
Na campanha de 2022, candidatos chegaram à minha casa trazendo promessas, soluções para tudo e palavras bonitas. Meu pai acreditou em algumas delas. Conversaram, convenceram e conseguiram conquistar sua confiança.
Eu ouvi, observei, mas não me deixei levar pela conversa.
Hoje, meu pai não está mais entre nós. E talvez aqueles que um dia bateram à nossa porta sequer tenham coragem de voltar.
Mas, se algum dia voltarem, já tenho a resposta:
“Vocês podem até ter iludido meu pai, mas comigo não.”
Não guardo rancor. Guardo memória.
A política ensina que promessa feita em época de eleição precisa ser comparada com aquilo que realmente foi feito depois das urnas. É por isso que hoje observo muito mais os atos do que os discursos.
Meu pai deixou ensinamentos que carrego comigo: dignidade em primeiro lugar, respeito e consciência tranquila.
Eu não preciso que político venha à minha porta para dizer em quem devo acreditar. Tenho consciência, tenho memória e tenho o direito de fazer minhas próprias escolhas.
As urnas passam. Os candidatos passam.
Mas a verdade e a dignidade ficam.
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