Bruno Henrique também foi denunciado com base no artigo 184, que trata da prática de duas ou mais infrações; e no artigo 191, inciso III, por dificultar ou deixar de cumprir regulamentos da competição. A procuradoria ainda citou o artigo 65, incisos II, III e V, do Regulamento Geral de Competições da CBF, que considera ilícita qualquer conduta de atletas, técnicos e dirigentes que incentive ou facilite apostas em partidas nas quais tenham influência direta ou indireta.

As penas previstas para as infrações acumuladas vão de suspensão entre 360 e 720 dias, suspensão de 12 a 24 partidas, além de três multas que variam de R$ 100 a R$ 100 mil cada.

Também foram denunciados seu irmão, Wander Junior, além de Claudinei Vitor Mosquete Bassan, Andryl Reis e Douglas Barcelos — todos atletas acusados de terem lucrado com apostas feitas sobre o cartão amarelo recebido por Bruno Henrique.

Além da denúncia na esfera esportiva, Bruno Henrique também virou réu na Justiça comum. A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) foi aceita parcialmente pela 7ª Vara Criminal de Brasília, e o jogador agora responde criminalmente.

Estadão

Haddad quer falar com secretário americano antes de Lula ligar para Trump

 

Foto: Samuel Reis/Metrópoles

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (1º) que pretende conversar com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, na próxima semana, para tratar das tarifas de 50% impostas por Washington a parte das exportações brasileiras. Segundo o ministro, o encontro pode abrir caminho para um eventual diálogo direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano, Donald Trump.

“Ainda não há data definida, mas essa reunião é essencial para esclarecer os impactos da medida e retomar os canais de negociação”, disse Haddad. Ele destacou que o governo brasileiro considera a decisão dos EUA unilateral e que pretende apresentar argumentos técnicos sobre os impactos econômicos e legais da medida.

Trump afirmou que Lula pode ligar “quando quiser” para discutir as tarifas. A declaração foi dada a jornalistas no jardim da Casa Branca. “Acho ótimo. A recíproca também é verdadeira. O presidente Lula estaria disposto a receber um telefonema dele quando ele quiser”, respondeu Haddad ao ser questionado sobre a fala do líder americano.

A sobretaxa, decretada no final de julho, foi justificada por Trump como uma resposta a ações “incomuns” e “extraordinárias” do governo brasileiro, classificadas como ameaça à segurança nacional dos EUA. Apesar disso, cerca de 44,6% das exportações do Brasil foram poupadas da tarifa, incluindo produtos como petróleo, celulose, suco de laranja, minério de ferro e aviões.

Além do impacto comercial, a agenda entre Brasil e Estados Unidos pode incluir a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O governo americano impôs sanções ao magistrado no mesmo decreto que anunciou o tarifaço. Haddad afirmou que pretende esclarecer a Bessent como funciona o sistema judiciário brasileiro e rebater o que chamou de “desinformação” sobre o tema. O presidente Lula também se manifestou nas redes sociais nesta sexta. Disse que o Brasil “sempre esteve aberto ao diálogo” e que continuará defendendo sua economia, empresas e trabalhadores. “Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições”, escreveu.

Paralelamente, o governo federal discute medidas para mitigar os impactos da tarifa. No Ceará, por exemplo, o governador Elmano de Freitas e Haddad avaliaram a possibilidade de que o Estado e prefeituras comprem alimentos prejudicados pela medida, como peixes e frutas, para uso em programas sociais. Ainda não há previsão de um encontro presencial entre Lula e Trump. Segundo Haddad, tudo dependerá dos desdobramentos da conversa com o secretário do Tesouro americano.

Jovem Pan News

Presa na Itália, Zambelli ganha tempo em processo na CCJ da Câmara


Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Presa na Itália, a deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) deve ganhar tempo no processo de perda do seu mandato que tramita na Comissão Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Inicialmente, a previsão era de que o processo contra a parlamentar fosse votado pelos deputados na comissão no início de agosto, logo após a volta do recesso de julho no Legislativo.

A previsão, porém, mudou. À coluna do Igor Gadelha, o presidente da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), disse que o processo deve ser analisado somente em setembro, devido aos tramites da ação.

O parecer sobre o caso, por exemplo, ainda não foi apresentado pelo relator, Diego Garcia (Republicanos-PR), e só será votado quando testemunhas e a própria Zambelli forem ouvidas.

O presidente da CCJ, segundo apurou a coluna, tem uma conversa com o relator do caso prevista para a terça-feira (5/8). No encontro, eles devem conversar sobre o calendário para o processo.

Extradição pode afetar futuro de Zambelli

Como a coluna noticiou, a possível extração de Zambelli, se ocorrer logo, tem potencial para influenciar o processo de perda do mandato da parlamentar na Câmara.

