

sábado, janeiro 31
Deputado Coronel Azevedo reforça apoio ao esporte em Carnaubais

O deputado Coronel Azevedo, como sempre atuante e presente nos eventos de Carnaubais, marcou presença na abertura do Campeonato de Blocos, prestigiando esse importante momento do esporte e da cultura local.
O evento contou ainda com a participação do prefeito Gleidson Benevides, do seu irmão Júnior Benevides, atual secretário da SENTHAS, da presidente da Câmara, Eudiene Benevides, e do vice-prefeito Wanderley Mendes.
A presença das lideranças reforça o compromisso com o fortalecimento do esporte, do lazer e da união da comunidade carnaubaense.
Verdade pura.
Depois do arroxo tome festa!
Para tentar reduzir o peso do clima político negativo após a operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) realizada em sua residência, no Ninho Residencial, na última terça-feira, o prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB) participou, neste sábado, de uma festa de verão na casa do deputado estadual Hermano Morais, na Barra de Tabatinga, litoral potiguar.
O encontro reuniu deputados federais, prefeitos e vereadores de partidos que devem dar sustentação ao projeto político de Allyson ao Governo do Estado.
No registro do evento, chamaram atenção as presenças do vice-governador Walter Alves (MDB), de Hermano Morais, cotado para compor a chapa como possível vice, além dos deputados federais João Maia, Benes Leocádio, Robinson Faria e o jurássico José Agripino Maia.
O ambiente foi de clima amistoso e muitas fotos, em uma tentativa clara de demonstrar normalidade política diante da repercussão negativa e nacional que atinge o prefeito após a operação.
América vence QFC na primeira partida após ser punido com perda de pontos e segue ameaçado de rebaixamento no estadual
Foto: Gabriel Leite/América FC
Na primeira partida após ser punido com a perda de 18 pontos por utilizar um jogador irregular, o América venceu o QFC por 1 a 0, na Arena das Dunas, neste sábado (31). Com a vitória, o América segue na vice-lanterna da competição com -5 pontos, sob risco de rebaixamento.
O gol da vitória alvirrubra foi marcado aos 40 minutos do segundo tempo por Alexandre Aruá. A marcação do gol gerou muita reclamação dos atletas do QFC que alegaram que Aruá estaria impedido.
Veja como fica a classificação do campeonato:
Investigado admite ter guardado R$ 2 milhões em apartamento: “Eu fiquei com o c* que não passava um cabelo”
O ex-vice-prefeito de Serra do Mel José Moabe Zacarias Soares (PSD) em diálogo interceptado pela Polícia Federal admitiu ao empresário Oseas Monthalggan que guardou R$ 2 milhões em um apartamento localizado em Natal pertencente a Aldo Araújo da Silva, controlador geral adjunto do município e sogro de Moabe.
A conversa está em um contexto em que eles planejam guardar dinheiro para a campanha para o Governo do Estado do prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB), mas os recursos pelo que dão a entender são relacionados ao esquema em outra cidade, provavelmente Serra do Mel.
No diálogo, Oseas diz ser necessário juntar dinheiro aos poucos para “ganhar moral com o homem” que “está disparado” quando ele chegar ao Governo.
Em seguida eles falam sobre os riscos da operação quando Moabe dispara relatando a vivência anterior: “Eu vou dizer a você, é arriscado! Aquele de ALDO (?) eu guardei no apartamento de ALDO quase dois contos (dois milhões). Você está entendendo? Eu fiquei com o cu que não passava um cabelo. Você está entendendo? Mas aquele negócio, um cara desse aí que tem vinte, trinta conto. Ele tem guardado isso aí, ele tem guardado, ele tem. É doido, ele não dá nada a ninguém!”.
O diálogo ainda especula como ficarão as coisas quando o vice-prefeito Marcos Medeiros (PSD) assumir a Prefeitura de Mossoró quando Allyson sair para o Governo. Eles afirmam que o pessedista “não tem moral 100%”.


