O senador Rogério Marinho (PL) não saiu da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte apenas para coordenar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL/RJ) a Presidência da República.
Rogério saiu porque sabe que corria sério risco de ficar num vexatório terceiro lugar, repetindo Fernando Bezerra (na época no extinto PTB) em 2002.
O prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB) lidera as pesquisas com boa dianteira e o secretário estadual da fazenda Cadu Xavier (PT) está subindo nas intenções de voto e já chegou a dois dígitos em várias sondagens.
Com pautas como privatizações, ataque à Uern, cortes de direitos dos servidores e outras medidas impopulares, ele dificilmente venceria uma eleição majoritária de dois turnos. Além disso, o senador é muito identificado com o bolsonarismo.
O Rio Grande do Norte é um estado lulista tanto que o senador de Rogério (Styvenson Valentim) e o seu substituto na disputa pelo Governo (Álvaro Dias) negam ser bolsonaristas.
A candidatura tinha tudo para dar errado.
A “saída honrosa” esconde um medo de perder e de que uma derrota constrangedora promova perda de influência na extrema-direita no Congresso Nacional.
O recuo de Rogério foi estratégico pensando em ter mais poder no plano nacional.
Fonte: Blog Bruno Barreto

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