“Com a prisão, não haverá nenhuma alteração no que estamos avaliando na CCJ. O que pode acontecer é que, em caso de extradição, interfira no julgamento, em como cada deputado vai votar (em relação à perda de mandato)”, avalia o presidente da comissão.

Metrópoles – Igor Gadelha

Após dois anos de calor intenso, Brasil volta ter inverno e frio segue até meados de agosto

 

Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

Após dois anos de calor contínuo e escorchante, o inverno de 2025 no Sudeste e Sul do Brasil traz o tempo de matar a saudade do velho normal. E pelo menos até meados deste mês de agosto, o friozinho segue firme, como se espera que aconteça no inverno, afirma o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador de operações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Não houve o que pode se chamar de inverno nos anos de 2023 e 2024, os mais quentes da História. Mas este ano, as temperaturas têm se mantido em sua maior parte dentro da média histórica da estação, com algumas pequenas anomalias de frio no Sul, considerados junho e julho, normalmente os meses mais frios.

“A verdade é que muita gente pensa que estamos tendo um frio excepcional porque esquecemos como era o inverno. Mas é apenas uma sensação. O inverno está dentro da normalidade. Por exemplo, em junho, o Sul teve uma anomalia, mas isso acontece. Às vezes, um mês fica abaixo da média num local, mas isso é esperado”, destaca Seluchi.

Em junho, o Sul ficou abaixo da média histórica. Em julho, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi o Rio de Janeiro. Mas essas oscilações são esperadas. E, acrescenta Seluchi, no Centro-Oeste e em parte das Amazônia o inverno está até mais quente do que a média histórica.

“A gente tem o viés de pensar em grandes cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, que tiveram um ou outro dia de frio excepcional. Mas se olharmos o todo, está dentro da normalidade. Por exemplo, no inverno de 2020 geou muito em cidades paulistas do Vale do Paraíba”, observa Seluchi.

Segundo ele, o friozinho típico invernal deve seguir pelo menos até o fim da segunda semana de agosto.

“O que pode estar ajudando a criar a sensação de frio é a sequência de frentes frias, como essa dessa semana, associada a um ciclone extratropical, que trouxe ressaca. E na semana que vem haverá outra. Nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo nas próximas duas semanas o frio ficará na média e, por vezes, até abaixo dela. O frio segue firme”, salienta Seluchi.

Meteorologistas explicam que as temperaturas abaixo dos 20°C que se tornaram frequentes desde junho não são excesso de frio, mas falta de memória do que é um inverno. O calor que superou com frequência e facilidade os 30°C durante os “invernos” de 2023 e 2024 parece ter derretido as lembranças dos invernos verdadeiros de outrora.

Seluchi diz que a configuração da atmosfera está favorecendo nas últimas semanas a condição de frentes frias passando com frequência e intensidade.

“Mas isso pode perfeitamente se reverter mais à frente. Mas no final de agosto e setembro, podemos passar calor, como já aconteceu outras vezes”, diz ele.

Nem num dos lugares mais frios do Brasil, a Serra da Mantiqueira (entre RJ, SP e MG), recordes históricos foram superados. Lá fica o Parque Nacional do Itatiaia (PNI) que tem os recordes de baixas temperaturas, mesmo no verão devido à altitude acima dos 2.000 metros e as características geográficas da região. O recorde do Brasil foi registrado lá: -13,3⁰C, em agosto de 2016.

Tem feito muito frio, mas nada que assombre pela magnitude, como os recordes de calor, por exemplo, do verão deste ano. Até agora, a menor temperatura da estação foi em Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, com -10,3ºC, em 2 de julho, num lugar apropriadamente chamado Terra do Gelo.

“O inverno deste ano está excelente. Junho e julho, que são os meses mais frios, nada a reclamar! Um inverno bem padrão mesmo, que a gente não tinha há alguns anos”, afirma o meteorologista William Siqueira, que presta consultoria climática a produtores rurais e conhece como poucos a Mantiqueira.

Siqueira tem 1.500 estações meteorológicas, no padrão oficial, nos lugares tradicionalmente mais frios do Brasil, fora de áreas urbanas, normalmente mais quentes. Muitas delas estão em áreas de propriedades rurais.

Ele explica que as estações dele costumam registrar temperaturas ainda mais baixas do que as do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) porque ficam em áreas propícias ao frio. Já às do Inmet quase sempre estão em áreas urbanas, que não têm as condições ideais para acúmulo de ar frio.

Seluchi diz que este é o que se considera um ano neutro, sem La Niña (mais frio) ou El Niño (mais calor). Porém, a região central do Oceano Pacífico está um pouco mais fria do que o normal – 0,2°C abaixo da média – rodeada por águas mais quentes e isso favorece uma atmosfera em condições relativamente semelhantes às de uma La Niña, caracterizada por águas do Pacífico pelo menos 0,5ºC abaixo da média.