Moabe e Oseas são sócios da Dismed e nas investigações travaram o diálogo mais famoso da Operação Mederi, que trata da “Matemática de Mossoró” em que discutem o pagamento de propina a Allyson no valor de 15% diante de uma ordem de pagamento de R$ 400 mil.
A empresa Dismed, como revelou ontem o Blog do Barreto, aumentou o volume de valores recebidos da Prefeitura de Mossoró em 375% entre 2022 e 2025, totalizando R$ 14,8 milhões em três anos.
Foi com Oseas que a Polícia Federal encontrou um valor estimado em 250 mil em espécie (a defesa fala em R$ 52 mil) dentro de uma caixa de isopor.
Oseas e Moabe estão entre os investigados que passaram a usar tornozeleira eletrônica.
Fonte: Blog Bruno Barreto
Allyson nega ligações com Oseas Monthalggan, mas esteve na granja do irmão do cara da “Matemática de Mossoró” no dia 30 de dezembro
Enquanto todo mundo estava se preparando para a chegada do ano novo, o prefeito Allyson Bezerra (UB) foi até a Zona Rural de Upanema, se encontrar com Moab Iatagan Fernandes Costa.
Não confunda o primeiro nome com a pessoa de outro Moabe, o “Soares”, sócio de Oseas Monthalggan, na Dismed, empresa foco da Operação Mederi.
O Moab desta história é o irmão de Oseas e dono da Granja Sertão Potiguar, criada em 6 de janeiro de 2025.
Vale lembrar que os irmãos são próximos. Nas eleições de 2024, quando Monthalggan foi candidato a prefeito de Upanema, Moab foi um dos principais doadores da campanha, conforme registro no Divulgacand, da Justiça Eleitoral.
No dia 30 de dezembro, Moab fez questão de registrar em grupos de WhatsApp que estava recebendo a visita de Allyson fazendo questão de posar ao seu lado para foto.

A foto e a abertura de espaço em uma agenda concorrida em plena antevéspera de ano novo, é um indício de que o distanciamento nas relações interpessoais de Allyson e Oseas não bate com o que o prefeito tem dito nas entrevistas que concedeu nas rádios de Natal após a deflagração da Operação Mederi.
Monthalggan eternizou a expressão a “Matemática de Mossoró” ao conversar com outro Moabe, o seu sócio, sobre pagamento de propina de 15% ao prefeito de Mossoró.
Entre 2022 e 2025, os pagamentos com a Dismed aumentaram 375%.
Em tempo: Moabe, o dono da granja, não é investigado nem a empresa dele tem negócios com a Prefeitura de Mossoró.
Fonte:Blog Bruno Barreto
“Visita da PF” arranha imagem de Allyson e expõe contradições no discurso do favorito ao Governo do RN
O início da manhã da terça-feira, 27 de janeiro, caiu como uma bomba no tabuleiro político do Rio Grande do Norte. Até aquele momento, tudo vinha dando certo para o prefeito Allyson Bezerra (UB).
Líder com folga nas pesquisas para o Governo do Estado, ele vinha tangendo a sucessão da governadora Fátima Bezerra (PT) conforme suas vontades.
Acumulava apoios e tinha vice definido sem nem precisar admitir que era candidato ao Governo embora todos os gestos e atitudes indicassem que assim seria.
A transição de poder estava tranquila com a escolha de um vice de sua confiança como Marcos Medeiros (PSD).
Bem diferente do grupo da governadora Fátima. A petista tinha acabado de ter uma conversa tensa com o vice-governador Walter Alves (MDB), que largou a aliança com ela para indicar o vice de Allyson, que será o deputado estadual Hermano Morais (que trocou o PV pelo MDB).
Fátima enfrentava, e enfrenta, uma turbulência que a deixa presa na cadeira de governadora. Se renunciar corre o risco altíssimo de entregar o poder a oposição.
