Durante a campanha de 2024, o prefeito Lula Soares e a vice Isabela Soares anunciaram com entusiasmo que a saúde de Assú passaria por uma revolução.
A população poderia marcar consultas, cirurgias e procedimentos pelo WhatsApp, sem sair de casa. A promessa representava modernização, agilidade e democratização do acesso, algo indispensável para um município que há anos enfrenta sérios desafios no atendimento público.
No entanto, nove meses depois, a realidade em Assú é bem diferente. Filas cada vez maiores se formam diariamente, muitas vezes com moradores chegando de madrugada à espera de uma ficha para consultas e exames.
Apesar de a gestão alegar descentralização para as Unidades Básicas de Saúde (UBS), o que se vê é um sistema desorganizado, burocrático e mal comunicado.
O secretário adjunto de Saúde, Paulinho, afirmou que os grupos prioritários podem agendar diretamente nas UBS, mas o grosso da população continua dependendo da Central de Regulação, onde os critérios para distribuição das fichas seguem obscuros.
Pior: a promessa de modernização tão destacada na campanha, nunca saiu do papel.
E diante do fracasso da prometida modernização, a Prefeitura resolveu lançar uma “novidade”: o programa Saúde na Comunidade, que prevê atendimento noturno em todas as UBS uma ou duas vezes por mês, das 17h às 21h.
Segundo o anúncio feito no programa de rádio Mais Assú, Mais Futuro, trabalhadores que não conseguem atendimento no horário convencional poderão buscar médicos, vacinas, saúde bucal e enfermagem nesses dias extras.
A iniciativa soa positiva no discurso, mas, na prática, evidencia a falta de soluções estruturais. Em vez de cumprir a promessa de modernização com agendamento digital e integração tecnológica, a gestão aposta em um remendo paliativo, limitado a poucas noites por mês.
O mais grave é a desproporção. Assú tem cerca de 60 mil habitantes, e oferecer atendimento noturno apenas uma ou duas vezes por mês é, no mínimo, humilhante e desrespeitoso. Não há como chamar isso de avanço para uma cidade desse porte.
A pergunta que ecoa entre a população é simples: o que os assuenses precisam de verdade? Atendimento esporádico e limitado em alguns turnos noturnos, ou uma rede de saúde moderna, eficiente e acessível todos os dias?
O recado é claro: em vez de avançar na saúde pública, a gestão de Lula Soares se apoia em improvisos de curto prazo que não resolvem o problema. Atendimento noturno duas vezes por mês não é inovação, é confissão de fracasso, pois quem for atendido na UBS terá que passar por uma longa fila para agendar exames ou outras especialidades.
E o que é ainda mais grave: essa medida, vendida como conquista, apenas escancara a incapacidade da Prefeitura de organizar um sistema de saúde que funcione de forma digna todos os dias, para toda a população.
Fonte:Blog do VT

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