“Isso poderia explica por que as frentes frias estão passando com frequência e intensidade e de por que está chovendo um pouco abaixo da média no Sul, à exceção de alguns episódios muito chuvosos que tivemos em junho. Fora casos de curta duração, a tendência é de chuva abaixo da média”, diz Seluchi.

De acordo com ele, existe uma pequena chance de se formar uma La Niña mais para o final do ano. Mas, por ora, isso é apenas uma possibilidade.

O Globo

Oito ministros não se manifestam a favor de Moraes em sessão do STF


Foto: Antonio Augusto/STF

A sessão de reabertura das atividades do Judiciário foi marcada por discursos dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) favoráveis à soberania brasileira. As falas também incluíram palavras de solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes, sancionado nesta semana pelo governo dos Estados Unidos.

O decano Gilmar Mendes, o presidente Luís Roberto Barroso e o próprio Moraes fizeram discursos. Os ministros que não se manifestaram foram André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Edson Fachin, Nunes Marques e Luiz Fux.

Cármen Lúcia, contudo, se manifestou na abertura da sessão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o qual preside. A ministra afirmou que Moraes será lembrado na história pela sua atuação nas eleições de 2022.

Na noite anterior, uma reunião no Palácio do Planalto entre o presidente Lula e os magistrados da Corte também contou com ausências: seis dos onze ministros não compareceram.

Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça foram nomes ausentes em foto que pretendia mostrar unidade contra as punições dos EUA expedidas a Moraes.

Alguns, como Gilmar e Dino, também se manifestaram publicamente no dia em que as sanções foram aplicadas.

CNN Brasil

Morre jornalista José Roberto Guzzo, aos 82 anos


Foto: reprodução

O jornalista José Roberto Guzzo morreu aos 82 anos no início deste sábado, 2, em São Paulo, vítima de um infarto. A informação foi confirmada pela revista digital Oeste, da qual Guzzo era colunista e integrante do conselho editorial. Nos anos finais da carreira, o jornalista também assinava colunas nos jornais O Estado de S. Paulo e Gazeta do Povo.

Guzzo foi diretor de redação da revista Veja entre 1976 e 1991, período em que o veículo publicou algumas de suas reportagens mais relevantes e lançou uma edição paulista, a Veja São Paulo. Dirigiu ainda a revista Exame, integrou o conselho editorial da Abril e foi colunista do jornal mineiro O Tempo.

IstoÉ

Aniversariante do dia!

quero hoje parabenizar, o nosso amigo de longas datas e conterrâneo e empresário Helder Cortês.

Que este dia seja repleto de felicidade,com muita paz e prosperidade para você e sua família.

sexta-feira, agosto 1

📚✨ Encerramos neste dia 01/08 mais um ciclo de aprendizado com o último encontro formativo do curso Leitura e Escrita na Educação Infantil – LEEI!


Foram momentos de troca, construção coletiva e fortalecimento do compromisso com uma educação infantil de qualidade. Nossos professores seguem ainda mais preparados para despertar o prazer da leitura e da escrita desde os primeiros anos! 🧒🏽👧🏽✏️📖

📍Mais uma ação da Prefeitura de Carnaubais, por meio da Secretaria Municipal de Educação dentro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada em prol da valorização dos nossos educadores e do futuro da nossa gente. 💛

Moraes chama de “patética” tentativa de intimidação ao STF e diz que vai ignorar sanções de Trump


Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (1º) que a Corte não irá se “envergar a ameaças covardes e infrutíferas”, e que pretende ignorar as sanções aplicadas contra ele pelo governo dos Estados Unidos. Moraes classificou como “patética” a tentativa de intimidação ao STF.

“As ações prosseguirão. O rito processual do STF não se adiantará, não se atrasará. O rito processual do STF irá ignorar as sanções praticadas. Esse relator vai ignorar as sanções que lhe foram aplicadas e continuar trabalhando, como vem fazendo, no plenário, na Primeira Turma, sempre de forma colegiada”, disse Moraes.

“Não é possível aceitar pressões por um tirânico arquivamento dessas ações penais”, disse. “Isso seria atender a pessoas que se consideram acima da Constituição, traidores da pátria”, afirmou.

Ele prosseguiu: “Esta Corte vem, e continuará realizando sua missão Constitucional. Em especial, neste segundo semestre, realizará os julgamentos e as conclusões dos quatro núcleos das importantes ações penais relacionadas à tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro“.

Moraes fez o pronunciamento durante a cerimônia de abertura do semestre Judiciário, após o recesso.

Esta é a primeira fala pública do ministro após ser incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, norma do governo dos EUA para punir estrangeiros.

