
Ao desfilar nossos olhares no pequeno certo urbano da cidade histórica, antes sede do municipio, nos vem a tona da imaginação boas lembranças e recordações de um tempo primoroso da antiga Vila de Carnaubais, com o surgimento do primeiro sobrado da várzea do Açu, construida pelo patrono e empreendedor Abel Alberto da Fonseca.
Hoje somente ruinas do local, a construção do grupo rural no governo Eurico Gaspar Dutra sendo D. Dona Raimunda Rodrigues sua primeira diretora, servindo atualmente de cartão de visita ao turista que vem conhecer o "Museu Zulmira Bezerra de Siqueira".
Olhar esta imagem me faz lembrar as gloriosas festas da padroeira Santa Luzia com a igreja cheia de fiéis realizando batizados e casamentos sob as bençãos de Monsenhor Júliio Alves Bezerra, Monsehor Américo Simonetti enquanto paróco da freguesia de São João Batista em Assu e responsável pela assistência religiosa da comunidade da antiga Poço de Lavagem.
Olhando a foto me faz recordar do mercado público construido pelo prefeito Francisco Soares de Amorim (Xisquito), da praça Manoel Pessoa Montenegro construida na gestão de Arcelino Costa Leitão, do prédio antigo onde funcionava o Bilhar de José Xavier, do comércio de Ernesto Dantas, Antõnio Januário, da mercearia de Luiz Borges, Chico Marques, Luiz Teodósio, Ovidio Pereira, padaria de Ezaú Martins, usina de Luiz Lalau, Loja de Antônio Siqueira e a farmacia de João Coriolano.
Sem esquecer do hotel de D. Adail e do café restaurante de Beata primeira mulher de seu João Pereira.
Ainda nos recordamos da mesa de ping-pong instalada na casa paroquial e das tertulias dançantes no clube de Rivadávia ( antiga garagem).
Lembramos da perfuração do primeiro poço de petróleo da região, cujo cavalinho ainda serve de referência ao lado da igreja da comunidade.
Todavia a recordação mais moderna e avançada da época era o correio de Telégrafo com seu sistema morse executado por D, Faustinha e o sinal do apagar das luzes, dado por seu Enéias Cabral ou Raimundo Cearense, avisando aos casais namoradores e ao restante da população que iria desligar o motor explosão que fornecia a energia do lugarejo.
Ainda são lembrança desse tempo a dupla de boi de carroça de seu Luiz de Lucas, batizados pelo o nome de Trigueiro e Faceiro, sem deixar de falar do apelido satirizante do cachorro de Higino Fonsêca chamado de Aluizio, numa perversa demonstração de despretigio ao grande governador Aluizio Alves, por ser o proprietário, um apaixonado Dinartista.
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