A política não é terreno de ingenuidade. Quem insiste em romantizar alianças acaba se decepcionando com facilidade.
No jogo político, a chamada “amizade” quase sempre cede espaço à conveniência. Interesses mudam, posições se ajustam e, muitas vezes, quem ontem caminhava junto hoje segue em direção oposta.
Não é, necessariamente, falta de caráter — é a lógica de um ambiente onde decisões são guiadas por estratégia, poder e sobrevivência.
A verdadeira reflexão está em entender isso sem se tornar refém desse modelo. Mais importante do que esperar lealdade eterna entre políticos é cobrar coerência, compromisso com a palavra e respeito com o povo.
Porque, no fim das contas, a política pode até ser movida por interesses — mas não deveria nunca perder o rumo do interesse coletivo.
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