Pelas bandas do bolsonarismo, o senador Rogério Marinho (PL) tirou o time de campo. Aproveitou o convite para coordenar a campanha presidencial do senador fluminense Flávio Bolsonaro (PL) e saiu da disputa pelo Governo do RN.
O escolhido foi o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), que não tem o mesmo apelo que Rogério com o eleitor bolsonarista. Tanto que negou ser bolsonarista embora se diga grato ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso após ser condenado a 27 anos de reclusão por tentativa de golpe de estado.
Estava tudo perfeito para Allyson.
Agregando apoios e palanques adversários em crise.
Aí veio a Operação Mederi que trouxe à tona o que o Blog do Barreto já vinha alertando há pelo menos quatro anos: a existência de algo de podre no mundo encantado de Allyson.
Em maio já tínhamos escrito a série “Os Segredos de Allyson” que ficou marcada pela frase atribuída ao prefeito pelo empreiteiro Francisco Erinaldo da Silva: “quem não sabe perder não sabe ganhar”. Agora temos a “Matemática de Mossoró”, expressão marcante proferida pelo empresário Oseas Monthalggan em um diálogo em que tratava de propina de 15% para o prefeito.
Ainda é impossível mensurar o tamanho do estrago que a “visita” da Polícia Federal fez na imagem de Allyson, mas que o arranhão está feito, está!
A operação maculou o discurso de transparência da gestão e, de quebra, expôs contradições entre o que Allyson diz e o que pratica.
Será um grande teste para sua capacidade de vender fantasias nas redes sociais e para o seu aparato de blindagem na mídia.
O prefeito tem dito que aceita todos os convites para entrevista, mas a sua assessoria ignorou um contato do Blog do Barreto num gesto de deselegância que diz muito sobre o que está acontecendo.
Fonte: Blog Bruno Barreto
Ontem foi um dia histórico para Carnaubais.
















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Sejam bem-vindos e sucesso nessa nova missão! 🤝
BRASIL - Congresso Nacional retoma trabalhos na segunda-feira.
Mensagens
Durante a sessão, será lida a mensagem do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com os projetos considerados prioritários para 2026. O Poder Judiciário também deve enviar uma comunicação aos parlamentares.
A presença do presidente da República na entrega da mensagem é opcional. Normalmente, o Palácio do Planalto envia o texto por meio de um representante do Poder Executivo. Depois que a mensagem presidencial for lida, será a vez de o representante do Supremo Tribunal Federal (STF) fazer sua apresentação. Em seguida, falará o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A sessão será encerrada com o discurso de Davi Alcolumbre. Os demais parlamentares não fazem uso da palavra.
Tradição
A abertura da sessão legislativa é geralmente precedida de um rito remanescente da inauguração da República. O rito inclui passagem da tropa em revista, audição do Hino Nacional, execução de uma salva de tiros de canhão e a presença, na rampa do Congresso, dos Dragões da Independência, unidade militar criada por Dom João VI, em 1808.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
EDITORIAL: ÉTICA PÚBLICA COMO CRITÉRIO ELEITORAL
Nos últimos anos, multiplicaram-se episódios envolvendo suspeitas de irregularidades na administração pública. Operações policiais relacionadas ao uso de emendas parlamentares, apreensões de dinheiro em espécie e relações pouco transparentes entre agentes públicos e interesses privados deixaram de ser fatos isolados. Casos semelhantes surgem em diferentes estados e em diversos níveis de governo, indicando um padrão que merece atenção.
O episódio recente envolvendo a gestão de Mossoró, assim como o caso do Banco Master, inserem-se nesse contexto, independente dos valores eventualmente envolvidos. As conclusões jurídicas cabem às instâncias competentes, mas ao eleitor cabe evitar que a sucessão desses fatos produza a banalização. Quando situações dessa natureza se acumulam, o debate público tende a tratá-las como parte do funcionamento normal do sistema, reduzindo seu impacto e diluindo responsabilidades, gerando um ciclo que se retroalimenta.