Com informações de Poder 360 e g1

São João do Assú movimenta R$ 80 milhões e recebe nota 9,29, diz pesquisa Fecomércio.


Fotos: Divulgação

O São João do Assú 2025, festa junina mais antiga do mundo, encerrou sua 299ª edição com resultados expressivos tanto para a cultura quanto para a economia local. De acordo com pesquisa de impacto econômico realizada pelo Sistema Fecomércio RN e apresentada nesta sexta-feira (1º), a movimentação financeira durante o São João chegou a R$ 80 milhões, distribuídos em diversos setores da cidade, como hotelaria, vestuário, beleza, alimentação e bebidas.

Dinheiro circulando nos pequenos negócios é um fato muito positivo. A avaliação dos empreendedores locais foi extremamente favorável, com destaque para os Microempreendedores Individuais (MEIs) e Microempresas (MEs), que geraram boa parte da renda movimentada durante o evento. Cada MEI e ME faturou, em média, entre R$ 15 mil e R$ 17 mil durante o período de festa. A cada R$ 1 investido na realização do evento, R$ 8 retornaram para a economia da cidade, um retorno expressivo que reforça a importância da festa para a divisão de renda e fortalecimento do comércio local.

O levantamento também apontou a satisfação e confiança dos participantes. Cerca de 95,5% afirmaram que pretendem retornar ao evento em 2026, enquanto a confiança geral na organização alcançou 95%, um dos índices mais altos dos últimos anos, conforme avaliação dos empresários locais. A nota média atribuída pelos turistas e moradores foi de 9,29, quase unânime na aprovação da festa.

Outro dado relevante mostra que quase 70% dos participantes tiveram conhecimento do evento por meio das redes sociais, o que reforça a importância da comunicação digital para o sucesso da festa. O público do São João do Assú é cativo: 56,3% dos entrevistados afirmaram já ter participado da celebração seis vezes ou mais.

A segurança foi um dos pontos mais destacados na pesquisa, com 95% dos participantes demonstrando confiança nas ações realizadas durante o evento. Para garantir esse resultado, a organização contou com centenas de policiais e equipes de segurança, além de um sistema avançado de monitoramento com câmeras, reconhecimento facial e de placas de veículos roubados, e uma central de vídeo integrada.

Além dos aspectos econômicos e de segurança, a programação cultural contou com atrações nacionais de peso, como Alok, Pablo, Natanzinho Lima, entre outros artistas renomados. Porém, o São João do Assú é muito mais que festa: é uma celebração de fé e devoção ao santo padroeiro São João Batista, expressa também no tradicional Auto de São João Batista, espetáculo gratuito e ao ar livre que emociona moradores e visitantes.

A Prefeitura do Assú reforçou os postos avançados de saúde para garantir atendimento eficiente durante os dez dias de festa, priorizando o bem-estar de todos.

O prefeito Lula Soares ressaltou a importância do São João para a cidade: “Só o Microempreendedor Individual arrecadou em 11 dias de festa o que lucra geralmente em todo ano. Essa festa é a expressão da nossa cultura, da nossa fé e da nossa identidade. Além de trazer alegria e celebração, gera emprego, renda e fortalece toda a cadeia produtiva do município. Desde o dia que terminou o São João 2025 já começamos a trabalhar nos 300 anos de festa em 2026, pois é nossa festa, nossa valoriza, nosso fortalecimento econômico”.

O São João do Assú 2025 é, portanto, um evento que une tradição, cultura, segurança e economia, reafirmando a força do município e seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a valorização de suas raízes. Realizado entre os dias 14 e 24 de julho, o evento reafirmou seu papel como um dos maiores e mais importantes festejos do Rio Grande do Norte, atraindo milhares de participantes e consolidando o município como referência em fé, tradição e lazer.

Brasil “Fugiu do país covardemente”, diz Gilmar Mendes sobre Eduardo Bolsonaro


Foto: Rosinei Coutinho

O ministro Gilmar Mendes, decano do (STF), Supremo Tribunal Federal, criticou na manhã desta sexta-feira (1º), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) por ter fugido “covardemente” do país e “difundir aleivosias contra o Supremo Tribunal Federal”.

Fala acontece no dia em que a Suprema Corte retoma os trabalhos do segundo semestre e se manifesta sobre as sanções dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e Alexandre de Moraes.

“Nos últimos dias temos acompanhado com perplexidade uma escalada de ataques contra membros do Supremo Tribunal Federal e assim contra toda a Corte e contra todo o povo brasileiro, de forma agressiva e totalmente inusual”, começou o decano.

“Os fatos recentes se revelam ainda mais graves, porque decorreram de uma ação orquestrada de sabotagem contra o povo brasileiro por parte de pessoas avessas à democracia, armadas com os mesmos radicalismo, desinformação e servilhismo que vem caracterizando sua conduta já há alguns anos”, continuou.

