
Observando fatos e acontecimentos deste percurso histórico de uma Carnaubais emancipada, politicamente, autonôma, liberta do poderio administrativo que antes fora submetido.
Faço aqui alguns relatos pontuais da grandiosidade do gesto libertário do nosso emancipador Olavo Lacerda Montenegro, dando aos filhos de Carnaubais ou que aqui convivem a oportunidade de exercerem funções eletivas relevantes e assim darem sua efetiva contribuição ao nosso desenvolvimento.
Nestes 56 anos de estrada, caminhando com suas próprias pernas, temos que reconhecer a altivez de cada governante - que no exercício do poder, governou nosso município com sentimento de servir coletivamente aos seus munícipes.
Neste percurso cada um a seu tempo, fez o que sua vontade e capacidade de realizar ofereceu meios de servir, deixando edificado algumas marcas do seu período.
Uns foram sacrificados pelo o atraso do próprio tempo e assim mesmo tiveram grandes beneficios, principalmente por parte da midia que não agredia com as facilidades atuais a sua gestão.
De Valdemar Campielo que foi o primeiro prefeito constitucionalmente eleito até Dr. Thiago, que exerce o mandato delegado pela maioria na última eleição municipal, temos feito o acompanhamento das ações públicas aqui direcionadas.
Uns foram mais ousados e conseguiram se sustentar por mais tempo no exercício do cargo do que outros.
Temos visto exemplos de governantes que deixaram o poder subir a cabeça, achando que a prefeitura era uma herança familiar para querer conduzir tudo de bom do melhor, apenas para cobrir o seu cordão umbilical.
Assim, como teve deles que mesmo querendo mais de uma oportunidade, não conseguiram, porque o povo cansou de suas atitudes.
Enfim, sei o que cada um fez decentemente e o que fizeram de forma destoante, deixando rastros rídiculos, a ponto de serem penalizados judicialmente.
Na nossa ótica quem teve mais tempo de governabilidade, tinha obrigação de realizar mais, condições de fazer melhor.
Todavia, isto não permite ao cidadão que exerceu esta relevante função pública, fique diariamente se jactando do que realizou.
O que fez em favor do povo, o que construiu em defesa do nosso crescimento social, cultural e econômico foram metas obrigatóras do cargo exercido.
Alguns imaginam que fizeram favores!
Neste ângulo de entendimento, quem passou mais tempo no poder, foi o grande privilegiado, favorecido em todos os planos: desde o prestigio exercido ao somatório de condições próprias adquiridas com os altos salários do cargo, gosando das mordomias existentes, tendo o poder de manipular simpatias e apoios, cooptando lideranças para sustentabilidade eleitoral, fazendo o toma la dá cá, como se tudo que governasse fosse um bem privado para destinar estas ofertas, somente á quem desejasse.
Isto é um fato, óbvio que não se deve ignorar.
Porém, nos dá sempre o direito de questionar e comentar, mesmo contrariando alguns poderosos que se sentem imune de críticas.
O elogio pra mim, mora perto da crítica, cada um faça por merecer!
Conheço bem as metáforas que usa cada gestor. Cada qual no seu quadrado, se sentindo senhores absolutos, donos da verdade, trocando a humildade de servir pela soberba de ser servido.
Nenhum comentário:
Postar um comentário