
Em 25 de agosto de 1961, há exatos 65 anos, o Brasil era surpreendido pela renúncia do presidente Jânio Quadros. O episódio, ocorrido apenas sete meses após sua posse, mergulhou o país em uma grande crise política e abriu caminho para uma das sucessões presidenciais mais turbulentas da história republicana.
Eleito em 1960 com uma ampla votação, Janio assumiu a presidência em janeiro de 1961 sob o discurso de combate a corrupção, austeridade nos gastos públicos e moralização da administração. O governo, porém, enfrentou dificuldades públicas e econômicas e acumulou divergências com setores do Congresso e de sua própria base de apoio.
Naquele 25 de agosto, Janio enviou ao Congresso Nacional uma carta comunicando sua renúncia.No documento, afirmou que havia sido pressionado por " Forças Terríveis" e deixou o cargo de maneira inesperada. O Congresso aceitou a renúncia no mesmo dia, dando inicio a uma disputa em torno da sucessão presidencial.
O vice-presidente João Goulart estava em viagem a China quando Janio deixou o cargo. A possibilidade de sua posse provocou forte resistência de setores de setores militares e conservadores, enquanto grupos políticos defendiam o cumprimento da Constituição.
A crise foi contornada com a adoção do parlamentarismo, permitindo que Jango assumisse a presidência em setembro daquele ano, com poderes reduzidos. Sessenta e cinco anos depois, a renúncia de Janio Quadros continua sendo lembrada como um dos episódios mais surpreendentes e decisivos da história pública brasileira.
CHICO TORQUATO
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