“Não é segredo para ninguém que os ataques a nossa soberania foram estimulados por radicais, inconformados pela sua derrota política nas últimas eleições presidenciais. Entre eles, um deputado que, na linha de frente do entreguismo, fugiu do país para covardemente difundir aleivosias contra o Supremo Tribunal Federal, um verdadeiro ato de lesa pátria”, declarou o ministro.

CNN

Brasil “Moraes presta serviço fundamental à democracia”, diz Gilmar Mendes


Ministro Gilmar Mendes. Sessão plenária do STF. Brasilia, 20-06-2018. Foto: Sérgio Lima/Poder 360

Foto: Reprodução

O ministro Gilmar Mendes, decano do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu nesta 6ª feira (1º.ago.2025) a atuação de Alexandre de Moraes nas investigações sobre a tentativa de golpe de 8 de Janeiro.

Durante a abertura do ano do Judiciário, Gilmar destacou o papel de Moraes à frente dos processos que apuram os ataques aos Três Poderes e a tentativa de golpe, que buscaram impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito em 2022.

“Ministro Alexandre, Vossa Excelência tem prestado um serviço fundamental ao Estado brasileiro, demonstrando prudência e assertividade na condução dos procedimentos instaurados para a defesa da democracia”, declarou.

Gilmar também criticou os ataques dirigidos a Moraes e disse que eles partem de “radicais inconformados” com os avanços das investigações. “O alvo central contra quem as baterias dos radicais têm se voltado é o eminente Ministro Alexandre de Moraes, responsável pela apuração da tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do governo eleito em 2022”, disse.

Segundo o decano, as críticas ao relator do caso são motivadas por interesses políticos e por campanhas de desinformação: “As censuras que têm sido dirigidas ao Ministro Alexandre […] partem de radicais que buscam interditar o funcionamento do Judiciário e manietar as instituições fundamentais de uma democracia liberal”.

Gilmar afirmou que não há indícios de irregularidade nos atos processuais conduzidos por Moraes. “Não há nenhum fato real, concreto e individualizado que sinalize o menor desvio, ou descuido, do relator em relação ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório”, declarou.

O ministro também disse que os ataques ao STF e a Moraes “não intimidarão” a Corte. “Este Supremo Tribunal Federal não se dobra a intimidações!”, disse.

O ministro ainda reafirmou que as instituições brasileiras são sólidas: “Que ninguém duvide da imparcialidade e da legitimidade da atuação do STF, e que ninguém ouse desrespeitar a soberania do Brasil. A democracia e as instituições brasileiras são fortes e resilientes”.

Poder 360

Igor Cabral é transferido para cadeia pública em Ceará-Mirim; Justiça nega cela isolada


Foto: reprodução

Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, que agrediu a namorada com pelo menos 60 socos no rosto dentro de um elevador em um condomínio no bairro de Ponta Negra, zona Sul de Natal, foi transferido para a Cadeia Pública Dinorá Simas Lima Deodato (CPDS), localizada no município de Ceará Mirim, na região Metropolitana de Natal.

A informação foi divulgada pela Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (SEAP) nesta sexta-feira (1º). Igor estava custodiado no Centro de Recebimento e Triagem, em Parnamirim, numa cela com outros seis presos. De acordo com a nota divulgada pela pasta, o custodiado foi alocado em uma ala compatível com seu perfil psicossocial, conforme avaliação técnica. A Cadeia Pública de Ceará-Mirim não possui celas individuais.

Justiça nega cela isolada

A defesa de Igor Cabral pediu à Justiça que ele fique em isolamento na cadeia para “preservar sua vida e integridade física”. O pedido foi protocolado na última terça-feira (29). No entanto, conforme informado pela SEAP, a Cadeia Pública de Ceará-Mirim não possui celas individuais. Na petição, a defesa do acusado alegou ameaças de uma facção criminosa e pede “isolamento para preservar sua vida e integridade física”.

Com informações de Tribuna do Norte

ESTELIONATOS VIRTUAIS AUMENTAM 165% E RN TEM O MAIOR CRESCIMENTO DO BRASIL



O número de casos de estelionatos virtuais no Rio Grande do Norte disparou. Foram 5.007 casos em 2024 contra 1.888 em 2023, segundo dados do Anuário Brasileiro da Segurança Pública. O aumento percentual é de 165%, o maior do país. No Brasil, o aumento nessa modalidade de crime foi de 26%. Para especialistas, o aumento do uso de plataformas e redes sociais e a falta de conhecimento para se proteger de crimes cibernéticos são fatores que podem explicar o aumento expressivo no Estado e no Brasil.