Essa naturalização do desvio tem consequências diretas para a própria democracia. Enfraquece a confiança nas instituições, desestimula o controle social e reforça a percepção de que práticas questionáveis são toleradas desde que politicamente convenientes. Trata-se de um custo institucional elevado, frequentemente subestimado no debate eleitoral.
Em um ano em que estarão em disputa cargos estratégicos que vão da Presidência da República aos governos estaduais, passando pela escolha de senadores e deputados, critérios como moralidade administrativa, transparência e compromisso com o interesse público não devem ser tratados como acessórios. A trajetória dos candidatos, sua atuação diante de crises e sua relação com estruturas de poder devem ser elementos objetivos de avaliação por parte do eleitor.
Também merece atenção a forma como gestores estruturam suas equipes. Não basta a um gestor descentralizar as decisões como se assim sua responsabilidade fosse menor. A escolha de assessores e auxiliares é parte indissociável do exercício do poder. Quadros mal selecionados, sem critérios técnicos ou éticos consistentes, tendem a gerar instabilidade administrativa e ampliar riscos institucionais. Ainda que não haja responsabilização penal, há sempre uma responsabilidade política envolvida.
O voto não deve ser um gesto automático, nem deve estar submisso ao conformismo. Quanto maiores os questionamentos éticos, maior deve ser a atenção e o discernimento do eleitor. Avaliar comportamentos, e não apenas promessas, é uma condição necessária para preservar a integridade da vida pública e a credibilidade das instituições democráticas.
Paciente sobrevive 48 horas sem pulmões nos Estados Unidos; entenda
Cirurgiões da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, conseguiram manter um paciente vivo por mais de 48 horas sem os pulmões, em um feito inédito na medicina moderna.
O caso envolveu um homem de 33 anos, previamente saudável, que teve os dois pulmões removidos após uma infecção bacteriana fulminante e resistente a todos os antibióticos. Para mantê-lo vivo até o transplante duplo, a equipe utilizou um sistema de pulmão artificial total, capaz de substituir temporariamente as funções pulmonares e estabilizar o coração.
O quadro começou como uma gripe e evoluiu rapidamente para pneumonia necrosante, sepse, falência renal e parada cardíaca. Com os pulmões se tornando o principal foco da infecção, os médicos optaram por uma pneumonectomia bilateral, medida extrema e raramente realizada.
Sem os pulmões, o paciente foi mantido estável por 48 horas, graças ao Total Artificial Lung system (TAL), tecnologia que aprimora a ECMO ao controlar a pressão sanguínea e garantir oxigenação adequada sem sobrecarregar o coração.
Após a chegada de órgãos compatíveis, o transplante duplo foi realizado com sucesso. Dois anos depois, o paciente vive de forma independente e com plena função pulmonar. O caso foi publicado nesta semana na revista científica Med, do grupo Cell Press, e é considerado um marco no tratamento de insuficiência pulmonar extrema.
Hoje tem abertura do Campeonato de Blocos 2026
O prefeito Dr. Gleudinho convida torcedores, atletas e toda família para juntos participar da abertura do Campeonato de Blocos 2026, a partir das 19h30, no Ginásio Poliesportivo Francisco Weldenny de Brito. - “Esse campeonato é mais do que competição: é união, alegria, amizade e orgulho da nossa cidade”.
SETE INVESTIGADOS ESTÃO TORNOZELADOS E PAGAMENTOS DE FIANÇAS SOMAM R$ 450 MIL
Estão com tornozeleira eletrônica:
Oseas Monthalggan Fernandes Costa (sócio formal da Dismed);
José Moabe Zacarias Soares (sócio de fato da Dismed e ex-prefeito de Serra do Mel/RN);
Maycon Lucas Zacarias Soares (sócio formal da Dismed);
Raimundo Wandecy Campelo Gurgel (ex-sócio e funcionário da Dismed);
Sidney Carlos de Melo (representante comercial da DISMED);
Roberta Ferreira Praxedes Costa (sócia formal da Drogaria Mais Saúde);
João Evaristo Peixoto (Prefeito de Paraú/RN).
