Para as próximas eleições que já se aproximam, é muito bom as oligarquias botarem as barbas de molho. As eleições de 2022 foram marcadas pelas derrotas dos candidatos ligados a clãs familiares.
Os pretensos candidatos que já se apresentam para administrarem suas cidades, singularizados por um processo histórico familiar, visando dar continuidade aos seus planos políticos e oligárquico.
O familísmo é um traço de nossa cultura política, vai de filhos, netos, bisnetos e sobrinhos numa percepção de que a política é uma herança pelos seus antepassados.
O povo não aceita mais. Vejamos os exemplos: Garibaldi Filho, Henrique Eduardo e o pupilo da Governadora Fátima Bezerra Carlos Eduardo.
Os cenários semelhantes aconteceram na Bahia e na vizinha Paraíba, o candidato a Governador da Bahia o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, filho do ex-senador Antônio Carlos Magalhães Junior e Neto do ex-prefeito, ex-governador e ex-senador Antônio Carlos Eduardo, sendo herdeiro político de uma das mais tradicionais famílias do País.
Mas os baianos elegeram Jerônimo Rodrigues de Souza, filho de um agricultor familiar Zeferino Rodrigues e da costureira Maria Cerqueira.
Na terra de Ariano Suassuna, o governador João Azevedo foi reeleito, numa disputa apertada contra Pedro Cunha Lima, filho do ex-governador Cássio Cunha Lima e Neto do do ex-governador e ex-senador Ronaldo Cunha Lima.
Este ciclo de decadência oligárquica tem o nordeste como o primeiro exemplo.
As demais regiões que se cuidem!
CHICO TORQUATO
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