Segundo os dados do Anuário, a taxa por 100 mil habitantes ficou em 145,3 no RN, sendo a segunda maior do Nordeste e a 10ª maior do Brasil. Na região, o RN ficou atrás apenas de Alagoas, que registrou taxa de 230 por 100 mil habitantes. No Brasil, o estado com a maior taxa por 100 mil habitantes foi Santa Catarina, com taxa de 903,8. Estados como Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco não possuem dados. O estelionato previsto no art. 171 do Código Penal passou a incluir, a partir de 2021, as modalidades de fraude eletrônica, tipificadas nos parágrafos 2º-A, 2º-B e 3º do mesmo artigo. As penas para este tipo de crime são de 4 a 8 anos de reclusão.


Na avaliação da advogada Beatriz Torquato, presidente da Comissão de Direito Digital da OAB-RN, o aumento expressivo se deve a uma questão multifatorial, sendo a primeira delas uma nítida migração do crime patrimonial físico para o digital.


“Com o avanço de tecnologias de bloqueio e rastreamento de celulares, o roubo de aparelhos se tornou menos atrativo, levando muitos criminosos a apostar em golpes digitais, que oferecem maior lucratividade e menor risco de flagrante. Esse movimento também é refletido nas estatísticas de segurança pública do estado, que mostram uma redução consistente nos índices de furtos e roubos de celulares e veículos, enquanto os registros de estelionatos eletrônicos aumentam de forma acelerada”, analisa.


Ainda segundo a advogada, outro fator é o aumento da exposição nas redes sociais, com muitos casos sem qualquer proteção de privacidade, cujos perfis trazem informações como nome de familiares, profissão, localização, número de telefone e até mesmo rotina diária. “Isso fornece aos golpistas um conjunto de dados que facilita fraudes por engenharia social, como clonagem de contas, falsos boletos e cobranças indevidas”, aponta.


Segundo análise de Rodrigo Jorge, especialista e ativista em cybersegurança, uma das possíveis respostas para o aumento está no fato de que “possa haver uma impunidade maior”, isto é, um “sistema de segurança pública que acaba não sendo eficiente e com isso pode se operacionalizar o crime naquela região com mais certeza que sairá impune”, lembra. “Até poucos meses o RN não tinha uma delegacia especializada no combate aos crimes digitais, e talvez a que existe hoje não seja suficiente para a demanda”, acrescenta.


“Ao mesmo tempo, esse número pode trazer uma percepção inversa: se tem um número maior no RN, pode se dar a uma população mais consciente e que vai atrás das autoridades para comunicar. Pode ser que em outros locais a população não faça esse reporte e com isso o número seja menor do que o real. Portanto, para responder com uma precisão maior seria preciso estudar um pouco mais. Eu vejo que o RN tem uma peculiaridade: a imprensa está sempre publicando matérias de conscientização para ajudar a população a se precaver e isso pode ser um dos fatores”, aponta.


Em fevereiro deste ano, a Polícia Civil do RN inaugurou a Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC). A unidade foi criada para investigar delitos como fraudes eletrônicas, invasão de dispositivos informáticos, estelionato virtual, disseminação de conteúdos ilícitos e crimes contra a propriedade intelectual.


São vários os exemplos de casos de golpes registrados pela Polícia Civil nos últimos anos. São casos de sites falsos de leilão, compra e venda de apartamentos, motos, carros, eletrodomésticos. Há ainda os golpes mais famosos, mas que seguem fazendo muitas vítimas: o golpe do Pix, em que um familiar ou amigo se passa por uma pessoa utilizando fotos e até o jeito de escrever para pedir transferências bancárias; e o golpe do falso advogado, em que um número telefônico entra em contato alegando ter novidades sobre processos e alegando que a vítima tem direito a receber eventuais indenizações.


A TRIBUNA DO NORTE procurou a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesed) e a Polícia Civil do RN para repercutir os dados do Anuário, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

 

TRIBUNA DO NORTE 

Saúde é prioridade no governo Gleudinho Benevides!

Nesta quinta-feira (31), o prefeito Dr. Gleudinho, junto com o secretário de Saúde Lucas e o coordenador financeiro Iurguem, representaram Carnaubais na reunião da Comissão Intergestores Regional (CIR) da 8ª Região de Saúde, em Macaíba/RN.

O encontro tratou da ampliação e pactuação do SAMU, fortalecendo a rede de urgência e emergência que tanto beneficia a população.

A gestão segue firme, trabalhando por uma saúde mais ágil, eficiente e humanizada para todos.

NOVA VARIANTE DA COVID-19 É DETECTADA EM NATAL



A Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou a circulação da variante XFG da Ômicron no município de Natal. A informação foi divulgada pelo Laboratório Central de Saúde Pública do RN (LACEN-RN).

