Uma das oligarquias mais antigas da política sai do poder, fica sem mandato; e outro grupo político de mesmo nome surge como nova força no Estado

Sai uma família Maia, entra outra família Maia na política potiguar
As eleições deste fim de semana trouxeram transformações políticas que começarão a ser sentidas a partir de janeiro do próximo ano em todo o País. Os resultados já foram confirmados e agora é só uma questão de tempo. No caso do Rio Grande do Norte, uma família Maia deixa o poder – pelo menos nos próximos dois anos – e outra se reafirma no legislativo federal, ocupando vagas idênticas: uma de deputado e outra de senador.
Apesar da comprovação nas urnas da dança das cadeiras, o nome Maia continua vivo, mas sem parentesco. O Maia de José Agripino, senador que foi candidato a deputado federal e derrotado nestas eleições e do seu filho Felipe, que nasceu no Rio de Janeiro não foi candidato, é o que o deixa o poder. José Agripino Maia é de Mossoró e já foi governador duas vezes, está no quarto mandato como senador e tem – em sua família – outros exemplos na política, como seu pai Tarcísio Maia, que foi governador indicado pelos militares nos anos 1970, e seu primo Lavoisier Maia, que também foi governador biônico e deputado por vários mandatos.
José Agripino é primo de César Maia – ex-prefeito do Rio de Janeiro e que foi candidato ao senado da República e também foi derrotado nas urnas. César Maia é pai de Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara dos Deputados, que foi reeleito, mas seu partido – o Democratas, vulgo DEM – perdeu força. No entanto, o histórico conservador do partido vai permitir que ele componha o poder em um eventual governo de Jair Bolsonaro, que hoje está na frente na corrida eleitoral. Para quem não lembra, o DEM era o PFL, que foi PDS, que foi Arena e apoiou o golpe militar e, antes de tudo isso, era a remota União Democrática Nacional (UDN).
Os Maias que vão assumir o poder a partir de janeiro são oriundos do Estado da Paraíba, do município de Brejo da Cruz. Os irmãos Zenaide Maia e João Maia foram eleitos senador e deputado federal, respectivamente. Zenaide é deputada federal e seu irmão João irá para um terceiro mandato. De 2014 para cá, ele havia ficado fora da política por ter sido o vice de Henrique Alves, que perdeu a eleição para governador em 2014 para Robinson Faria, que já deu adeus à reeleição.
Zenaide Maia irá para o seu primeiro mandato como senadora. Como deputada federal, ela foi a única da bancada potiguar que votou contra o impeachment da Dilma Rousseff, aproximando-se mais da esquerda política. Ela é esposa de Jaime Calado, médico sanitarista e empresário e que já foi prefeito de São Gonçalo do Amarante por duas vezes. Ela também é mãe de Mada Calado, que foi secretária de assuntos extraordinários no mesmo município e foi candidata a deputada estadual pelo PT, mas não venceu as eleições.
A nova senadora Zenaide Maia também é irmã de Agaciel Maia, deputado distrital em Brasília e que também foi reeleito neste fim de semana. Entretanto, Zenaide Maia e José Agripino Maia não são parentes, embora nos bastidores da política haja sempre uma “má língua” que diz que eles são ligados, mas não são. Concreto mesmo é que nestas eleições uma família Maia se fortalece no poder e outra família Maia se afasta temporariamente da política pelo resultado das urnas. No entanto, nos próximos dois anos, todos os Maias estarão na política outra vez.
Agora RN.
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