Desta lista, Oseas, Moabe, Maycon e o prefeito de Paraú tiveram fianças arbitradas de R$ 100 mil para cada um. Sidney e Raimundo tiveram que pagar R$ 25 mil cada.
Com isso as fianças totalizam R$ 450 mil.
Da lista de tornozelados, só Roberta não teve fiança arbitrada.
A Operação Mederi investiga corrupção compra de medicamentos nas cidades de Paraú, Mossoró, Serra do Mel, São Miguel e José da Penha.
Mais de R$ 13 milhões foram bloqueados.
CONTA DE LUZ: Aneel mantém bandeira verde para fevereiro e não cobrará custos adicionais
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A Aneel confirmou nesta sexta-feira (30) a manutenção da bandeira tarifária em fevereiro. Com isso, não haverá cobrança extra na conta de luz.
Segundo a agência, o aumento das chuvas na segunda metade de janeiro elevou os níveis dos reservatórios nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, dispensando o acionamento de usinas termelétricas mais caras.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica o custo da geração de energia no país. As cores são definidas mensalmente com base na avaliação do ONS, que analisa as condições do sistema elétrico e projeta os custos de geração.
Com informações de Agência Brasil
Dr. Gleudinho pisa no acelerador para avançar no abastecimento d'água
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Em 1º de janeiro de 2025 o prefeito Dr Gleudinho assumiu o compromisso de melhorar o abastecimento de água em Carnaubais, principalmente nas dezenas de comunidades rurais.
A gestão decidiu pisar no acelerador e vem investindo em adutoras, adquirindo novas bombas e caminhões pipas que suprem as demandas onde as encanações não chegam.
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Com Neto Leocádio a frente dos Recursos Hídricos, os avanços não param. Diariamente a equipe está trabalhando na manutenção do sistema.
O reparo no vazamento foi concluído na bifurcação entre as RNs 016 e 404, onde trafegam muitas carretas pesadas.
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O povo carnaubaense escolheu um prefeito jovem médico pra governar o destino da nossa terra e certamente está satisfeito com o trabalho realizado nos primeiros meses.
Nota de pesar: José Nilson Moura
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Com tristeza recebemos a notícia da morte súbita do amigo José Nilson de Moura, conhecido como Dedé de Helena, que estava residindo em Natal.
O corpo está no templo da Igreja Cristã Eterna Aliança de onde sairá as 15h para o cemitério público de Carnaubais.
Aos familiares, nossos sentimentos de pesar.
Avanço da oposição no Nordeste acende alerta no PT e preocupa Lula
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O crescimento da oposição em estados estratégicos do Nordeste acendeu um sinal de alerta no Palácio do Planalto e na cúpula do PT. O partido avalia o risco concreto de derrota de ao menos dois governadores petistas na região e já discute, nos bastidores, a possibilidade de substituição de candidaturas como forma de preservar o desempenho eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, especialmente na Bahia e no Ceará.
No Ceará, levantamentos internos indicam vantagem de Ciro Gomes (PSDB) sobre o atual governador Elmano de Freitas (PT). A preocupação petista vai além do Palácio da Abolição: Ciro sinaliza apoio a Flávio Bolsonaro (PL), o que pode comprometer a estratégia do PT de repetir o desempenho de Lula em todos os municípios do estado. Diante desse cenário, cresce a pressão para que o ministro da Educação, Camilo Santana, seja chamado para reassumir o protagonismo eleitoral.
Na Bahia, o quadro também inquieta a direção petista. O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) surge como ameaça real à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Internamente, o nome do ministro da Casa Civil, Rui Costa, é apontado como possível alternativa para tentar conter o avanço da oposição e manter o estado sob influência do partido.
