
Um país com fome, com sede e doente não pode se dar ao luxo de gastar R$4,9 bilhões com a farra das eleições, distribuídos aos partidos pelo chamado Fundo Eleitoral, um escárnio institucionalizado. Só para citar alguns números o PL ficará com 17,8%, o PT com 12,10%, o União Brasil com 10,8%. Se confirmada a federação PP/União Brasil, juntos abocanhando cerca de 953 milhões. É um crime moral contra a nação, um roubo escancarado, uma afronta direta a um povo que falta pão, remédio e dignidade.
Comparecer às urnas é obrigatório. Votar, não. O ato não votar, de anular ou deixar em branco, é a expressão clara de que nenhuma das candidaturas o convence, o representa ou merece sua confiança. É um gesto político, ético e consciente.
Não vote em quem já o enganou. Não vote em quem poderá engana-lo. Não vote em quem não passou pelo crivo de sua consciência. Exercer a cidadania também é dizer não. As vezes o voto mais digno é a recusa.
PEDRO DE OLIVEIRA
CHICO TORQUATO
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