Quando éramos crianças, motivados pelas necessidades, fomos morar em Dias D'Ávila, cidade soteropolitano de Salvador - Bahia, nosso vizinho mais próximo era um turco por nome Nacibe, o tamanho de sua riqueza era o tamanho de nossa pobreza.
Sempre em períodos natalinos, os seus filhos costumavam passear na praça da cidade com seus brinquedos, presentes que amanheciam debaixo de suas camas deixados por Papai Noel.
A vontade de receber um desses presentes, nos obrigou a ensejar pedidos ao bom velhinho e, a noite rezávamos em voz alta para que ele pudesse ouvir nossos pedidos
Até que uma bela noite, mamãe ouviu nossas súplicas e quando amanheceu o dia encontramos debaixo de nossas redes um carrinho de flandres carregado de vaquinhas de ossos.
Hoje, após passarmos por diversas fases da vida, voltamos a incomodar o velho amigo." Papai Noel, não és bom, nem és mau: és triste e humano... Vives ansiando, em maldições e preces, como se, a arder, no coração tivesse o tumulto e o clamor de um largo oceano...
E, no perpétuo ideal que te devora, residem juntamente no teu peito um demônio que ruge e um Deus que chora." (Olavo Bilac)
Certo de que havia finalmente descoberto o caminho das pedras, imaginei um extenso e minucioso roteiro. E nos meus sonhos singular, quem resolve me atender o próprio Jesus.
Francisco, o que houve? Senhor preciso de sua mão amiga! E, ele apenas respondeu, porque estais com tanto medo, homem de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e houve plena calmaria.
CHICO TORQUATO
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