A detecção da nova linhagem ocorreu após análise genômica de amostras de três casos recentes na capital potiguar. Esta é a primeira vez que a variante XFG é identificada no Estado. Até o momento, ela já foi detectada em 38 países e em quatro estados brasileiros: Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.


A linhagem XFG pertence à variante Ômicron e está classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma “variante sob monitoramento”. Apesar das mutações observadas, não há evidências de que a nova cepa provoque quadros mais graves da doença ou reduza a eficácia das vacinas e antivirais disponíveis.


A Sesap destaca que o aumento discreto de casos de Covid-19 no RN e no Brasil exige atenção. A doença segue sendo uma infecção respiratória com alta transmissibilidade e pode evoluir para quadros graves, especialmente em grupos vulneráveis.

 

Recomendações para a população


Pessoas com sintomas gripais devem intensificar a etiqueta respiratória, manter a higienização das mãos e procurar os serviços de saúde para avaliação.


Profissionais da saúde também devem estar atentos. A orientação é que todos os casos leves e moderados sejam notificados no sistema e-SUS Notifica, e os casos graves, internações ou óbitos relacionados à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) sejam informados no SIVEP-Gripe.


Segundo a Sesap, o monitoramento constante permite a tomada de decisões rápidas por parte das autoridades sanitárias, prevenindo surtos e reforçando a vigilância em saúde pública.


Com informações de Ponta Negra News

A PEDIDO DO MPRN, JUSTIÇA ELEITORAL CASSA CHAPAS DE VEREADORES EM TAIPU POR FRAUDE À COTA DE GÊNERO



O Ministério Público Eleitoral do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve uma decisão favorável na 46ª Zona Eleitoral de Ceará-Mirim, que resultou na cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) e dos registros de todos os candidatos a vereador do Partido Liberal (PL) de Taipu.


A Justiça Eleitoral reconheceu a ocorrência de fraude à cota de gênero nas eleições de 2024 no município. O processo foi uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral movida pela Coligação Juntos para continuar avançando, de Taipu.

Segundo a denúncia, três candidaturas de mulheres foram consideradas fictícias ou “laranjas”, com o objetivo de preencher de forma artificial o percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas exigido pela legislação eleitoral. O MPRN, atuando como fiscal da lei, apresentou um parecer favorável à procedência da ação.

A sentença da Justiça Eleitoral se baseou em elementos como a votação inexpressiva das candidatas, que obtiveram 10, 15 e 20 votos, respectivamente. Além disso, as mencionadas candidaturas não tiveram movimentação financeira de campanha.

Também foi apontada a ausência de atos efetivos de campanha, divulgação ou promoção das candidatas. As fotos e vídeos apresentados pela defesa de uma das mulheres mostravam apenas sua participação em atos eleitorais coletivos, com foco na promoção de candidaturas majoritárias. No caso de outra, não foi possível identificar a candidata em nenhum ato de campanha, conforme expressa o texto da sentença.

Como resultado da decisão, além da cassação do DRAP do PL de Taipu, a Justiça declarou a nulidade de todos os votos nominais e de legenda atribuídos ao partido e a seus candidatos. As três candidatas envolvidas na fraude à cota de gênero foram declaradas inelegíveis por oito anos.

CÂMARA DECLARA PERDA DE MANDATO DE SETE DEPUTADOS; VEJA QUAIS



A Câmara dos Deputados declarou a perda de mandato de sete deputados federais em razão de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que alterou a interpretação da regra sobre a distribuição das sobras eleitorais. O Ato da Mesa Diretora foi publicado nesta quarta-feira (30) em edição extra do Diário da Câmara dos Deputados. Na mesma publicação, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) convocou os novos deputados, já diplomados, para a posse como titular.

 

Perderam os mandatos:

 

Gilvan Máximo (Republicanos-DF);

Augusto Puppio (MDB-AP);

Lebrão (União-RO);

Lázaro Botelho (PP-TO);

Professora Goreth (PDT-AP);

Silvia Waiãpi (PL-AP);

Sonize Barbosa (PL-AP).

Foram convocados para tomar posse:Professora Marcivânia (PCdoB-AP);

Paulo Lemos (Psol-AP);

André Abdon (Progressistas-AP);

Aline Gurgel (Republicanos-AP);

Rodrigo Rollemberg (PSB-DF);

Rafael Bento (Podemos-RO);

Tiago Dimas (Podemos-TO).

Sobras eleitorais


A mudança está relacionada ao novo entendimento de como devem ser distribuídas as “sobras eleitorais”, como são chamadas as vagas que restam na Câmara dos Deputados após a divisão feita entre as legendas de forma proporcional, com base no quociente eleitoral, que leva em consideração o desempenho eleitoral de cada partido.


