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A Operação Mederi, deflagrada nesta terça-feira (27) pela Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU), não trouxe apenas mandados de busca e apreensão, mas revelou o rastro físico do suposto esquema de corrupção na saúde potiguar: R$ 251.502 em espécie foram recolhidos pelos agentes.
O volume de dinheiro vivo, encontrado na casa de Oseias Monthalgan, um dos sócios da Dismed, é o principal elemento visual de uma investigação que mira fraudes em licitações e desvios de recursos públicos em pelo menos seis municípios do Rio Grande do Norte.
O Balanço das Apreensões
Além do montante em cédulas, a PF detalhou o material que agora passa por perícia em Natal:
- Dinheiro: R$ 251,5 mil (parte encontrada em caixas de papelão e isopor).
- Logística: 4 veículos apreendidos.
- Tecnologia: 33 celulares e 34 mídias digitais (computadores e HDs).
- Documentação: 114 documentos que detalham a relação entre a empresas e prefeituras.
A operação
A operação atingiu em cheio o núcleo político de Mossoró. O prefeito Allyson Bezerra (UB) teve celular e notebook apreendidos em sua residência.
O esquema também estende seus braços para as prefeituras de Tibau, Serra do Mel, Paraú, José da Penha e São Miguel.
A “Matemática” da Propina
O que move a Operação Mederi são indícios de sobrepreço e a clássica “compra fantasma”: insumos e medicamentos pagos pelas prefeituras, mas nunca entregues aos hospitais. Relatórios da CGU e interceptações telefônicas sugerem uma reserva de até 15% do valor dos contratos para o pagamento de propinas ao prefeito Allyson Bezerra, conforme os diálogos interceptados.
Os crimes investigados são peculato, fraude licitatória e organização criminosa.
Com o acesso aos celulares e computadores, a Polícia Federal espera cruzar as conversas dos empresários com os gestores para confirmar se a “matemática” da propina era uma prática sistemática ou isolada.
Fonte: Blog Bruno Barreto

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