O PT ainda contava com a fragmentação do campo oposicionista, apostando na divisão de votos entre Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, mas essa estratégia perdeu força após o governador de Goiás deixar o partido de ACM Neto. Além da Bahia e do Ceará, o Rio Grande do Norte também entrou no radar de preocupação, ampliando a apreensão do partido com o cenário eleitoral no Nordeste.
Oposição arma ofensiva em cinco frentes para pressionar governo Lula em ano eleitoral
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A oposição bolsonarista no Congresso Nacional se organiza para atuar em cinco frentes estratégicas com o objetivo de desgastar politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao longo de um ano decisivo, marcado pelas eleições de outubro. A atuação deve ganhar força a partir do fim do recesso parlamentar, em fevereiro, ainda que o calendário eleitoral reduza o ritmo das atividades legislativas nos meses seguintes.
O Partido Liberal (PL) concentra esforços principalmente em duas linhas: a tentativa de reverter a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro e o uso intensivo de CPIs e CPMIs para manter temas sensíveis ao governo no centro do debate público. Entre as prioridades está a derrubada do veto de Lula ao projeto da Dosimetria, que altera penas de condenados pela trama golpista e poderia beneficiar Bolsonaro — votação que a oposição tenta antecipar para antes do carnaval.
Além disso, o bolsonarismo pretende prorrogar a CPI do INSS, ampliar a pressão pela criação da CPI do Banco Master e da CPMI da Secom, além de avançar em pautas ligadas à segurança pública, tema considerado eleitoralmente sensível. A preferência por comissões mistas se deve à criação automática mediante número mínimo de assinaturas, sem depender do aval dos presidentes da Câmara ou do Senado.
Apesar da ofensiva anunciada, integrantes do Supremo Tribunal Federal avaliam que o avanço dessas iniciativas tende a ser limitado pelo próprio calendário eleitoral, que deve deslocar o foco dos parlamentares para as campanhas em suas bases. Ainda assim, lideranças da oposição afirmam que a estratégia seguirá ativa tanto na Câmara quanto no Senado, onde também está no radar a sabatina do indicado de Lula ao STF, Jorge Messias.
Fila de CPIs trava avanço contra Banco Master e empurra investigação para outras frentes
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Apesar da articulação crescente para investigar o Banco Master, a instalação de uma CPI específica na Câmara dos Deputados enfrenta um obstáculo imediato: a fila de 15 requerimentos que aguardam análise para criação de comissões parlamentares de inquérito. O acúmulo de pedidos reduz as chances de avanço rápido da iniciativa e torna a decisão altamente dependente da condução política da Casa.
Deputados como Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Marcos Pollon (PL-MS) afirmam já ter alcançado o número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento — 171 parlamentares —, mas a abertura de uma CPI depende exclusivamente do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Atualmente, a lista de espera inclui investigações sobre descontos irregulares em benefícios do INSS, atuação de planos de saúde e demarcação de terras indígenas, entre outros temas sensíveis.
O caso do Banco Master segue no centro das atenções políticas após a Polícia Federal apontar indícios de fraude bilionária, o que levou o Banco Central a decretar a liquidação da instituição em novembro do ano passado. O episódio ganhou peso em Brasília pelas conexões políticas do banqueiro Daniel Vorcaro, citado em articulações com parlamentares e em relações que também alcançam o Judiciário.
Diante da dificuldade na Câmara, parlamentares passaram a investir em outras frentes, como a criação de uma CPMI, que depende apenas da leitura do requerimento pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). Além disso, o Senado criou um grupo de acompanhamento do caso na Comissão de Assuntos Econômicos, e a oposição tenta levar o tema à CPI do Crime Organizado, onde o relator Alessandro Vieira classificou a atuação do Banco Master como típica de organizações criminosas.











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