Uma alteração no Código Eleitoral aprovada em 2021 (Lei 14.211/21) determinou que só podem disputar cadeiras na Câmara partidos que alcançarem pelo menos 80% do quociente eleitoral. Além disso, o candidato precisa obter, individualmente, votos que correspondam a, no mínimo, 10%, desse mesmo quociente. A distribuição das vagas entre os partidos é feita inicialmente por essa regra.


O cálculo gera frações e “sobram” cadeiras para preencher em uma segunda rodada. Nessa nova fase, além de o partido precisar alcançar os 80% do quociente eleitoral, o candidato deve ter 20% desse quociente.

 

Terceira rodada


A exigência do percentual mais alto para o candidato gerou, no entanto, uma terceira rodada, não prevista em lei. Pela interpretação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nessa terceira distribuição as vagas remanescentes caberiam apenas aos partidos que obtiveram 80% do quociente eleitoral, entendimento que foi derrubado pelo STF.


O Supremo entendeu que todos os partidos que concorreram à eleição poderiam disputar essas cadeiras restantes. A decisão alterou a distribuição de vagas entre os partidos e, consequentemente, a relação de eleitos.


A decisão do STF afeta também a composição das assembleias legislativas. As câmaras de vereadores não serão atingidas, porque a regra já foi aplicada nas eleições municipais realizadas no ano passado.


Fonte: Agência Câmara de Notícias

Moraes diz a Lula que não quer atuação do governo em sua defesa nos EUA


Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), informou ao governo Lula (PT) que descarta, por ora, uma ação em sua defesa nos EUA.

Por determinação do presidente Lula (PT) e por sugestão de ministros do STF, a AGU (Advocacia-Geral da União) representaria Moraes diante da Justiça dos Estados Unidos para questionar a sanção financeira imposta pelo presidente Donald Trump.

O uso da estrutura da AGU em favor de Moraes tinha sido sacramentado após encontro fora da agenda de Lula com ministros do Supremo na noite de quarta-feira (30).

Moraes disse, no entanto, que dispensaria, por enquanto, a oferta. Durante jantar na noite desta quinta-feira (31), no Palácio da Alvorada, ele afirmou que não pretende estabelecer relação com os EUA. Não está descartada, no entanto, uma atuação da AGU em seu favor em âmbito internacional.

Mostrando-se tranquilo, segundo relato dos participantes do jantar, Moraes também minimizou a possibilidade de sofrer as sanções impostas pelo governo americano em território brasileiro. O magistrado disse ainda que não deixará de exercer seu trabalho diante da ameaça.

Presente ao jantar, o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que respeitará a decisão de Moraes. A proposta do governo foi interpretada como mais um sinal da sintonia com o STF diante da interferência de Trump nos assuntos internos —especialmente em relação ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os pedidos por anistia para livrá-lo da possível condenação.

Como a ideia de um processo não foi descartada, o governo ainda espera o curso das decisões nos EUA. São duas hipóteses estudadas no governo para entrar com uma ação nos EUA contra a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes. Em uma delas, o Executivo pode contratar um escritório de advocacia nos EUA para representar diretamente o ministro.

Outra possibilidade é levar a Suprema Corte dos EUA a debater uma tese sobre a soberania das instituições brasileiras, incluindo o Judiciário, no contexto das sanções americanas contra o Brasil.

Participaram do jantar desta quinta além de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Edson Fachin, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, Jorge Messias, e o procurador-geral, Paulo Gonet.

A reação do governo brasileiro à sanção financeira anunciada por Trump contra Moraes tem sido calculada em detalhes. É resultado de articulações entre Lula, ministros do Supremo, representantes de bancos brasileiros e políticos.

O presidente recebeu na noite de quarta os ministros Barroso, Gilmar e Zanin.

Folha de S.Paulo

COITADA DAS FALHAS: Problema no sistema adia pagamento de pensionistas no RN


O Governo do Rio Grande do Norte, por meio da SEAD, informou que uma falha no processamento do banco de dados afetou o pagamento de alguns pensionistas previsto para o dia 31. Os valores serão creditados nas contas ao longo desta sexta-feira (1º).

Confira a nota na íntegra:

O Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Administração (SEAD), informa que ocorreu uma falha no processamento do banco de dados de alguns pensionistas, impactando o pagamento previsto para hoje (31).

O problema já foi identificado e devidamente solucionado, e os valores serão creditados nas contas dos beneficiários ao longo desta sexta-feira (1º).

Lamentamos o transtorno e reafirmamos nosso compromisso com a transparência e a regularidade dos pagamentos.

Aniversariante do dia!

Quero parabenizar o nosso tio Ademir Lacerda,mais conhecido como MiMi,que este dia seja repleto de felicidade e paz para você e sua família.